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Pacientes denunciam erros e longa espera por exames

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Pacientes denunciam erros e longa espera por exames


Uma mãe contou que o filho  está na fila por uma cirurgia de fimose há 4  anos (Foto: Dayana Souza/AT)
Uma mãe contou que o filho está na fila por uma cirurgia de fimose há 4 anos (Foto: Dayana Souza/AT)

O direito à saúde é assegurado por lei, mas nem todos os pacientes, como eles garantem, têm obtido respostas quando mais precisam. Há relatos de erros e espera de até quatro anos por exames e cirurgias. A reportagem ouviu na quinta-feira (12) dois casos que ilustram essa realidade: ambos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O microempresário Marcelo Ferreira Xavier, de 50 anos, enfrenta um câncer na bexiga há quse dois anos e, cansado do que ele classifica como uma verdadeira peregrinação e descaso, irá ingressar com uma ação na Justiça.

Marcelo já foi submetido a duas cirurgias e precisa fazer um exame na bexiga (cistoscopia) para saber a evolução da doença. O problema é que ele tenta fazer o exame pela quinta vez, sem sucesso.

Para piorar a situação, quando se preparava para fazer o exame, que estava marcado para ontem, descobriu (por telefone) que marcaram uma cirurgia de fimose ao invés da cistoscopia.

Em um caderninho, Marcelo anotou a quantidade de vezes que, segundo ele, os procedimentos foram cancelados pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A segunda denúncia foi feita à Ouvidoria Parlamentar da Assembleia Legislativa. Trata-se de um estudante de 12 anos. Sua mãe, uma comerciária de 30 anos que pediu que seu nome e da criança fossem preservados, contou que o filho está na fila por uma cirurgia de fimose há cerca de quatro anos.

Ela achou que a espera fosse ter fim quando recebeu a notícia do agendamento da operação, que seria realizada no Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa), em Guarapari.

Contudo, no hospital, foi informada que a cirurgia agendada era de hérnia. “Meu filho passou por uma pré-consulta com o médico e foi quando o erro foi percebido e o procedimento não foi realizado”.

A mãe diz que retornou à unidade de saúde que deu o encaminhamento, em Ponta da Fruta, Vila Velha, ficou desesperada ao ouvir que o garoto teria de entrar na fila da cirurgia novamente, sem previsão.

O ouvidor-geral da Assembleia, deputado estadual Lorenzo Pazolini, pediu providências para identificar de onde partiu o erro. “Vamos atuar para garantir o acesso dessa criança à saúde. É inadmissível que ela volte para a fila de espera”.

Pazolini contou que este ano a Ouvidoria recebeu 192 denúncias, sendo 41 relacionadas à saúde, como falta de especialidade médica e problemas com marcação de consulta e cirurgias.

Outro lado

Caso 1: microempresário

O que disse o Hucam:

Atendimentos

Por meio de nota, informou que o Serviço de Urologia do Hucam-Ufes faz 9.382 consultas de Urologia e 1.149 procedimentos da especialidade por ano, incluindo os de alta complexidade, como tratamento de câncer e procedimentos endoscópicos.

Reagendamento

O hospital esclarece que o motivo da suspensão da cirurgia, ontem, foi a indisponibilidade de sala no centro cirúrgico e garante que o procedimento será reagendado e realizado na próxima semana.

Investigação administrativa

O Hucam-Ufes garante que é um hospital que tem a credibilidade da sociedade pela excelência no atendimento humanizado. Por isso, a Direção Executiva do Hucam lamenta o ocorrido com o senhor Marcelo e está à disposição para ouvi-lo, bem como instaurar inquérito administrativo para apurar os fatos narrados pelo paciente.

Caso 2: estudante de 12 anos

O que disse a Prefeitura Municipal de Vila Velha:

Apuração

O secretário municipal de Saúde de Vila Velha, Jarbas Ribeiro de Assis, informa que determinou a apuração dos fatos junto à Unidade de Ponta da Fruta e no setor de Regulação Municipal da Semsa.

O que disse o hospital:

Contrato

O Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (HIFA), em Guarapari, esclarece que não possui contratualização para cirurgias eletivas do aparelho geniturinário (tipo de cirurgia que a criança precisa). Portanto, segundo o hospital, o paciente citado foi erroneamente inserido na agenda de cirurgias de hérnia realizadas na instituição.

No entanto, ressalta que todos os pacientes encaminhados ao hospital passam por consulta pré-operatória com médico cirurgião para confirmar a indicação do procedimento.

O que disse a Sesa:

Apuração

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informa que irá apurar o caso, e esclarece que como a regulação foi efetivada há quatro anos, precisa de mais tempo para averiguar toda a situação de forma responsável.

Fonte: Hucam-Ufes, Secretaria Municipal de Saúde de Vila Velha, Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa), em Guarapari e Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).


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