Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros, acusada de omissão na morte do filho Henry Borel
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RIO – O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), demitiu nesta quarta-feira, 25, Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão do filho, Henry Borel. Professora concursada na rede municipal da capital fluminense, Monique perde o cargo e deixa o quadro de servidores após a decisão.
A medida foi publicada no Diário Oficial do município. Monique respondia a uma processo administrativo disciplinar (PAD) e foi afastada do cargo. Com o desenrolar do caso, a Secretaria Municipal de Educação optou pela demissão da servidora. A determinação foi aprovada e assinada pelo prefeito do Rio.
Nas redes sociais, o secretário de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, afirmou que “o caso dela ficou insustentável” e a conduta apontada no caso da morte do menino Henry Borel “é o inverso do que se espera de uma servidora”.
“Na primeira vez que a Monique Medeiros foi solta, em 2023, eu afirmei que ela nunca mais ia entrar numa sala de aula. E agora, que ela foi solta novamente nesta semana, ensejou uma nova decisão da prefeitura. Imagina você que tem um filho na rede, que tem uma filha na rede, que tem algum parente na rede, ter a possibilidade de ter uma pessoa como ela estando numa sala de aula, atuando como uma professora. O caso dela ficou insustentável. É o inverso do que se espera de uma servidora”, afirmou.
A defesa de Monique afirma que não teve acesso ao conteúdo do ato que gerou a demissão.
“Importante ressaltar que Medeiros confia na justiça e na correta aplicação das lei por parte da prefeitura, pois vigora em seu favor o princípio constitucional do estado de inocência, e que analisará o caso para, se possível, apresentar recurso hierárquico ao Prefeito da Cidade”, disse em nota o advogado Hugo Novais.
A juíza Elizabeth Louro determinou na segunda-feira, 23, a soltura de Monique Medeiros. A magistrada concedeu liberdade provisória da ré sob a alegação de que a prisão “manifesta-se ilegal diante do despropositado prazo da prisão”.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recorreu da decisão da juíza Elisabeth Louro, do II Tribunal do Júri da Capital.
O julgamento de Monique e de Jairinho estava previsto para começar nesta semana, no Tribunal do Júri do Rio. A sessão, no entanto, foi remarcada para o dia 25 de maio após a defesa de Jairinho abandonar o plenário para forçar a suspensão do julgamento sobre os culpados pela morte do menino Henry Borel.
Jairinho é acusado de homicídio triplamente qualificado e tortura, enquanto Monique responde por homicídio qualificado por omissão. Ambos também são acusados de coação no curso do processo e fraude processual.
Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas já estava sem vida.
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