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Perda de olfato
Doutor João Responde

Perda de olfato

Anosmia é uma condição que corresponde à perda total ou parcial do olfato. Essa alteração pode estar relacionada com situações temporárias, como acontece durante uma gripe ou resfriado.

Pode também aparecer por variações mais graves ou permanentes, como exposição à radiação ou desenvolvimento de tumores, por exemplo.

Como o olfato está diretamente associado com o paladar, pessoas que sofrem com a anosmia também não conseguem diferenciar os sabores, apesar de ainda terem a percepção do que é doce, salgado, amargo ou azedo.

A perda do olfato pode ser parcial, forma mais comum de anosmia e normalmente relacionada a gripes, resfriados ou alergias; ou permanente, quando é causada por acidentes que provocam lesões definitivas dos nervos olfativos ou devido a infecções graves que acometem o nariz.

A anosmia pode ser causada pela irritação ou destruição das membranas mucosas que revestem o interior do nariz. Obstruções das passagens nasais, como deformidades ósseas, pólipos e tumores, também podem provocar anosmia.

O sistema olfativo, que fornece o sentido do olfato, consiste de receptores no revestimento mucoso do nariz que enviam informações através dos nervos para o cérebro. Podemos perder o mecanismo do olfato se qualquer parte da via olfativa é danificada ou destruída.

Isso pode acontecer por vários motivos: envelhecimento, tabagismo, alcoolismo, de enfermidades como doença de Alzheimer, aneurisma cerebral, exposições a pesticidas, diabetes mellitus, doença de Parkinson, síndrome de Sjogren e sars-cov-2, este novo vilão da anosmia.

No caso desta agressiva virose, a perda do olfato ocorre quando o coronavírus penetra nas células que sustentam os neurônios do nariz. Todo vírus é um parasita celular e precisa dessa estrutura para sobreviver.

Entretanto, como o ser humano ainda não tem imunidade contra esse novo predador, para penetrar despercebido no corpo e não dar tempo de ser detectado, ele tapeia o organismo. Em sua estrutura, o invasor tem uma proteína na superfície, chamada “Spike”, que se liga ao receptor ECA2 assim que o vírus é ativado por uma protease de membrana celular, chamada TMPRSS2.

Quando ele se liga a esse ECA2, ele consegue entrar na célula humana sem o organismo perceber e gera uma desregulação, isto é, reduz a expressão dessa enzima ECA2 na membrana celular.

Dessa forma, pesquisadores descobriram que as células que sustentam os neurônios sensoriais do nariz, denominadas células de sustentação, estão cheias de receptores ECA2, ao contrário dos neurônios sensoriais olfatórios, sugerindo que o coronavírus infecte as células de suporte, deixando os neurônios vulneráveis.

A perda do olfato causada pela Covid-19 também está associada ao aumento da interleucina-6, citocina considerada uma sinalizadora inflamatória.

Plantado no meio rosto, entre o riso e a lágrima, nosso nariz inspirou o primeiro sopro e expirará o último suspiro.

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