Ex-mulher do goleiro Bruno é encontrada e dá entrada em hospital em BH
Dayanne Rodrigues do Carmo estava desaparecida desde quinta-feira (02); Polícia Civil afirmou que apura as circunstâncias do caso
Dayanne Rodrigues do Carmo, 39, ex-mulher do goleiro Bruno, foi localizada neste sábado (4), segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais. Ela estava desaparecida desde quinta-feira (2).
Conforme a Polícia Civil, Dayanne foi socorrida à noite pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada para atendimento médico em um hospital de Belo Horizonte.
A Polícia Civil afirmou que apura as circunstâncias do caso e que não divulga informações sobre o estado de saúde.
O registro do sumiço de Dayanne foi feito pelo marido dela na madrugada de sexta-feira (3) em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Inicialmente, a apuração policial apontou para um desaparecimento voluntário, sem indícios da prática de crimes. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o marido relatou que Dayanne saiu de casa na manhã de quinta, por volta das 11h, dizendo que iria à casa da mãe. Ela teria deixado os filhos sob cuidados da avó materna, mas não retornou nem voltou a fazer contato com os familiares.
Ainda segundo o relato do homem à polícia, ao chegar em casa, ele encontrou o celular da mulher e verificou mensagens trocadas com pessoas que se identificavam como agiotas, cobrando supostas dívidas.
O marido afirmou também ter localizado cartas em tom de despedida, o que motivou a comunicação do desaparecimento às autoridades.
Familiares passaram a compartilhar nas redes sociais um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro de Dayanne. A Polícia Civil divulgou um comunicado oficial de desaparecimento e pediu que qualquer informação fosse repassada às autoridades.
Dayanne ganhou notoriedade por ter sido casada com o goleiro Bruno na época do desaparecimento de Eliza Samudio, em 2010.
Na ocasião, ela chegou a ser denunciada por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Bruno e Eliza. Durante o processo, afirmou que havia sido coagida a esconder a criança e acabou absolvida das acusações.
Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Eliza e pelo sequestro e cárcere privado do filho.
Em março de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro passou a considerar o goleiro como foragido, já que ele não se apresentou após ter a liberdade condicional revogada.
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