search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Quando o estresse vira veneno
Doutor João Responde

Quando o estresse vira veneno

Brotam preocupações nos semblantes das pessoas que aguardam na recepção daquele hospital. Na sala ao lado, uma mulher grita. De dentro dela, um médico puxa um neném todo sujo e amassado. Após levar uma palmada no traseiro, ele respira, chora e nasce.

Nesse mesmo hospital, quase um século depois, a ânsia retorna, dessa vez em novas fisionomias. Numa sala próxima, deitado numa maca, um idoso luta contra a morte. Dentro dele chora a mesma criança que ele fora um dia. Médicos correm de um lado para outro. Ruídos de aparelhos tentam abafar os estertores. Ele inspira, expira e falece.

Nascemos e morremos envolvidos pelo estresse. Desde a ilusão do primeiro sopro até a desilusão do último suspiro, ele será nosso companheiro de jornada. Em momentos de esperança, ele será exaltado para nos motivar, nutrindo nossa criatividade. Em tempos de ansiedade, ele será engendrado para nos assustar, alimentando nossa preocupação.

Recentemente, fui abordado por um telespectador do Programa “Dr. João Responde”, pedindo para tirar algumas dúvidas sobre essa desgastante reação.

Estresse é quando alguém acorda gritando e percebe que ainda não dormiu. Sensações de medo, apreensão, inquietude, expectativa e aflição, embora incômodas, são normais, aparecendo sempre que as exigências diárias esgotarem nossa capacidade de lidar com elas. Estresse é o calafrio do corpo causado pela febre da alma.

Diante de algo que possa perturbar nosso equilíbrio existencial, reagimos com esperança ou ansiedade. A primeira aciona o otimismo. A segunda dispara o alarme.

Observe três crianças construindo um castelo de areia numa praia. Em dado momento, surge uma onda e destrói essa edificação. Diante das ruínas, a primeira chora, a segunda constrói um novo castelo e a terceira chuta as ruínas, dando gargalhadas.

A que verteu lágrimas esgotou a energia do estresse, sem nenhum aproveitamento. Aquela que reconstruiu, transformou motivação em produtividade. A que riu, chutando os destroços, se enquadra nas abençoadas criaturas carregadas de autoestima, esse eficaz repelente contra estresse.

“Quais as causas de estresse?” Perguntou meu ouvinte.

A lista é grande: desemprego, decepção, violência, trânsito, cansaço, doença física, divórcio, frustração, desprezo, perda, isolamento, competitividade, mágoa, insônia, intimidação, falta de tempo, entre outras tantas.

São inúmeras as consequências do estresse. Numa empresa, por exemplo, o funcionário começa a faltar ao trabalho e acaba diminuindo sua produtividade. Na vida pessoal, o indivíduo evolui para insônia, depressão, ansiedade, esgotamento físico e mental. Estresse provoca queda de imunidade, gerando doenças.

“Como faço para curar meu estresse?” Inquiriu.

Estresse se combate com humor, lazer, exercícios físicos e sono reparador.

De todos esses recursos, o humor talvez seja o mais eficaz. Criança aprende a sorrir antes de aprender a falar. Benção significa graça e graça significa humor.

Conteúdo exclusivo para assinantes!

Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

Matérias exclusivas, infográficos, colunas especiais e muito mais, produzido especialmente pra quem é assinante.

Apenas R$ 9,90/mês
Assinar agora
esqueceu a senha?

últimas dessa coluna


Exclusivo
Doutor João Responde

Doença como forma de protesto

Quando aquele casal entrou no consultório, eu não imaginava que os sintomas, descritos por ambos, revelavam uma linguagem cifrada para um se queixar do outro. Mal iniciei a consulta do marido, a …


Exclusivo
Doutor João Responde

“Não posso ficar doente, doutor!”

Há mais de três décadas, eu venho observando os olhares aflitos de alguns doentes, quando confrontados com a realidade da doença. Adoecer significa sair da ativa, tendo em vista que “paciente” quer …


Exclusivo
Doutor João Responde

Fadiga pode ser preguiça ou doença

Minha paciente esteve recentemente em outro médico, queixando-se de vários sintomas, tais como, calafrios, irritabilidade, fraqueza, tontura, dor de cabeça e, principalmente, cansaço que persiste o …


Exclusivo
Doutor João Responde

Tenho medo de infartar de novo

Vítimas de infarto costumam temer o retorno da doença. É comum esse tipo de paciente confundir seus sintomas, acreditando que dores e desconfortos sejam sinais de um novo ataque cardíaco. Atendi …


Exclusivo
Doutor João Responde

Tenho angústia ou ansiedade?

Acompanhada pelo marido, visivelmente inquieta, a paciente mal sentou e foi logo dizendo: “Doutor, eu ando muito nervosa e tudo me incomoda. Estou tendo dificuldade de dormir e vivo com dor de …


Exclusivo
Doutor João Responde

Será que tenho mau hálito?

Bom dia! Em que posso ajudá-los? Dessa maneira iniciei a consulta daquela senhora, acompanhada pelo engraçado marido. “Doutor, meu esposo anda com brincadeiras sem graça, por causa do meu hálito. …


Exclusivo
Doutor João Responde

Causas de hemorroidas

Hemorroidas têm atormentado o homem desde tempos imemoriais, quando este tomou a postura ereta, uma vez que essa enfermidade só é encontrada na espécie humana. Existem referências dessa …


Exclusivo
Doutor João Responde

Doenças podem comprometer o funcionamento da tireoide

A glândula tireoide lembra uma borboleta, com seu corpo esguio agarrando-se à parte inferior da cartilagem tireoidiana, que está sobre a laringe, enquanto as asas, os dois lobos da glândula, estão …


Exclusivo
Doutor João Responde

Muitos gênios da humanidade foram disléxicos

Os primeiros profissionais que se interessaram pelos distúrbios da linguagem foram os oftalmologistas, afirmando não serem os olhos que leem, mas o cérebro. É importante lembrar que o indivíduo …


Exclusivo
Doutor João Responde

O nefasto câncer de próstata

Crescer por crescer é a filosofia do tumor. Mesmo que uma pessoa não possa adivinhar o futuro de uma doença, pode remediar o mal, livrando-se de suas consequências, trocando lamentação por prevenção. …


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados