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Novos imóveis vão ter mais espaço para home office

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Economia

Novos imóveis vão ter mais espaço para home office


Com o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os consumidores têm lançado um olhar mais afetivo e cuidadoso para dentro de suas casas ou apartamentos. Afinal, o lar agora é onde praticamente todas as atividades são realizadas.

Os novos hábitos trazidos pela pandemia, e que tendem a se manter após o fim da quarentena, como trabalhar em casa, vão forçar construtoras a mudar seus projetos. Entre as alterações que já vêm acontecendo está a mudança de layout de apartamentos para levar em conta o home office.

A informação é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon), Paulo Baraona. Ele destacou que mais mudanças vão acontecer. “Esse momento ainda está sendo entendido pelo mercado”, pontuou.

A pandemia fez a sociedade perceber que o home office não deve ser um espaço para apenas um integrante da família, conforme explicou a arquiteta Laís Arêas Faria. “Em um apartamento de casal, por exemplo, os dois estão tendo que trabalhar em casa e cada um quer ter o seu canto”, detalhou.

A arquiteta Laís Arêas Faria destacou que os projetos de home office ganharam mais importância nos imóveis. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
A arquiteta Laís Arêas Faria destacou que os projetos de home office ganharam mais importância nos imóveis. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Além de mais espaço, os consumidores buscam recursos, como iluminação adequada, ambiente esteticamente confortável e ferramentas tecnológicas.

Considerando que a casa traduz personalidade, hábitos e estilo de vida, o empresário Celso Siqueira, sócio-proprietário da Lorenge, destacou que é necessário repensar o modelo de negócio adotado por imobiliárias e indústria da construção civil.

O arquiteto Igor Gonçalves apontou outras mudanças que estão por vir. Ele lembrou que, antes, quanto mais itens de lazer na área comum do prédio, melhor. Mas agora, devido à pandemia, em muitos condomínios os moradores não estão podendo utilizar a área comum. “A tendência é que os consumidores busquem apartamentos maiores, mesmo com áreas de lazer menores”.

A arquiteta Eduarda Santos também acredita que, no pós-pandemia, a maioria dos consumidores vai dar mais valor à metragem individual e acrescenta que a varanda aberta será mais valorizada. “Para quem tem filho, dá para colocar uma piscininha para a criança se divertir”.

Estratégia para ter espaço mais amplo sem gastar muito

Ficar mais em casa e fazer todas as atividades nesse ambiente traz à tona o desejo por espaço. Mas Paulo Baraona, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon), lembra que o tamanho do apartamento é diretamente proporcional ao preço.

Por isso, quem não tem condições ou não quer investir em um imóvel maior pode usar estratégias para deixar o espaço mais amplo.

Destacam-se, entre elas, móveis multiuso, portas de correr e eletrodomésticos embutidos. Já as plantas ornamentais ajudam a dar um ar mais arejado ao ambiente.

Por outro lado, há consumidores dispostos a investir para ter mais espaço. Segundo o supervisor comercial da Galwan, Júnior Pereira, “o consumidor que estava em busca de um apartamento de dois quartos já começa a pensar num três quartos para ter mais espaço, caso precise fazer home office, por exemplo”.

Presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Sandro Carlesso acrescentou que a busca por apartamentos maiores no Espírito Santo é tanto para compra quanto para aluguel.
 

Quintal privativo no apartamento

Com a pandemia, ter um quintal privativo — em casa ou no apartamento — se tornou um sonho de consumo ainda mais frequente.

“As pessoas, por terem que ficar em casa, estão buscando esse espacinho a mais, que pode ser transformado em um espaço gourmet ou em uma área para brincar com o pet”, afirmou o gerente comercial da Morar, Filippe Vieira.

Filippe Vieira mostra empreendimento que prevê quintal privativo. (Foto: Fábio Nunes/AT)
Filippe Vieira mostra empreendimento que prevê quintal privativo. (Foto: Fábio Nunes/AT)

Segundo ele, a construtora já fazia os térreos dos empreendimentos padrão Minha Casa, Minha Vida com quintal privativo. Com a pandemia, a procura por esse tipo de imóvel aumentou.

Já o supervisor comercial da Galwan, Júnior Pereira, destacou que outra tendência é o condomínio de casas.

Ele calcula que, na construtora, a procura por esse tipo de empreendimento tenha aumentado 1.000% de março para cá.

“A venda de lotes de casas subiu demais. A tendência agora é as pessoas voltarem a morar em casa, onde há mais espaço. Mas isso tudo dentro de um condomínio, com toda a segurança e infraestrutura”, destacou.

Para ele, essa tendência não é volátil, ou seja, não é algo que vai passar rapidamente.

“Acredito que essas coisas realmente vão ficar. A pandemia surgiu de forma inesperada e as pessoas estão pensando que suas consequências não vão passar logo e que situações semelhantes podem ocorrer no futuro”, observou.

Busca por forma de reduzir contato com entregadores

O cenário que está por vir é incerto. Mesmo com a descoberta de uma vacina para prevenir contra o novo coronavírus, especialistas já falam na possibilidade de ocorrer outra pandemia. Então, algumas das mudanças adotadas agora tendem a se manter a longo prazo.

Uma das alterações previstas, considerando especialmente quem mora em apartamento, é o ajuste na logística e no espaço para entrega dos pedidos por delivery, conforme pontuou o administrador e presidente do Conselho Regional de Administração (CRA-ES), Maurílio Inês.

Maurílio Inês prevê alterações (Foto: Divulgação)
Maurílio Inês prevê alterações (Foto: Divulgação)
Ele destacou que essa forma de consumo aumentou significativamente na pandemia e não deverá ocorrer retrocesso. “Caberá ao gestor do condomínio propor mudanças, como, por exemplo, adaptar a guarita do porteiro para reduzir o contato físico na entrega”, disse Maurílio.

Já o arquiteto Hélio Pellegrino defende uma mudança mais brusca para reduzir a aglomeração nos grandes centros: a volta para o interior.

“Temos que travar uma batalha maior para deixar o planeta se reintegrar. Para cuidar do planeta que nos acolhe com todas as graças e é tão malhado por nós”.

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