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Novas combinações de alimentos contra doenças

Novas combinações de alimentos contra doenças

Lorrany Martins | Arte: André Felix
Nutrição e bem-estar

Indicações feitas por médicos e nutricionistas ajudam a combater problemas, como hipertensão, diabetes e até câncer

Uma alimentação equilibrada pode contribuir para a prevenção de algumas doenças e auxiliar no tratamento de outras. A ciência avança e descobre novos alimentos, combinações e nutrientes que ajudam a ter mais saúde.

O farelo da planta psyllium, o abacate, a aveia, o chá de mulungu e a ora-pro-nóbis (do latim, “ora por nós”) são algumas das combinações de nutrientes indicadas por médicos e nutricionistas para ajudar no combate de doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto e até câncer.

De acordo com a cardiologista Rica Buchler, os alimentos podem ser coadjuvantes na prevenção e mesmo no controle de alguns casos de hipertensão arterial. “É o caso da dieta Dash, acrônimo em inglês de ‘dieta para parar hipertensão’. Os alimentos recomendados são uma dieta rica em frutas, verduras, grãos, laticínios com pouca gordura, além do consumo moderado de oleaginosas”.

A cardiologista Kátia Vasconcellos, da Cardioservice, indica os peixes para a saúde do coração, pois são ricos em ômega 3, que tem ação anti-inflamatória.

“Os sucos de uva natural, por exemplo, também são ótimos aliados do coração. Eles têm os flavonoides, que são substâncias que diminuem a inflamação a nível de artérias, e são antioxidantes”.

O médico Thiago Mariani, da PrimeMed, indica o azeite extravirgem, rico em polifenóis e antioxidantes. Ele auxilia no controle do colesterol.

Já a nutricionista Laís Araújo, da também da PrimeMed, destaca os bons resultados, em estudos, dos alimentos com flavonoides, como frutas vermelhas e vegetais verde-escuros. “Eles têm ampla gama de ações terapêuticas já demonstradas, como os efeitos antiviral, antioxidante, anti-hipertensivo, hiperlipidêmico e anti-inflamatório”.

Segundo a nutricionista Gabriela Rebello, colunista de A Tribuna, estudos recentes mostram que o psyllium, que é uma fibra solúvel de origem asiática, pode auxiliar no tratamento de diabetes, por ser rico em fibras.

A nutricionista Karla Carvalho frisa que atualmente se estuda o zinco e cálcio para controle de diabetes. “Ambos têm relação com melhora dos parâmetros glicêmicos”.

Beto Morais/AT

Saladas e exercícios

A dentista Layssa Degli Esposti, de 38 anos, cuida bastante da alimentação, além de fazer exercícios diários, para manter a saúde e a energia.

Ela revelou que mudanças na alimentação ajudaram a melhorar hipotireoidismo e o bom funcionamento do intestino. Hoje, alimentos naturais são a base do cardápio do dia a dia dela. “Procuro me alimentar bem e com disciplina, comer o que é certo, salada e proteínas, evitando os carboidratos ruins. Não resisto aos doces, mas não posso exagerar”.

Os benefícios de cada um

Psyllium

É um farelo que tem alto teor de fibra solúvel e mucilagem. Pesquisas recentes mostram que é eficaz no tratamento da síndrome do intestino irritável, de constipação, diabetes, colesterol alto, obesidade e câncer de cólon, entre outras doenças.

Ora-pro-nóbis

A planta oferece minerais como manganês, magnésio, ferro, cálcio, além de vitamina C e fibras. Pesquisas mostram que é protetor da imunidade. Outros trabalhos revelam uma grande quantidade de compostos fenólicos que resguardam as artérias. Há ainda estudos que mostram o alimento como colaborador no tratamento contra câncer.

Brócolis

Faz parte dos vegetais crucíferos, que são ricos em indol-3-carbinol, um antioxidante que ajuda na prevenção de todos os tipos de câncer. Uma pesquisa revelou que um composto presente no brócolis, o sulforafano, pode reduzir o número de células-tronco do câncer de mama.

Chá de mulungu

É uma planta medicinal com efeito ansiolítico, que ajuda a diminuir os pensamentos acelerados e repetitivos, ajudando na qualidade do sono. É aliado no tratamento da ansiedade.

