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Medo excessivo da morte é doença e exige tratamento
AT em Família

Medo excessivo da morte é doença e exige tratamento

Ter medo de morrer é um sentimento natural do ser humano e até importante para impedir que pessoas assumam riscos desnecessários que coloquem a vida em perigo. Porém, o temor excessivo extrapola a naturalidade e pode ser considerado doença.

Leticia Mameri diz que a doença atinge pessoas de todas as idades (Foto: Kadidja Fernandes/AT)Leticia Mameri diz que a doença atinge pessoas de todas as idades (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

A tanatofobia, doença que caracteriza esse medo exagerado, é identificada quando o medo da morte altera o seu cotidiano e interfere na sua vida de modo geral impedindo atividades normais.

A pandemia da Covid-19 fragilizou a saúde mental das pessoas e também provocou aumento no número de pacientes com temor excessivo da morte.

O AT em Família entrevistou a médica Leticia Mameri, que é diretora secretária da Associação Psiquiátrica do Espírito Santo, sobre esse tema. A especialista explicou as consequências dessa fobia e quando é necessário buscar ajuda.

AT em Família – É natural sentir medo de morrer?

Letícia Mameri – O medo de morrer não é considerado uma doença visto que é uma condição humana e a única certeza que temos enquanto estamos vivos. No entanto, o medo excessivo da morte pode ser considerado uma doença chamada tanatofobia.

Em que ponto esse temor se torna uma fobia?

Essa fobia é identificada quando o medo da morte altera o seu cotidiano e interfere na sua vida de modo geral impedindo atividades normais.

Qual a diferença da tanatofobia para a necrofobia?

A tanatofobia é o medo excessivo da morte, ou seja, o “ato de morrer”. Normalmente é caracterizada por pensamentos constantes e diários sobre a possibilidade de morrer a qualquer momento.

Já a necrofobia é o medo de coisas mortas (cadáveres) ou de coisas associadas com a morte como, por exemplo, caixões, sepulturas, funerais ou cemitérios.

Essas fobias são comuns?

Não são muito comuns, mas a tanatofobia aumentou com o advento da pandemia. Afinal, ter uma doença que não tem nem sequer um tratamento previsto ou um remédio que possa atenuar seus efeitos acaba despertando nas pessoas medos incontroláveis, estresse e muita ansiedade.

Uma doença sem cura e invisível rondando todo o planeta mexe muito com o imaginário das pessoas.
Assim, qualquer pensamento repetitivo, que cause estresse e ansiedade, pode acabar se transformando em um tipo de fobia.

Quais as possíveis origens desses temores excessivos?

São múltiplas causas, entre elas níveis de estresse muito alto, traumas vivenciados por si mesmo ou por terceiros. Atualmente a Covid-19 tem causado esse pavor, pois ter a temática da morte evidenciada em nosso cotidiano, seja pelo número de infectados ou pelo número elevado de mortes causado pela enfermidade, pode abalar o psicológico de todos.

O medo de morrer atinge apenas pessoas em idade mais avançada ou jovens também?

Todas as idades podem sofrer desse tipo de fobia.

Quais as possíveis consequências do agravamento do quadro do paciente?

As consequências mais comuns nesse tipo de quadro são a incapacidade laboral, ou seja, o indivíduo não consegue mais realizar o seu trabalho de maneira satisfatória e o término de relacionamentos, pois os parceiros desses indivíduos passam a não suportar os transtornos criados pela fobia.

O medo da morte afeta a qualidade de vida e os relacionamentos?

Sim, pois gera estresse e ansiedade. Alguns sintomas desse tipo de medo são palpitações, dores no peito, tontura e confusão. O indivíduo acaba perdendo a noção da realidade porque tem um medo que não consegue controlar, podendo se tornar uma pessoa que as outras sentem dificuldade de lidar ou ter por perto.

Como é feito o tratamento?

Normalmente o tratamento é feito com medicações para diminuir o quadro de ansiedade e favorecer o bem-estar. A psicoterapia também é indicada.


SAIBA MAIS


Impacto na vida e na rotina

  • O medo exagerado da morte interfere no cotidiano, gera estresse e ansiedade, além de prejudicar a qualidade de vida e as relações do paciente.
  • Alguns sintomas são palpitações, dores no peito, tontura e confusão.
  • A pessoa perde a noção da realidade por um medo que não consegue controlar, podendo se tornar uma pessoa que as outras sentem dificuldade de lidar ou ter por perto.
     

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