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Tática do "santinho" ainda persiste para conquistar o voto dos idosos

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Política

Tática do "santinho" ainda persiste para conquistar o voto dos idosos


A ascensão da internet e das redes sociais vem mudando o cenário das últimas campanhas eleitorais, mas os tradicionais santinhos e as cartas enviadas às casas do eleitor seguem como meio eficiente na busca de votos, principalmente de idosos.

Apesar de o voto ser facultativo a partir dos 70 anos de idade, candidatos às eleições de 2020 no Estado não deverão ignorar esta parcela do eleitorado e vão utilizar os meios tradicionais de propaganda eleitoral para atingir este público. 

“Muitos idosos não gostam de se atualizar pelo Facebook, Instagram, WhatsApp, que são os principais meios de propagação de conteúdo de propaganda eleitoral hoje. Então, acredito que haverá sim uma atenção especial com esse eleitorado”, avalia o advogado especialista em Direito Eleitoral Marcelo Nunes.

Os últimos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstram que, em maio, no Estado, o percentual de idosos (60 anos em diante) representava 19,7% do eleitorado. (Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)
Os últimos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstram que, em maio, no Estado, o percentual de idosos (60 anos em diante) representava 19,7% do eleitorado. (Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

Os últimos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstram que, em maio, no Estado, o percentual de idosos (60 anos em diante) representava 19,7% do eleitorado, ou seja, são 554.531 eleitores da terceira idade. O eleitorado total capixaba é de 2.811.920.

“Os idosos têm mais dificuldades com a tecnologia e muitas vezes aversão. Acredito que o uso dos santinhos e a mala direta (cartas) vão continuar fortes”, afirma Romulo Samorini, diretor do Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo (Siges). 

O empresário diz que o material impresso passa credibilidade para o eleitor. “É um documento também do que o candidato prometeu e entregou após eleito”.

Diretor de inovação e criatividade de uma empresa de marketing político, Pedro Roque afirma que “como a internet tem sido também campo da desinformação, o impresso ainda cumpre papel importante”.

Dados do TSE apontam que na última eleição, em 2018, do total de despesas contratadas pelos candidatos no País, 10,7% foram feitas para pagar publicidade em material impresso (R$ 645.172.655,20), enquanto o gasto com impulsionamentos pela internet foi de R$ 79.219.911,36, ou 1,31% do total.

“Segundo o IBGE, uma a cada quatro pessoas do País, ou 25% da população, não tem acesso à internet. Esse percentual pode definir uma eleição”, alerta o advogado Marcelo Nunes.

MEIOS DE DIVULGAÇÃO DE CAMPANHA

Campanha eleitoral

  • 27 de setembro: início da propaganda dos candidatos na rua por meio da entrega de material gráfico como santinhos, cartas e panfletos. Início da campanha pela internet.
  • Todo material gráfico deve conter CNPJ ou CPF do responsável pela confecção, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem.
  • 9 de outubro: início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

O que é proibido

  • Colocar placas, cavaletes, bonecos e afins em espaços públicos.
  • Outdoors, inclusive eletrônicos.
  • Showmícios, resguardados apenas os comícios sem a participação de artistas para fazer show como forma de atrair público.
  • Entregar brindes como chaveiros, copos, camisas, canetas e outros.

Eleitores idosos

  • Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a propaganda eleitoral feita por material impresso mira, principalmente, eleitores da terceira idade, que não estão tão habituados às novas tecnologias.
  • Público do interior, onde muitas vezes não há propaganda eleitoral pela TV, também são focados pelos candidatos no uso do material impresso como forma de alcançá-los.
  • Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), demonstram que, em maio de 2020, no Estado, o percentual de idosos (60 anos de idade em diante) é de 19,7% do eleitorado capixaba, ou seja, 554.531. O total de eleitores do Espírito Santo é de 2.811.920.

Fontes: TSE, IBGE e entrevistados.

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