Banana

Aumenta a produção de triptofano, que é utilizado pelo cérebro junto com a vitamina B3, para ajudar o corpo a produzir a serotonina, um neurotransmissor relacionado ao humor e ao bem-estar. É indicado contra depressão e ansiedade e também para pacientes com hipertensão.

Nozes

Por serem boas fontes de magnésio, atuam como vasodilatadores, ou seja, ampliadores dos vasos sanguíneos, o que auxilia no controle da pressão arterial. Também ajudam no relaxamento muscular, colaborando para melhora da ansiedade.

Semente de abóbora

É uma rica fonte de zinco, mineral que participa de várias reações químicas do organismo, sendo necessário para o funcionamento adequado do sistema imunológico, responsável pelas defesas do corpo contra, por exemplo, as inflamações.

acervo pessoal

Novos hábitos

A jornalista Elzienne Chaves, 27, contou que sua alimentação era totalmente descontrolada e, devido à obesidade, tinha muitas dores de joelho e coluna. Ela resolveu mudar de hábitos e conseguiu eliminar 32 quilos com a nova rotina. Além disto, as dores sumiram.

“Fiz as pazes com a comida. Hoje, faço musculação e tenho uma alimentação saudável, por prazer. Se tornou um estilo de vida. Como de tudo, com moderação”.

Canela

Tem vitaminas B1 e C, fósforo, cálcio e potássio, nutrientes essenciais para a saúde. Proporciona efeitos relaxantes, sendo um potente calmante para os nervos. Ajuda no combate ao estresse, à irritabilidade, à ansiedade e até depressão.

Peixes gordos

Sardinha, salmão e atum são peixes ricos em ômega 3, gordura boa que protege contra doenças cardiovasculares, como a hipertensão. Também são essenciais na modulação da resposta inflamatória do organismo e ajudam na prevenção da osteoporose, colaborando para o aumento da densidade dos ossos.

Folhas verde-escuras

Vegetais verde-escuros, como espinafre e couve, possuem alto teor de vitaminas A, C, K, ácido fólico, cálcio, ferro, magnésio e fibras. Ajudam na prevenção da osteoporose, no controle do diabetes e também da depressão, por causa do magnésio.

Carnes vermelhas

São boas fontes de triptofano, presente na produção de serotonina (hormônio da felicidade). Além disso, possuem outro aminoácido chamado taurina. Ele aumenta a produção de um neurotransmissor que ajuda no controle da ansiedade.

Aveia

Faz parte do grupo dos carboidratos e é uma excelente fonte de fibras, vitaminas e minerais. Ela auxilia no controle da glicose sanguínea, e redução do colesterol. Tem a beta-glucana, que possui ação imunoestimulante e ajuda na redução do colesterol ruim e na saúde do coração.

Castanha de caju

É fonte de vitamina B2, que auxilia no combate do endurecimento das artérias, da osteoporose, doenças cardíacas e doenças gastrointestinais. Além disso, possui zinco, que ajuda no controle da diabetes .

Abacate

contém fitoesteróis, substâncias que auxiliam na redução do colesterol. Além disso, a glutationa ajuda a reduzir o estresse e a quantidade de cortisol, colaborando, assim, com a prevenção e o controle da ansiedade e depressão.

Frutas vermelhas

São fontes de substâncias anti-inflamatórias, como vitaminas do complexo B, vitamina C, zinco e selênio. Esses elementos atuam reduzindo os riscos de doenças cardíacas e o envelhecimento celular. Elas também contêm antioxidantes, que melhoram as funções cerebrais.

Azeite

É fonte de ácido oleico, que ajuda a regular as taxas de colesterol e protege contra doenças cardíacas. Faz bem ao aparelho cardiocirculatório e para controlar diabetes tipo 2, reduzindo a taxa glicêmica. Além disso, o tipo extravirgem é ótima fonte de gordura boa.

Chá-verde

é rico em flavonoides, que ajudam na prevenção de vários tipos de câncer e na saúde do coração. Atua na melhoria das funções fisiológicas, com efeito anti-hipertensivo e aumento da densidade mineral óssea. Ajuda no combate à obesidade.

