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Polícia

Homem é sequestrado em São Lourenço ao tentar vender carro e tem R$ 28 mil roubados

A vítima, que preferiu não se identificar, relatou que marcou o encontro após negociar o veículo por meio de uma rede social conhecida


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Imagem ilustrativa da imagem Homem é sequestrado em São Lourenço ao tentar vender carro e tem R$ 28 mil roubados
O homem foi levado até a região de Aldeia, em Camaragibe, onde foi libertado em uma área de mata no quilômetro 8 da rodovia |  Foto: Reprodução da TV Tribuna PE/Band

Um homem de meia-idade, morador de Caruaru, cidade localizada no Agreste de Pernambuco, foi sequestrado em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, ao tentar vender um carro anunciado em uma rede social.

O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (11) e foi divulgado com exclusividade pela TV Tribuna/Band, no programa Brasil Urgente e no Jornal da Tribuna 1ª Edição.

Além da violência física, os criminosos ainda conseguiram realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 28 mil. A vítima, que preferiu não se identificar, relatou que marcou o encontro após negociar o veículo pelo Facebook. Estava muito abalada emocionalmente.

COMO TUDO ACONTECEU?

Chegando ao local combinado, na Rua Veneza, bairro Bela Vista, a vítima percebeu que o endereço informado pelos supostos compradores não existia.

Ao tentar deixar o local, foi abordado por três homens armados e encapuzados, que o forçaram a entrar em um carro modelo Fiat Mobi de cor chamativa.

Durante o trajeto, a vítima foi agredida com socos no rosto enquanto os criminosos exigiam dinheiro. "Eles diziam que, se eu não desse, iam me matar", contou, visivelmente abalado. Chegou a segurar o choro durante a entrevista.

O homem foi levado até a região de Aldeia, em Camaragibe, também município do Grande Recife, onde foi libertado em uma área de mata no quilômetro 8 da rodovia.

Os sequestradores ordenaram que ele não olhasse para trás e corresse. "Corri, caí no chão e fiquei deitado, esperando eles irem embora. Quando não ouvi mais o barulho do carro, procurei ajuda", relatou.

Desorientado, o homem encontrou uma chácara, onde foi acolhido por moradores que acionaram a polícia e sua família.

ALÉM DO PSICOLÓGICO

Enquanto estava em cativeiro, os criminosos conseguiram realizar uma transferência bancária no valor de R$ 28 mil. "Quando minha esposa ligou para o banco, o gerente informou que a transação já tinha sido feita", disse.

A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso e orienta que a população tenha cautela em negociações feitas pela internet. Recomenda-se marcar encontros em locais públicos e movimentados, de preferência com acompanhamento de terceiros. Até o momento, ninguém foi preso.

Imagem ilustrativa da imagem Homem é sequestrado em São Lourenço ao tentar vender carro e tem R$ 28 mil roubados
Para reduzir os riscos em negociações de bens acertadas pela internet, é fundamental marcar encontros em locais públicos e movimentados, que ofereçam maior segurança |  Foto: Arte criada sob orientação da reportagem por IA

O DIZ A POLÍCIA SOBRE NEGOCIAÇÕES NA INTERNET?

Para reduzir os riscos em negociações de bens acertadas pela internet, é fundamental marcar encontros em locais públicos e movimentados, que ofereçam maior segurança.

Estacionamentos de shoppings, portas de batalhões da Polícia Militar e delegacias com o serviço de “Área de Segurança” são opções mais seguras, pois contam com monitoramento por câmeras e a presença de autoridades em alguns casos.

Além disso, é recomendável nunca ir sozinho(a) a essas reuniões. Levar um acompanhante aumenta a segurança e pode inibir possíveis ações criminosas.

O QUE FAZER EM CASOS COMO ESSE?

Recuperar dinheiro transferido por Pix em casos de fraude é um processo delicado, mas existem mecanismos legais e administrativos no Brasil que podem ajudar. Aqui estão os passos que a vítima pode seguir:

1. Comunique o Banco Imediatamente

* Entre em contato com o banco ou instituição financeira de onde saiu a transferência o mais rápido possível.

* Solicite a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), previsto no Regulamento do Pix pelo Banco Central. Esse sistema permite que valores enviados em casos de fraude sejam bloqueados e, em alguns casos, devolvidos.

>>>O banco tem até 7 dias úteis para investigar e, se identificar irregularidade, bloquear o valor na conta de destino.

Anote o número do protocolo de atendimento.

2. REGISTRE BOLETIM DE OCORRÊNCIA

* Vá até a delegacia mais próxima ou utilize plataformas online (em alguns estados) para registrar o Boletim de Ocorrência (B.O.).

* Informe todos os detalhes da transação:

- Data e horário do Pix

- Valor transferido

- Chave Pix utilizada (CPF, e-mail, telefone ou aleatória)

- Nome do titular da conta que recebeu o valor (se disponível).

>>> Importante: Esse documento é essencial para que o banco investigue a fraude.

- Acione o Banco Central

* Se o banco se recusar a abrir o Mecanismo Especial de Devolução (MED) ou não der retorno adequado:

* Registre uma reclamação no Banco Central do Brasil através do site: www.bcb.gov.br na seção de reclamações.

* O Banco Central intermediará a comunicação entre você e o banco para verificar a possibilidade de recuperação.

4. CONSIDERE UMA AÇÃO JUDICIAL

* Se os valores não forem devolvidos pelas vias administrativas:

* Consulte um advogado especializado em direito do consumidor ou direito bancário.

* É possível ingressar com uma ação judicial pedindo a devolução do valor com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC) e no art. 876 do Código Civil, que trata do enriquecimento ilícito.

* Se houver provas claras da fraude, o juiz pode determinar o bloqueio judicial do valor na conta do recebedor.

5. UTILIZE O PROCON

- Caso o banco não resolva a situação:

* Registre uma reclamação no Procon do seu estado.

* Eles podem intermediar a negociação com a instituição financeira e pressionar por uma solução.

>>> Atenção:

* O tempo é crucial para a recuperação do dinheiro. Quanto mais rápido agir, maior a chance de bloquear o valor.

* Mesmo que a transferência tenha sido concluída, o banco receptor tem a obrigação de colaborar com as investigações.

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