Arquitetura da Prainha ajuda a contar o passado de Vila Velha
Cartão-postal capixaba ergueu-se no século XVI e, em abril, recebe milhões de fiéis na Festa da Penha, celebração à padroeira do Espírito Santo
Na mesma época da chegada de Vasco Coutinho ao Espírito Santo, o Convento da Penha começa a ser erguido. Inicialmente, ele servia como um dormitório para os freis.
Um dos principais cartões postais do Espírito Santo, o Convento carrega um pouco da história do Estado em todos os aspectos: desde as tradições religiosas até a arquitetura.
Para o guardião do Convento da Penha, o frei Gabriel Dellandrea, “a arquitetura é uma forma de contar história, além da história verbal e escrita”.
O religioso destaca a importância dos detalhes e o que eles buscam contar aos visitantes.
“Olhando o Convento, identificamos elementos da história capixaba e brasileira. Quando subimos pela ladeira da penitência, nós pisamos nas histórias daquelas pedras”, explica o frei.
Hipólito Couto veio do Rio Grande do Sul com um grupo de turistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. O turista conta que a paisagem foi o que mais chamou atenção deles durante a visita ao Convento.
“A paisagem é muito bacana. De todos os morros que já vimos, o mais lindo é aqui, onde podemos observar as belezas arquitetônicas e históricas”, relata Hipólito.
Apesar de atrair turistas o ano todo, é em abril que o Convento concentra um maior número de visitantes. É o mês em que acontece a tradicional Festa da Penha.
Considerada a terceira maior festa religiosa do Brasil, a solenidade celebra a padroeira do Espírito Santo, Nossa Senhora da Penha.
A comemoração histórica começou ainda em 1570, realizada pelo Frei Pedro Palácios. De lá pra cá já são mais de quatro séculos reunindo fiéis de todas as partes.
A festa começa na Oitava da Páscoa, período de oito dias consecutivos que começam no Domingo de Páscoa e vão até o domingo seguinte.
A celebração reúne, anualmente, milhões de fiéis no Convento da Penha e no Parque da Prainha, onde acontece a missa de encerramento e a programação cultural.
Durante os nove dias de festa, as romarias são um dos pontos principais da solenidade. A mais tradicional, a Romaria dos Homens, percorre 14 quilômetros entre a Catedral Metropolitana de Vitória e a Prainha.
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