Novas experiências para estudantes capixabas em salas de aulas irlandesas
Estudantes que foram para Dublin pelo programa de intercâmbio do governo do Estado contam o que vivenciaram por lá
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Os 90 estudantes do Centro Estadual de Idiomas (CEI) do Espírito Santo retornam para o Brasil domingo, após vivenciarem experiências em Dublin, na Irlanda, por três meses, e terem aulas intensivas de inglês em salas de aula de campus universitários irlandeses.
Durante o tempo em que vivenciaram o Programa de Intercâmbio do governo do Estado, os intercambistas experimentaram o cotidiano do país. Isso contribuiu para o aprimoramento da fluência no idioma, além de proporcionar crescimento pessoal para os estudantes, afirma Natalia de Oliveira Vieira, subgerente de Programas e Projetos do ensino médio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu).
“Eles vivem com uma família local, precisam se locomover sozinhos e fazer as atividades diárias usando a língua inglesa. Essa imersão cultural possibilita o aprendizado da língua de forma muito mais fácil. Além disso, eles também desenvolvem autonomia e responsabilidade enquanto vivem sozinhos”, afirmou.
Durante o intercâmbio, os alunos tiveram 30 horas de aulas semanais de língua inglesa, e receberam US$ 1.600 (cerca de R$ 8 mil) de ajuda de custo.
“Até o final do mês teremos mais 500 vagas. As viagens provavelmente acontecerão em novembro. Para participar, o estudante precisa ter ingressado no CEI no ano passado”, explicou Natália.
Os outros 260 estudantes, que estão na Argentina, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos, retornam para o Brasil até o final deste mês.
Ana Clara Rembenski, 18 anos, de São Gabriel da Palha, conta que aprimorou o inglês e viveu momentos marcantes no intercâmbio.
“Aprimorei meu inglês, aprendi sobre uma nova cultura e também a correr atrás dos meus objetivos. Um dos lugares que me deixou maravilhada foi Killiney Hill, uma montanha que fizemos trilha durante um passeio escolar”.
Já Pedro Henrique Serra, 19 anos, de Colatina, declara que o intercâmbio foi transformador.
“Alavanquei meu inglês, aprendi expressões do dia a dia. Foi transformador! Fiz trilhas com amigos e conheci lugares incríveis. Quando voltar ao Brasil, vou prestar vestibular para atuar em Relações Internacionais”, declarou.
Sonho realizado
Aos 19 anos, Noah da Conceição Carvalho, que mora na Serra, conta que o intercâmbio é um sonho realizado. “É uma experiência maravilhosa, e a realização de um sonho para mim. O momento mais marcante foi o feriado de São Patrício, com um festival encantador em Dublin”, contou.
Noah, que concluiu o ensino médio antes da viagem, já tem planos para o retorno ao Brasil. “Vou entrar na faculdade e planejar mais intercâmbios, essa experiência expandiu meus horizontes”, disse.
Crescimento pessoal
Vitória Ultramar Fontiele, 18 anos, de Cachoeiro de Itapemirim, diz conheceu outras culturas e novas versões de si mesma.
“A cada lugar visitado, cada conversa, conheci outras culturas, e novas versões de mim. Aprendi a me adaptar, a enxergar o mundo com outros olhos. Tudo fez parte de um processo de crescimento pessoal”, disse.
Vitória revela que guardará os momentos: “Vou lembrar para sempre de lugares lindos, como o National Botanic Garden”.
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