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Mais jovens fazem plástica no nariz

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Cidades

Mais jovens fazem plástica no nariz


O home office e o uso frequente das câmeras de celulares e computadores em reuniões de trabalho e de família têm levado mais jovens à procurem por plástica no nariz. É o chamado “efeito zoom”, em referência a um dos programas mais famosos de videoconferência.

Especialistas confirmam o crescimento de cirurgias na face. A teoria é comprovada pelo estudo “Is zoom increasing the demand for plastic surgery (O zoom está aumentando a demanda por cirurgias plásticas)”, publicado na revista Cirurgia Plástica Facial e Medicina.

O estudo observou o fenômeno de aumento na procura por procedimentos estéticos após a superexposição em videochamadas.

No Estado, o cirurgião plástico Fabrício Regiani percebeu aumento na procura pela cirurgia plástica no nariz desde o ano passado. Ele elenca alguns motivos, além de a pessoa ficar se vendo na lente da câmera devido ao home office.

“Uma questão é o fato de as pessoas não estarem viajando, o que as leva a destinar os recursos à cirurgia. Outra questão é que muitos pacientes falam que podem operar por estarem trabalhando remotamente de casa”, cita.

Para que a cirurgia no nariz não se torne um problema, Fabrício orienta que sejam evitadas mudanças muito radicais. “Deve-se seguir a anatomia da pessoa e sua naturalidade”.

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no Estado (SBCP-ES), o cirurgião plástico Ariosto Santos também confirma o aumento das rinoplastias.

Segundo Ariosto, dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps) mostram que, em 2019, foram realizadas 72.433 rinoplastias no Brasil. No Estado, foram feitas cerca de duas mil, numa média de oito por dia útil.

“Em muitas dessas cirurgias, tentamos recuperar a parte estética e a parte funcional, já que algumas pessoas têm desvio de septo e respiram mal”, explica.

“É uma cirurgia que requer mais planejamento do que as outras. Qualquer mudança pode ser para o lado bom ou ruim”, completa.

O cirurgião plástico Mário Farinazzo, chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo lembra que o primeiro passo, antes de uma cirurgia, é agendar uma consulta com um cirurgião qualificado para avaliar o melhor caminho para o tratamento.

“Submeter-se a um procedimento estético é uma grande decisão, e deve ser tomada de maneira cuidadosa, bem informada e com ajuda de um profissional experiente”, orienta.


“Gostei muito do resultado”


Thayane Paixão Basseti gostou do resultado  (Foto: Leone Iglesias/AT)Thayane Paixão Basseti gostou do resultado (Foto: Leone Iglesias/AT)

Desde os 13 anos, a aparência do nariz incomodava a contadora Thayane Paixão Basseti, de 29 anos. “Meu nariz era torto para o lado direito. Eu não tirava fotos de frente”, conta.

Ela aproveitou a pandemia e a adesão ao home office para passar por uma rinoplastia, realizada em setembro do ano passado, sem ter a necessidade de ficar afastada do serviço.

“Com a rinoplastia, fiz também a correção do desvio de septo (alteração do posicionamento da parede que separa as narinas) e a blefaroplastia, cirurgia de pálpebras. Fiquei só três dias afastada do trabalho. Não teria essa oportunidade se estivesse trabalhando presencialmente. Gostei muito do resultado”.


Alerta para remédio contra acne

A internet está sendo usada por algumas pessoas para propagar fake news e garantir que é possível afinar o nariz, num efeito de “rinoplastia”, com um remédio para acne. Já os médicos alertam para o perigo de utilizar medicamentos sem comprovação.

Na edição do dia 8 de agosto deste ano, uma reportagem de A Tribuna alertou para os riscos de se usar a isotretinoína, remédio conhecido como Roacutan, usado para casos graves de acne, como forma de afinar o nariz.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reiterou, em um comunicado, que o consumo indiscriminado da isotretinoína sem necessidade e acompanhamento adequado deixa a pessoa exposta a efeitos adversos, que podem ser graves.

Karina Mazzini cita  reações (Foto: Leone Iglesias/ AT)Karina Mazzini cita reações (Foto: Leone Iglesias/ AT)

A dermatologista Karina Mazzini explica que, por conta do medicamento, alguns pacientes podem apresentar conjuntivite e coceira na pele. “O que a gente observa também é o aumento das enzimas hepáticas, que pode acontecer no TGO, TGP e no Gama GT, transitoriamente”, explica.

A médica destaca que o remédio é contraindicado para gestantes, lactantes e pacientes com problemas no fígado e que têm os triglicerídeos e colesterol muito altos.