X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

ES

Café capixaba fica mais “amigo” do meio ambiente

Cultivo do conilon no Estado retém mais gases que causam o efeito estufa do que emite em todo o processo produtivo


Imagem ilustrativa da imagem Café capixaba fica mais “amigo” do meio ambiente
Plantação de café conilon: retorno dos resíduos de pós-colheita ao solo e a manutenção dos resíduos das podas entre as práticas sustentáveis |  Foto: © Divulgação/Canva

O café conilon capixaba é mais “amigo da natureza”. Dados da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) mostram que o cultivo do grão no Estado retém mais gases que causam o efeito estufa do que emite em todo o processo produtivo.

Isso aconteceu por causa da adoção de práticas mais sustentáveis, entre elas, o retorno dos resíduos de pós-colheita ao solo, a manutenção dos resíduos das podas nas lavouras, a prática de cobrir o solo na entrelinha do café, na fase inicial da lavoura, e a preferência por adubos orgânicos.

A conclusão vem da pesquisa “Balanço de GEE do Café Conilon Capixaba”, promovida pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em colaboração com o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo, Seag.

O estudo foi feito sob a condução técnico-científica do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e do professor Carlos Eduardo Cerri, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

O secretário de Estado da Agricultura do Espírito Santo, Ênio Bergoli, interpreta que os resultados obtidos ressaltam a importância do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Estado.

A iniciativa conta com 27 projetos, destacando-se o referente à adequação de oito mil propriedades cafeeiras no processo de sustentabilidade até o fim de 2026. O investimento nessa ação é de RS 5,45 milhões.

“A cafeicultura capixaba impulsiona a economia estadual, com o avanço da sustentabilidade e da tecnologia. O programa lançado vem ampliar a difusão das práticas sustentáveis na cafeicultura e a adoção das práticas ESG, além de dar suporte para nossos produtores serem inseridos nesse processo de adequação das propriedades”, disse.

Ele frisou que com a atuação, em cima dos indicadores econômicos, ambientais e sociais propostos, os produtores vão conquistar melhor desempenho e resultado econômico, sendo, portanto, mais competitivos e atendendo aos mercados mais exigentes.

“Isso resultará na preservação e na conservação de recursos naturais, além de promover a melhoria na qualidade de vida nas propriedades cafeeiras.”

Os números

- 2,6 milhões de sacas exportadas em 4 meses

- 2,3 milhões eram de café conilon


Entenda

Os gases nocivos

A produção do café é a fase que mais emite gases que causam o efeito estufa. O cafeeiro é uma pequena árvore ou arbusto que era tradicionalmente cultivado à sombra do dossel da floresta.

A modernização do setor levou à transformação de muitos cafezais em vastos campos totalmente expostos ao sol. Isso acrescentou a necessidade de irrigação, sistemas de fertilização e uso de pesticidas.

Redução da emissão

Essa mecanização, irrigação e uso de fertilizantes emissores de óxido nitroso – cuja produção requer grandes quantidades de gás natural – contribuem muito para a pegada de carbono.

A adoção de práticas mais sustentáveis, entre elas, o retorno dos resíduos de pós-colheita ao solo, a manutenção dos resíduos das podas nas lavouras, a prática de cobrir o solo na entrelinha do café, na fase inicial da lavoura, e a preferência por adubos orgânicos diminuem o carbono no café.

O café capixaba

Nos primeiros 4 meses deste ano, foram exportadas 2,6 milhões de sacas de café, sendo 2,3 milhões de conilon, 171,4 mil de arábica e 188,2 mil sacas equivalentes de solúvel.

O complexo cafeeiro continua sendo o grande destaque das exportações do agronegócio, consolidando o principal arranjo produtivo agrícola como o primeiro em geração de divisas.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: