Como foi a briga que antecedeu morte de passageiro por motorista de app
A confusão teria começado após a vítima vomitar duas vezes dentro do veículo BYD King
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Um motorista de aplicativo matou um passageiro com um canivete após uma briga que teria sido motivada por vômito no carro em São Bernardo do Campo (SP). As informações constam no boletim de ocorrência, que detalha o conflito que antecedeu a morte do homem.
A confusão teria começado após a vítima vomitar duas vezes dentro do veículo BYD King. O passageiro Jonatas Francisco Leite Lima, de 26 anos, voltava de um bar na madrugada de sexta-feira (10) com um amigo.
O motorista Carlos Augusto Coelho da Silva encerrou a corrida da categoria Uber Black. O amigo da vítima, Kauan da Silva Ramos, admitiu à polícia que bateu a porta do carro com muita força ao sair.
A atitude irritou o condutor, que saiu do veículo e iniciou as agressões. Carlos deu dois socos no rosto de Kauan, que caiu e desmaiou por alguns segundos na via pública.
Jonatas sofreu um golpe de canivete na barriga logo em seguida. Quando o amigo recuperou a consciência, a vítima já estava caída no chão, enquanto o motorista foi embora do local. Segundo Carlos, ele se sentiu ameaçado porque no momento outras pessoas teriam chegado e gritado "mata ele", referindo-se ao motorista.
A Polícia Militar prendeu o autor do crime em flagrante pouco tempo depois. Os agentes encontraram Carlos dentro do carro em uma rua próxima e localizaram o canivete envolto em uma luva azul perto da calçada.
Motorista alega legítima defesa
Carlos afirmou aos policiais que sofreu ataques dos dois passageiros. Ele relatou que levou uma pancada na cabeça, precisou de pontos no hospital e trocou socos com os jovens para se defender.
O motorista declarou que a arma pertencia ao passageiro morto. "Ele puxou algo da cintura. Acabei atingindo a barriga dele durante a disputa pela arma", disse Carlos no depoimento registrado no documento.
A Polícia Civil não descartou a possibilidade de legítima defesa. No entanto, o delegado registrou que a situação não possui comprovação e manteve a prisão por homicídio, já que o indiciado tentou descartar a arma.
Amigo nega posse da arma
Kauan disse à polícia que o canivete não era dele nem de Jonatas. Ele explicou que os dois trabalharam juntos durante o dia e foram direto para o bar assistir a uma partida de futebol.
O jovem relatou desespero ao ver o amigo ferido no chão. Segundo o documento policial, Kauan chorou muito após a ambulância levar a vítima e socou uma parede por indignação, machucando os próprios punhos.
A reportagem não conseguiu localizar as defesas dos envolvidos no caso até o fechamento desta reportagem. O espaço está aberto para manifestação.
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