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Pressão alta atinge cada vez mais crianças e jovens

Pressão alta atinge cada vez mais crianças e jovens

A pressão alta, ou hipertensão arterial, é uma doença que atinge 36 milhões de brasileiros, a maioria idosos (60%). Mas o que chama a atenção é o crescimento acelerado de casos entre jovens. Nos últimos 10 anos dobrou o número de crianças, adolescentes e jovens com idades entre 20 e 25 anos com pressão alta.

A cardiologista Kátia Regina Fonseca de Vasconcellos conversou com o AT em Família para explicar as causas e as consequências do aumento da hipertensão entre os jovens.

Kátia Vasconcellos diz que atualmente de 3% a 5%  das crianças são hipertensas. Entre os jovens, a faixa etária mais atingida é  entre 20 e 25 anos. (Foto: Divulgação)
Kátia Vasconcellos diz que atualmente de 3% a 5% das crianças são hipertensas. Entre os jovens, a faixa etária mais atingida é entre 20 e 25 anos. (Foto: Divulgação)

Kátia, que também é membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, alertou que o ganho de peso e o estilo de vida ruim contribuem para o aparecimento da doença.

AT em Família – O que vem provocando aumento no número de casos de hipertensão entre crianças e jovens?

Kátia Vasconcellos – Atribuímos principalmente à obesidade e ao estilo de vida ruim. Nossas crianças e jovens estão praticando menos exercícios físicos e ingerindo mais alimentos ricos em sódio e industrializados. Além disso, permanecem muito tempo no computador ou em frente à televisão.

A partir de que idade são diagnosticados casos de pressão alta?

Nota-se que o aumento de peso e da pressão arterial podem ser vistos a partir dos 8 anos de idade. Atualmente, de 3% a 5% das crianças são hipertensas. Entre os jovens, a faixa etária mais atingida é entre 20 e 25 anos.

Que limitações físicas e sociais um jovem hipertenso passa a ter?

Se não tratada corretamente, a pressão alta pode acarretar insuficiência cardíaca — doença grave que pode evoluir até para transplante do coração. Pode ainda ocorrer insuficiência renal (com necessidade de hemodiálise), perda da visão e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, pode também causar arritmia cardíaca e infarto do miocárdio.

Como identificar os sinais da pressão alta?

A hipertensão, por ser uma doença silenciosa, apresenta poucos sintomas. Quando ocorrem, os sinais mais comuns são dores de cabeça, tonteira, palpitações e falta de ar. Mas a ausência dos sintomas não significa que a pressão não está elevada. Uma vez diagnosticada, a doença deve ser acompanhada por um cardiologista e, em hipótese alguma, o paciente deve suspender as medicações por conta própria.

Jovens hipertensos estão mais propícios a ter complicações se forem infectados por coronavírus?

Os pacientes hipertensos, diabéticos e cardiopatas têm mais propensão a complicações quando são atingidos por qualquer infecção. O mesmo ocorre pelo novo coronavírus (Covid-19). Este gera um estresse oxidativo importante, ou seja, um grande processo inflamatório no organismo que acelera o acometimento destes órgãos vitais como coração e rins, que possivelmente já estão com deficiência pela comorbidade, tendo portanto, uma evolução muito mais grave que nos outros pacientes.

Qual o tratamento mais indicado?

O tratamento da pressão alta inclui etapas importantes. A primeira é a mudança no estilo de vida, com a inclusão de exercícios físicos, entre 30 e 40 minutos, três vezes por semana para exercício moderado a intenso, ou, diariamente, para exercício de leve a moderado.

A alimentação deve conter mais grãos, vegetais, hortaliças, frutas, laticínios e baixo teor de gordura. Também é importante reduzir a ingestão de sal e aumentar o consumo de ômega 3. O outro tratamento é o medicamentoso, podendo ser associado, dependendo do estágio da hipertensão.

Pessoas com pressão alta precisam tomar remédio para o resto da vida?

Dependendo do estágio da doença, deve ser usado remédio por toda a vida. As mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e atividades físicas, devem ser para sempre.

Saiba mais

Mudança no estilo de vida

  • O problema é herdado dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como os hábitos de vida do indivíduo.
  • Aos jovens orienta-se como principal meta a mudança no estilo de vida. Assim será um adulto com menos doenças cardíacas. Quando a pressão fica descontrolada, o coração é o órgão mais afetado.

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