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Máscara e distanciamento devem ser mantidos mesmo com vacinação

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Coronavírus

Máscara e distanciamento devem ser mantidos mesmo com vacinação


Doses de Coronavac (Foto: Leone Iglesias - 18/01/2021)
Doses de Coronavac (Foto: Leone Iglesias - 18/01/2021)

No Espírito Santo, quase 30 mil pessoas receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19 até a tarde desta terça-feira (2), segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). No entanto, especialistas alertam que essa parte da população ainda precisa seguir os protocolos sanitários, pois ainda há o risco de transmissão e infecção pelo coronavírus.

A pós-doutora em Epidemiologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, destaca que a imunidade causada pela aplicação da vacina não é instantânea. Esse processo leva alguns dias para ser formado no organismo.

Ethel Maciel é pós-doutora em Epidemiologia e professora da UFES. (Foto: Arquivo/AT)
Ethel Maciel é pós-doutora em Epidemiologia e professora da UFES. (Foto: Arquivo/AT)
“A vacina da AstraZeneca forma a nossa resposta imunológica cerca de 20 dias depois da primeira dose. Depois da primeira dose, ela tem uma eficácia de em torno de 70%. A Coronavac é diferente. Precisa tomar as duas doses e a formação dos nossos anticorpos de defesa se dá em torno de 15 dias depois da segunda dose. Então, esses tempos são importantes para as pessoas entenderem que não é tomar a vacina e, no outro dia, você está totalmente protegido. O nosso sistema de defesa demora esse tempo”, explicou ela.

Após a aplicação da segunda dose no intervalo de 12 semanas (três meses), a eficácia da vacina da farmacêutica AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, sobe para 82,4%. A segunda dose da Coronavac é aplicada 28 dias após a primeira e a eficácia global (para todos os casos) é de 50,38%, nos casos leves é de 78% e 100% nos casos graves.

A especialista ainda ressalta que para o controle da doença é necessário uma cobertura vacinal maior, em torno de 70% da população, para que se tenha a chamada imunidade coletiva.

“É importante que não só eu ou você estejamos vacinados, é importante que tenha esse número acima de 70% vacinado para que a gente consiga desacelerar o vírus e controlar a doença”, afirma Ethel.

Além do tempo para que a vacina complete o ciclo de ativação da imunidade no corpo, o infectologista Paulo Peçanha enumera mais um fator para que as pessoas, mesmo vacinadas com uma ou duas doses do imunizante, sigam as recomendações sanitárias.

Paulo Peçanha afirma que cuidados devem ser mantidos (Foto: Thiago Coutinho / Arquivo AT)
Paulo Peçanha afirma que cuidados devem ser mantidos (Foto: Thiago Coutinho / Arquivo AT)
“Existem hoje estudos sendo feitos para ter certeza de que as vacinas estão cobrindo as novas variantes do vírus que estão circulando. Se a vacina não for capaz de proteger contra as variantes, as pessoas, mesmo vacinadas, vão ter que manter os cuidados e os protocolos”, disse ele.

O médico ainda ressalta que a vacinação dos grupos prioritários está devagar. “O percentual de pessoas não vacinadas significa que, apesar da vacina já existir, não estamos tendo a quantidade de vacinas necessárias para o enfrentamento da pandemia. Existe a vacina, mas no Estado e no Brasil o número de pessoas vacinas vai subindo muito lentamente”.

Dessa maneira, segundo ele, é importante que todos mantenham os protocolos sanitários para evitar o contágio e a transmissão do vírus, independente de ter tomado a vacina ou não.

“Todos devem estar preocupados com a utilização da máscara, evitar aglomeração, manter distanciamento e os cuidados de higiene, mesmo vacinado ou não, mas sobretudo quem ainda não foi vacinado. Essa é a forma de evitar a transmissão do vírus para quem não está vacinado ou parcialmente vacinado”, frisou o infectologista.
 


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