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Médicos explicam morte súbita do empresário João Paulo Diniz

Segundo especialistas, fatores como excesso de atividade física, tabagismo, obesidade e sedentarismo podem causar o problema

Jonathas Gomes, do jornal A Tribuna | 02/08/2022 15:38 h

João Paulo Diniz tinha 58 anos
João Paulo Diniz tinha 58 anos |  Foto: Divulgação
 

A morte súbita do empresário João Paulo Diniz no último domingo, provocada por um infarto, levanta questionamentos entre as pessoas. Afinal, como um triatleta amador, com estilo de vida saudável e bom acesso a cuidados de saúde, pode ser acometido por um mal súbito aos 58 anos? 

Médicos explicam que a morte súbita geralmente é causada pelo mau funcionamento do sistema elétrico do coração, um tipo de alteração chamada  arritmia. Excesso de atividade física e algumas condições genéticas podem aumentar o risco dessa fatalidade. 

O médico cardiologista Leandro Ruas aponta que a atividade física regular está relacionada a melhores condições de saúde, mas é preciso buscar avaliação médica para averiguar o condicionamento físico e possíveis contraindicações.

“O excesso de atividade física pode causar hipertrofia ventricular, que é quando o coração fica mais musculoso. Isso causa maior probabilidade da pessoa sofrer arritmias. A atividade física semanal deve ser praticada dentro dos limites recomendados pelo médico”, explica.

Já o médico cardiologista Emílio Pereira Junior alerta que há fatores clássicos que aumentam o risco de morte súbita cardíaca, como  tabagismo,  sedentarismo,  obesidade,  histórico familiar,  diabetes e  colesterol alto. Alguns sinais podem indicar uma possível antecipação do problema, explica.

O cardiologista Emílio 
Pereira Junior alerta que é preciso se atentar caso haja mal-estar durante a prática de exercício físico
O cardiologista Emílio Pereira Junior alerta que é preciso se atentar caso haja mal-estar durante a prática de exercício físico |  Foto: Douglas Schineider/AT
 

“Dificilmente, não há sinais de alerta. Durante a prática de atividade física, se há forte dor no peito, no pescoço, tontura súbita ou sensação de coração muito acelerado, por exemplo, já é necessário buscar avaliação cardiológica. Exames podem indicar o risco”. 

Condições genéticas também podem estar associadas ao mal súbito, como a cardiomiopatia hipertrófica, por exemplo. O médico cardiologista Melchior Lima explica que os cuidados são fundamentais, mas é necessário averiguar outras condições de saúde do paciente.

“Não é porque a pessoa tem alimentação regrada e faz atividade física regular que ela estará livre de uma morte cardíaca. Às vezes, nem todos os cuidados bastam. A prevalência do mal súbito também pode aumentar,  em pessoas aparentemente saudáveis, com algumas condições genéticas e doenças cardiovasculares”.

SAIBA MAIS 

Morte súbita

- É uma morte natural inesperada e de causa cardíaca. Ela acontece até uma hora após os primeiros sintomas ou 24 horas depois da última vez que a pessoa foi vista realizando suas atividades normais.

Fatores de risco

- Há fatores de risco clássicos que podem contribuir para a morte súbita. Entre eles estão o    sedentarismo, o tabagismo, a obesidade, a diabetes e o colesterol alto. O estresse também é apontado como fator de risco clássico.

Sinais de alerta

- Outros sinais de alerta, que indicam necessidade de buscar um cardiologista, são forte dor no peito, no pescoço, tontura súbita ou sensação de coração muito acelerado, inclusive durante a prática de atividade física.

Condições genéticas

- Há também condições genéticas associadas ao problema de morte súbita, como a cardiomiopatia hipertrófica. Ela é responsável por causar o aumento da espessura do músculo cardíaco.  

Atividade física

- A atividade física em excesso também causa o aumento da espessura do músculo cardíaco.

- Recomenda-se que adultos façam, pelo menos, atividade física moderada de 150 a 300 minutos ou de 75 a 150 minutos de atividade física intensa, quando não houver contraindicação médica.    

- A orientação máxima é individual porque cada um terá uma capacidade aeróbica e curva de exercício baseadas na sua capacidade cardiopulmonar.

Fonte: Especialistas consultados.

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