Alho

fonte de vitamina C, é rico em um composto chamado alicina, que tem alto poder antioxidante, atuando na diminuição de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce, câncer e doenças cardíacas.

Leite

Importante fonte de cálcio, que funciona como hipotensor, ou seja, atua na diminuição da pressão sanguínea e estimula a eliminação de sódio. O leite e seus derivados com pouca gordura, como queijos e iogurtes, podem ajudar na saúde do coração, na prevenção e no controle de doenças como hipertensão, depressão, diabetes e osteoporose.

Gengibre

Tem ação termogênica e outros compostos que ajudam a combater obesidade, colesterol alto, pressão alta, inflamações, dores musculares, problemas de circulação e artrite.

Cacau

É rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e que melhora o humor, reduzindo a sensação de ansiedade. É termogênico e vasodilatador, ajudando contra a depressão, ansiedade e também na hipertensão.

Ovos

Ricos em triptofano, ajudam a aliviar os sintomas de ansiedade e aumentam a produção de serotonina. A gema do ovo é rica em vitamina D, que ajuda a prevenir a osteoporose.

Cogumelos

ricos em vitamina D, ajudam na prevenção de osteoporose, além de terem uma boa quantidade de fibras que ajudam no funcionamento do intestino. Possuem beta-glucana, que estimula o sistema imune.

Castanha-do-pará

É rica em selênio, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, gordura mono e poli-insaturadas e combate o envelhecimento celular. Também auxilia na desintoxicação do organismo, melhora a memória, a imunidade e controla os níveis de colesterol.

Alcachofra

ajuda na quebra de gorduras e no controle do colesterol. É recomendada para prevenir doenças cardíacas.

Maçã

É Rica em fibras, presentes na casca, que ajudam a diminuir os níveis de colesterol ruim. Os seus antioxidantes ajudam a reduzir a oxidação do colesterol, processo que culmina no depósito da gordura na parede das artérias.

Divulgação

Fontes de vitamina C, as frutas cítricas ajudam a proteger o organismo contra gripes e infecções e aumentam a sensação de bem-estar

Frutas cítricas

Fontes de vitamina C, ajudam a proteger o organismo contra gripes e infecções. O consumo de frutas como abacaxi, acerola e laranja, entre outras, promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumenta a sensação de bem-estar.

Tomate

Os alimentos de cor avermelhada têm a substância licopeno, que ajuda na prevenção do câncer de próstata e de pulmão.

Fonte: Médicos e nutricionistas consultados.

Thiago Coutinho - 23/09/2019

Letícia destaca papel do intestino

Bactérias boas para a saúde mental

Não basta só comer bem. Para ter uma boa saúde, o intestino tem de estar saudável. Médicos e nutricionistas explicam que o equilíbrio das boas bactérias intestinais contribui para a saúde, inclusive mental. Cientistas observam resultados promissores na regulação de várias condições psíquicas através do chamado eixo microbiota-intestino-cérebro.

“O intestino é um dos órgãos mais importantes do nosso organismo, depois do cérebro. Ele é o único órgão fora do sistema nervoso central que tem neurônios, e eles ativam estímulos para o bem e para o mal. Quanto melhor a saúde intestinal, melhor será nosso humor, nosso equilíbrio emocional”, diz o imunologista Marcello Bossois.

O especialista destaca, ainda, que vários estudos recentes mostram que o intestino tem relação próxima com distúrbios psiquiátricos. “Então, um intestino mal cuidado pode levar a crises de ansiedade e depressão. Além disso, o intestino tem órgãos secundários, que fortalecem as defesas do corpo”.

A nutricionista Letícia Matrak destaca que cerca de 90% da produção de serotonina, que atua regulando o humor, sono, apetite e ritmo cardíaco, estão no intestino. “O ponto principal para a saúde mental é o intestino, tanto para depressão quanto para ansiedade”.

Já o nutricionista Wiliam Régis enfatiza que cuidar da saúde intestinal, consumindo mais alimentos de origem vegetal e reduzindo a ingestão de açúcar, farinhas processadas e carnes vermelhas, podem ajudar bastante na prevenção e no quadro de algumas doenças.

