Projeto de aluno da rede pública é destaque na Inglaterra
Davi Gisto de Barros, de 15 anos, transformou algas marinhas em bioplástico e ganhou medalha de prata no TeenTech Awards 2026
Transformar algas marinhas encontradas nas praias em bioplástico levou um estudante da rede pública do Espírito Santo ao segundo lugar em uma competição internacional de ciência, tecnologia e inovação realizada na Inglaterra.
Aos 15 anos, Davi Gisto de Barros, aluno da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Irmã Maria Horta, em Vitória, desenvolveu o projeto “Creating Bioplastic from Algae” (Criação de Bioplástico a partir de Algas Marinhas) em parceria com estudantes dos Estados Unidos e representou a escola e o Brasil no TeenTech Awards 2026, chegando à final e conquistando medalha de prata.
A proposta da equipe é produzir bioplástico a partir de algas da espécie Sargassum, também encontrada no litoral capixaba e na Flórida. O trabalho busca demonstrar a possibilidade de produzir o material por meio de um processo simples e de menor custo.
Para desenvolver o bioplástico, Davi explica que as algas são recolhidas nas praias, passam por um período de secagem ao sol e depois são trituradas até virar pó.
“Então, colocamos na panela junto com água e misturamos com glicerina. Mexe, em fogo alto, por 10 minutos, tira do fogo e coloca no sol e deixa secando novamente”, conta Davi.
O projeto foi desenvolvido por uma equipe internacional, formada por Davi e pelas estudantes norte-americanas Swasti Timande e Nicole Haragutchi, apoiadas pela Innovation International, organização que apoia estudantes de diferentes países em projetos de ciência, tecnologia e inovação.
As reuniões e decisões da equipe foram realizadas de forma on-line, e para facilitar a comunicação entre os integrantes, o grupo contou ainda com o apoio de um intérprete de línguas.
Davi é acompanhado pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) para estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação e, no projeto, teve orientação do professor Luiz Gustavo Gomes, que na busca por oportunidades para que o estudante pudesse desenvolver suas habilidades, encontrou a equipe.
Ele conta que Davi passou pelo processo seletivo e foi escolhido para integrar o grupo.
“Professores de altas habilidades precisam saber um pouquinho de cada coisa. Fazemos toda uma pesquisa para entender da área, para poder potencializar o talento do aluno”, afirma o professor.
O estudo
O projeto investiga o uso de algas marinhas da espécie Sargassum como matéria-prima para a produção de bioplástico e busca demonstrar a possibilidade de aproveitar essas algas para produzir um material alternativo ao plástico convencional.
Como é produzido
As algas são recolhidas nas praias e deixadas para secar ao sol. Depois, são trituradas até se transformarem em pó. O material é misturado com água e glicerina e levado ao fogo por cerca de 10 minutos. Em seguida, a mistura é retirada do fogo e colocada novamente para secar ao sol, formando o bioplástico.
Testes
Depois da produção, o material passa por avaliações para verificar sua qualidade e viabilidade. Entre os testes realizados estão análises de durabilidade, resistência e impermeabilização.
A equipe utiliza os resultados para avaliar se o bioplástico apresenta características que permitam seu uso como alternativa aos materiais plásticos convencionais.
A competição
O projeto “Creating Bioplastic from Algae” (Criação de Bioplástico a partir de Algas Marinhas) foi inscrito no TeenTech Awards 2026.
A equipe chegou à etapa final da disputa e conquistou o segundo lugar, garantindo a medalha de prata para Davi, que representou a EEEFM Irmã Maria Horta, de Vitória, e o Brasil.
O que a educação fez por mim
“A educação sempre foi uma prioridade”, diz Vanessa Cola, advogada
“Durante minha criação, na minha casa, a educação sempre foi uma prioridade. Não tive viagens caras na infância, mas o colégio de qualidade sempre foi garantido, mesmo que a condição financeira da minha família não andasse lá essas coisas.
A leitura também sempre fez parte da minha infância. Como sempre fui mais introvertida e gostava de ler desde pequena, pedir livros de presente (e ganhá-los) em datas comemorativas nunca causava estranhamento.
Foi por meio dos livros que também aprendi a conhecer outras realidades, culturas, saberes, descobrir novas perspectivas e alimentar minha curiosidade.
Na fase adulta, a educação se fez presente quando cursei a faculdade de Direito e quando fui selecionada para as vagas de estágio às quais concorri.
A educação se fez presente ainda quando comecei a atuar como advogada na área que mais me realiza.
Poder defender causas em que acredito, lutar pela diminuição da injustiça e ser a voz dos meus clientes diante dos julgadores me faz ter a sensação de ter encontrado uma missão e me sentir grata por poder exercê-la diariamente.
A educação pode mudar a vida das pessoas para melhor e dar maior sentido a tudo. Deveria deixar de ser privilégio e se tornar inerente à vida de todos os seres humanos”.
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