Investimento bilionário em energia vai criar mil empregos no Estado
A Eneva vai instalar termelétricas e terminal de regaseificação em área da Vports, com operação prevista para começar em 2031
A construção de um novo polo de gás e energia no porto da Barra do Riacho, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, terá investimento em torno de
R$ 5 bilhões e criará mais de mil empregos. A empresa de energia Eneva assinou contrato com a concessionária Vports para explorar uma área no terminal portuário.
O Hub Espírito Santo prevê a instalação de usinas termelétricas com capacidade total de 690 megawatts (MW) e de um terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL), que abastecerá as usinas. O início da operação comercial está previsto para 1º de agosto de 2031. As obras durarão pelo menos dois anos.
Serão criados cerca de 500 empregos nas obras de cada instalação, totalizando, ao menos, cerca de mil empregos, e na operação serão no mínimo seis trabalhadores por turno – normalmente são cinco turnos – com funcionamento 24 horas por dia, disse Carlos Jardim Sena, vice-presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC).
“As primeiras fases envolvem questões mais burocráticas, como licenciamento ambiental, e a maior parte da mão de obra deverá atuar a partir da metade do prazo de obras. Na operação, são poucos empregos, mas mão de obra especializada, com salários a partir de R$ 6 mil”, afirmou Sena.
É necessário que seja preparada mão de obra local para ocupar as oportunidades que surgirão, avaliou o vice-presidente do CDMEC.
O Parklog ES, programa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), contribui com avanços em articulação para soluções de mobilidade, conexão à rede elétrica e logística na região, segundo Celso Guerra, subsecretário de Estado de Desenvolvimento Regional.
“A empresa escolheu o Espírito Santo, entre outros estados candidatos, para investir quase R$ 5 bilhões. Foi decisiva a disponibilidade de área da Vports, no Porto de Barra do Riacho, para implantação da usina e ancoragem do navio regaseificador”, explicou Guerra.
A Nova ES promoveu interlocuções com o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) para tratar de questões ambientais e com a EDP sobre a infraestrutura de transmissão de energia, destacou Patrícia Gouvêa, diretora-presidente da Nova ES. “Além de participar de agendas com o governo do Estado e a Vports para discutir aspectos relacionados à implantação do projeto”.
Dependência energética do Estado será reduzida
O Espírito Santo ainda importa a maior parte da energia elétrica que consome e as novas usinas termelétricas reduzirão essa dependência, reforçando a segurança energética de uma região estratégica para o Estado e o País, segundo Celso Guerra, subsecretário de Estado de Desenvolvimento Regional.
Ele destacou que o terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) poderá, também, ampliar a oferta de gás pela rede da ES Gás.
“Atrair termelétricas para reduzir o déficit de geração é uma das metas do programa ES Mais+Gás, liderado pela secretaria, que atua na viabilização da oferta de infraestrutura para entrega de gás natural em Aracruz. O Parklog Norte, outro programa da Sedes, contribui com avanços em articulação para soluções de mobilidade, conexão à rede elétrica e logística na região”, contou.
Com o projeto, o Estado dá mais um passo para se tornar autosuficiente, ampliando a segurança energética capixaba, reforçou Carlos Jardim Sena, vice-presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC).
“Com esse negócio entre Vports e Eneva, uma potencializa o negócio da outra a cria robustez, podendo atrair outros players”, afirmou.
A Imetame foi procurada para falar sobre possibilidade de participação no projeto, mas informou que não se manifestaria sobre o tema.
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Polo de gás e energia
A empresa de energia Eneva assinou contratos com a concessionária Vports para explorar uma área no Porto de Barra do Riacho, em Aracruz, e instalar um novo polo de gás e energia.
O projeto, denominado Hub Espírito Santo, contará com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) no planejamento da ocupação da área portuária. O acordo, assinado na última terça-feira, impulsionará a economia do Estado, em investimento de quase R$ 5 bilhões e mais de 1.000 empregos criados.
A Eneva terá participação integral no Hub Espírito Santo. Mediante o cumprimento das condições previstas nos contratos, os instrumentos asseguram o direito de uso das áreas até 31 de dezembro de 2046, com possibilidade de renovação.
Segundo a Eneva, a infraestrutura também poderá viabilizar novos projetos de geração de energia e oportunidades de fornecimento de gás natural a terceiros.
Atuação do governo federal
A atuação do ministério envolve o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), instrumento que organiza a ocupação do porto e define os usos de suas áreas. Responsável pela aprovação do plano, o MPor participa do processo de adequação do planejamento portuário às atividades previstas para o empreendimento.
O Hub Espírito Santo prevê a instalação de termelétricas com capacidade total de 690 megawatts (MW) e de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), que abastecerá as usinas. O início da operação comercial está previsto para 1º de agosto de 2031.
Para receber os investimentos, a Vports iniciou o procedimento de alteração do PDZ referente a parte da área contratada e buscou o licenciamento ambiental junto ao órgão estadual.
Atuação do governo do ES
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes) apoiou o processo decisório desde o início, através do programa ES Mais+Gás e do Parklog ES.
Outros atores foram igualmente importantes. A Agência de Regulação de Serviços Públicos (ARSP), com regulação clara e estável para o gás natural, e a ES Gás, distribuidora no Estado, contribuíram para que empresas como a Eneva apresentassem preços competitivos no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), certame vencido pela companhia. A Nova ES e o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), também participaram do esforço de atração e facilitação do projeto.
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