O nutrólogo Roger Bongestab destaca os estudos dos entero-hormônios, que são os hormônios intestinais, capazes de modular a ingestão e a metabolização dos nutrientes e calorias.

“Representante desses hormônios está o mais estudado, o GLP1 (glucagon-like peptídeo do tipo 1). A ciência descobriu receptores de GLP1 no sistema nervoso central, onde eles atuam inibindo o desejo alimentar. Embora seja um hormônio produzido pelas células do intestino, a ação primordial está no sistema nervoso central, especialmente no chamado centro da fome”.

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, Bruno Naves, frisa que as pessoas têm de pensar na saúde para não terem de tratar doenças. “O sentido da medicina moderna é motivar as pessoas a cuidarem da sua saúde, buscar rotinas saudáveis”.

Leone Iglesias/AT

“Fazemos receitas legais e saudáveis”

A empresária Vanessa Vigiani Marinho de Carvalho, 35, levou um susto quando os seus últimos exames de check-up mostraram que estava com colesterol muito alto.

Após procurar um cardiologista e um endocrinologista, ela mudou completamente a alimentação e influenciou também a mãe, a aposentada Áurea Vigiani Marinho de Carvalho, de 75 anos.

“Inseri mais fibras no dia a dia; chá no lugar de café, e busquei alimentos que ajudassem na redução do colesterol. Eu e minha mãe fazemos várias receitas legais e saudáveis, porque a dieta tem de ser gostosa. Senão, a gente desiste”, disse.

“Para a minha mãe também foi ótimo, porque ela é hipertensa e pré-diabética”, contou Vanessa.

Beto Morais - 19/05/2020

Gabriela alerta que falta de mastigação dificulta a absorção de nutrientes

Estilo de vida ligado à absorção de nutrientes

Comer devagar, mastigando bem os alimentos, ajuda a aumentar sensação de saciedade, de acordo com especialistas

Uma alimentação saudável pode prevenir doenças, mas o estilo de vida, o modo como se come e se relaciona com a comida influencia na absorção de nutrientes, segundo especialistas.

De acordo com a nutricionista da Pró-Saúde, Taianara Gomes Almeida, comer sem atenção, com pressa, correndo, atrapalha a comunicação do cérebro com o estômago. “Dessa forma, são produzidas poucas enzimas digestivas e o alimento passa muito tempo fermentando. Isto dificulta para que ele seja absorvido com todos os nutrientes”.

Ela explica que o tempo que o alimento fica na boca é necessário para diminuir as partículas do alimento.

“Mas também para dar tempo de o cérebro mandar mensagem para o estômago para que ele produza mais enzima. O estômago precisa produzir um hormônio chamado gastrina, que dá sensação de saciedade ou não. Se a pessoa não come com atenção, não dá tempo de ele ser produzido, e a absorção do alimento fica comprometida”.

A nutricionista e colunista da A Tribuna Gabriela Rebello ressalta que o processo de digestão se inicia ainda na boca. “A ideia é que, no estômago, se chegue o bolo alimentar, devidamente triturado, para que ali já se inicie o processo de absorção. Caso haja falta de mastigação, pode haver dificuldade no processo de absorção”.

Comer devagar, mastigando bem os alimentos, além de garantir o aproveitamento dos nutrientes do alimento, ajuda a aumentar a sensação de saciedade, destaca a nutricionista Letícia Matrak.

“O centro da saciedade é ativado pela mastigação. Se a pessoa come rápido, fica na frente da televisão, não presta atenção no que está comendo, isso prejudica muito”.

O médico e psicólogo Roberto Debski observa que as gerações atuais têm vivido mais, porém, por conta da má alimentação, estão adoecendo mais. “Estas doenças são diretamente influenciadas pela alimentação e pelo estilo de vida. Por isso, é necessário ocorrer a mudança de hábito”.

A nutricionista Fernanda Pignaton enfatiza que a mudança de hábito é difícil e precisa ser devagar.

“Mudanças devem ser gradativas e progressivas, e não bruscas e imediatas, para que haja tempo de uma adaptação verdadeira e mudança permanente e duradoura. A mudança repentina, normalmente, é insustentável e costuma ser passageira”, disse.

Publicado em 03 de janeiro de 2021

Reportagem: Lorrany Martins

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