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Auxílio emergencial faz cair a busca por emprego

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Economia

Auxílio emergencial faz cair a busca por emprego


Gisélia explica que a procura por profissionais na área de tecnologia cresceu com a pandemia, causando o déficit (Foto: Divulgação)
Gisélia explica que a procura por profissionais na área de tecnologia cresceu com a pandemia, causando o déficit (Foto: Divulgação)

O medo de sair de casa e a baixa remuneração oferecida para algumas vagas fizeram trabalhadores optarem por receber o auxílio emergencial e dispensarem oportunidades de emprego no Estado. É o que afirmaram especialistas do setor de economia e Recursos Humanos.

Mas eles alertaram que isso não ocorreu em todas as áreas de trabalho, mas sim nas operacionais, que pagam um salário menor. O auxílio foi criado pelo governo federal para ajudar trabalhadores de baixa renda a atravessarem a pandemia da Covid-19. Os beneficiários recebem até R$ 600 por mês atualmente.

“Muitos acabaram recusando as vagas ou nem mesmo procurando empregos. Para quem ganhava salário mínimo, por exemplo, o valor líquido acabava se aproximando do valor do auxílio. Tem pessoas que se acomodaram, isso não dá para negar”, afirmou o consultor de carreiras Elias Gomes.

Para o economista Marcelo Loyola Fraga, isso aconteceu com pessoas que possuem menos formação. “Culturalmente há um viés que leva as pessoas daqui a um processo de acomodação, principalmente aquelas com menos acesso à formação acadêmica. Acabam se contentando com pouco, sem muitas ambições”.

Ele destacou que a chegada do fim de ano contribuiu para o processo. “A perspectiva da chegada do fim do ano faz com que as pessoas deixem para se comprometer somente a partir do ano que vem”.

Gisélia Freitas, psicóloga e especialista em pessoas e carreiras, afirmou que deixar de procurar emprego por causa do auxílio emergencial não é uma boa decisão.

“Tem muitas pessoas que não estão procurando. Acham que não é o momento, que não tem vagas. Isso é horrível. Esta sazonalidade não existe e a pessoa tem que continuar trabalhando oito horas por dia em busca de sua recolocação. Esse auxílio tem pagado contas básicas e isso tem deixado alguns profissionais na zona de conforto, sim”, pontuou.

A pandemia ainda fez com que a demanda em algumas áreas aumentasse, causando escassez de profissionais com mais habilidades. Gisélia destacou a área tecnológica como exemplo.

“Em especial o desenvolvedor de aplicativos, de programas, especialistas em desenvolver sistemas. Tudo o que existe na área de tecnologia alavancou com a pandemia, então gerou o déficit”.


divulgação
Gisélia explica que a procura por profissionais na área de tecnologia cresceu com a pandemia, causando o déficit
 


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