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Engenheiro de 70 anos é preso suspeito de abusar sexualmente de filha da funcionária

| 13/08/2021 21:34 h

A Polícia Civil prendeu, desde a última semana, sete suspeitos de envolvimento em crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Um deles, detido na manhã desta sexta-feira (13) em um prédio de alto padrão do bairro Serra, na Região Centro-Sul da capital, é um engenheiro, de 70 anos, suspeito de estuprar a filha de uma funcionária que trabalhava na casa dele.

A menina começou a ser abusada quando tinha 7 anos. Atualmente, ela tem 12.

Operação da Polícia Civil combate crimes sexuais contra crianças e adolescente
Operação da Polícia Civil combate crimes sexuais contra crianças e adolescente |  Foto: Polícia Civil/Divulgação
"Uma das vítimas era filha de uma funcionária doméstica desse indivíduo, e em algumas oportunidades ela ia para o trabalho junto com a mãe. Sempre que ele tinha oportunidade de ficar sozinho com ela e criava essas oportunidades, ele praticava atos libidinosos. Com a outra vitima, ela alega que ele não chegou a praticar os atos libidinosos, mas a assediava", explica a delegada da Polícia Civil, Renata Ribeiro.

Segundo ela, uma outra garota, de 13 anos, também relatou assédios do suspeito quando tinha 9 anos.

"Ela alega que ele não chegou a praticar os atos libidinosos, mas a assediava, oferecia presentes para que ela pudesse se relacionar com ele. (...) Ela informou que ele chegou a propor a ela para que ele fosse uma espécie do que se chama hoje em dia de sugar daddy, que ele daria presentes, daria dinheiro a ela para que fosse namorada dele", disse.

De acordo com a polícia, o suspeito já tinha sido preso por crimes contra a dignidade sexual. "Ele chegou a ficar preso de 2005 a 2010, quando ele obteve o benefício da liberdade condicional", afirmou Renata.

A denúncia contra o engenheiro foi feita no dia 2 de abril na Central de Flagrantes IV, no bairro Alípio de Melo, na Região Noroeste da capital. Foi a mãe da criança quem procurou os investigadores. Ela disse que trabalhou na casa do homem por sete anos e que saiu do serviço em 2018.

A criança contou que saía com o suspeito para comprar comida e, no meio do caminho, ele desviava a rota. Em um dos abusos, ele pediu que a menina ficasse sem roupa e passou a mão nas partes íntimas dela. Durante o ato, segundo a garota, o engenheiro fazia ameaças.

A advogada do suspeito, Ana Beatriz Gomes, diz que o cliente é "totalmente inocente". "A defesa está extremamente tranquila porque não tem nem um motivo para mantê-lo preso. Em razão de uma suposta tentativa, um suposto abuso contra uma menor no ano de 2015, ele foi preso na operação de hoje. Desde então, não se tem registro de nenhum ato que ele tenha praticado. Não há motivos para a prisão, porque ele não constitui perigo nenhum para ordem a pública", disse.

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