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Médico diz quando dor no peito deve preocupar
AT em Família

Médico diz quando dor no peito deve preocupar

Eduardo Vervloet Moisés, cardiologista (Foto: Alex Gouvea)
Eduardo Vervloet Moisés, cardiologista (Foto: Alex Gouvea)
Quem nunca sentiu uma dor no peito— mesmo que de leve — que atire a primeira pedra. Em alguns casos, o incômodo está relacionado a fatores de menor gravidade, como gases e refluxo, por exemplo. Mas em outros pode servir como um importante alerta de que algo sério está afetando o coração, dependendo do tipo de dor e se ela estiver acompanhada de outros sinais.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que mais de 380 mil pessoas tenham morrido em 2017 por causa de problemas cardiovasculares no País — esse é o dado mais recente disponibilizado pelo órgão. Em 2020, até a última quarta-feira, a estimativa já era de mais de 270 mil óbitos por doenças no coração e no sistema circulatório.

Para esclarecer quando a dor no peito deve preocupar e como proceder nesses casos, o AT em Família entrevistou o médico cardiologista Eduardo Vervloet Moysés, que também é membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia do Espírito Santo.

As primeiras horas de atendimento, destaca ele, são primordiais para o paciente. A demora em conseguir socorro médico reduz a probabilidade de melhora.

AT em Família – Sentir dor no peito sempre é sinal de alerta?

Eduardo Vervloet Moisés – Quando se fala em dor no peito, automaticamente a maioria das pessoas associa diretamente a problemas no coração. Mas existem diversas outras causas. O importante é observar como a dor está se manifestando.

Quando se preocupar?

As pessoas que apresentam dor no peito tipo um aperto, opressão, queimação ou um peso que irradia para braços, mandíbula, dorso e região epigástrica devem se preocupar. A presença de suor frio e pegajoso, batedeira no peito, sensação de desmaio, falta de ar inexplicável e fadiga também são alertas de um possível ataque cardíaco.

A dor deve ser duradoura para indicar problema sério?

Normalmente, quando a dor no peito está associada a algum problema no coração ela tem duração maior que 20 minutos.

Dor no peito sempre está associada a problemas no coração?

Não. Existem diversas causas para a dor no peito. Ela pode ser muscular; ser provocada por problemas digestivos, como gazes e refluxo gastroesofágico; por problemas pulmonares, como pneumonia e tromboembolismo pulmonar; ou por costocondrite, que é um processo inflamatório que acomete as cartilagens que ligam as costelas ao esterno.

A síndrome do pânico, o estresse e a ansiedade também são causas de dor no peito cada vez mais comuns nos hospitais. A dor no peito, vale lembrar, também tem sido frequentemente relatada em pessoas infectadas pelo coronavírus.

Quais são os tratamentos para aliviar a dor?

No quadro de angina – que é provocada pelo estreitamento de uma ou mais artérias do coração – são utilizados nitratos (Isordil) e Ácido Acetilsalicílico (AAS), que é um antiagregante plaquetário que reduz o risco de infarto e morte.

Além disso, é importante haver mudança no estilo de vida e controle rigoroso da pressão arterial, da diabetes e do colesterol.

No quadro de infarto, ocorre um bloqueio completo na passagem de sangue pela artéria. Essa artéria deve ser aberta seja por medicação, que são os fibrinolíticos, ou através de um cateterismo para realização de uma angioplastia da artéria coronária comprometida.

Há algum erro comum que os pacientes cometem que pode prejudicar o estado de saúde?

Penso que o maior erro é a demora na procura por atendimento médico. O risco de uma parada cardíaca nas primeiras horas do infarto é muito elevado.

Além disso, quanto mais tempo se demora para o tratamento, menos músculos será possível salvar. Consequentemente, essa pessoa pode evoluir para um quadro de insuficiência cardíaca, arritmias e importante perda de sua qualidade de vida, tendo um prognóstico reservado, ou seja, a probabilidade de melhora é pequena.

Perguntas do leitor

Como saber se uma pessoa está sofrendo um ataque cardíaco?

Miriam Oliveira Bonfim, 40 anos, recepcionista

Dor intensa no peito que dura mais de alguns minutos, com irradiação para os braços e a mandíbula, associada com dificuldade para respirar, náuseas e palidez, suor frio e pegajoso e sensação de desmaio são alguns indícios de um ataque cardíaco.

Como proceder caso estiver sentindo dor no peito?

Rosângela Sousa, 45 anos, costureira

A pessoa que sentir dor no peito com as características já descritas anteriormente apresenta maior risco para ataque cardíaco e, portanto, deve procurar ajuda médica urgentemente.

Ela deve procurar um rápido transporte a um hospital e é importante reforçar que ela não deve ir dirigindo.

Saiba mais

Diferentes causas

  • A dor no peito nem sempre está associada a doenças cardíacas.
  • Pode ser causada por problemas digestivos, como gases e refluxo; pulmonares; inflamações em cartilagens; ou ser uma dor muscular.
  • Também é cada vez mais comum casos de dores por síndrome do pânico, estresse e ansiedade.
  • Há ainda relatos em pacientes com Covid-19.

Fique por dentro

A forma que a dor se manifesta é importante para tentar identificar o que está provocando, já que nem sempre a causa é cardíaca.

é preciso se preocupar caso a dor seja tipo em aperto, opressão, queimação ou em peso que irradia para os braços, a mandíbula, o dorso e a região epigástrica.

A presença de suor frio e pegajoso, batedeira no peito, sensação de desmaio, falta de ar inexplicável e fadiga também são alertas de um possível ataque cardíaco.

Nesses casos, é preciso buscar ajuda médica de imediato! Importante conseguir um transporte rápido ao hospital, mas a pessoa que está infartando não deve ir dirigindo até lá.

Irradiação - Dores causadas em um local, mas que se espalham para outras áreas.
Região epigástrica - Acima da cintura até o limite do diafragma.

Os números

  • 380 mil mortes ao ano por doenças cardiovasculares no Brasil
  • 2º luga entre as mortes por doenças cardiovasculares é o infarto
  • 20 minutos ou mais de dor podem indicar problema no coração

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