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O asfixiante coronavírus
Doutor João Responde

O asfixiante coronavírus

Flutuando no ar, esse invisível inimigo se espalha por meio de gotículas transmitidas ao ar pela respiração, principalmente quando ocorrem espirros e tosse. Estando presentes ao redor, indivíduos inalam o vírus através do nariz, da boca ou pelos olhos.

Viajando rapidamente para o interior das vias nasais e membranas da garganta, as partículas virais se conectam a um receptor específico nas células, iniciando sua nefasta hospedagem.

O coronavírus tem espinhos que se prendem às membranas celulares, permitindo que o material genético do vírus penetre na célula humana.

Assumindo o controle do metabolismo, o agressor cria cópias de si mesmo, se multiplicando. Em dado momento, as células se rompem, espalhando clones, principalmente nas estruturas pulmonares, deixando suas membranas mucosas inflamadas.

Nesse instante, começam a surgir os primeiros sintomas, como tosse seca, febre e falta de ar.

A tosse acontece pela irritação das células que foram infectadas, enquanto a elevação da temperatura caracteriza a reação do sistema imunológico diante da presença do invasor no organismo.

Neste momento, o sistema imunológico identifica que algo está errado e passa a emitir sinais para o corpo, produzindo citocinas, moléculas essenciais para o desencadeamento da resposta imunológica. Os sintomas costumam durar uma semana, período necessário para que o organismo consiga eliminar, ou não, a infecção.

Em casos graves, o corpo desencadeia um processo inflamatório. Caso essa reação seja intensa, o indivíduo tem seus alvéolos preenchidos com líquidos, caracterizando pneumonia. Com os pulmões obstruídos, a oxigenação do sangue diminui, provocando um quadro de insuficiência respiratória. Nessa situação, o paciente necessita ser encaminhado a uma UTI, para respirar com o auxílio de equipamentos.

Em casos gravíssimos, o processo inflamatório se espalha para além dos pulmões, causando outros danos, como insuficiência renal e injúrias intestinais, que podem levar à morte.

Devemos lembrar que os indivíduos asmáticos não são mais propensos a adquirir a infecção por coronavírus. Entretanto, eles são mais susceptíveis a desenvolver complicações, caso sejam infectados.

Além da asma, outras comorbidades devem ser controladas, tais como diabete mellitus, hipertensão arterial e imunodeficiências primárias, visando reduzir o risco de infecção grave.

Desde o sequestro das células, até a tempestade inflamatória, o coronavírus atrapalha a fisiologia do organismo inteiro. A tempestade de citocinas é gerada por uma produção intensa de substâncias inflamatórias, que podem atingir pulmões, fígado, rins e cérebro.

Deitado no leito da UTI, o doente aguarda o desfecho da batalha entre o seu sistema imunológico e o vírus. Que vença a vida, esse hálito que respiramos.

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