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Fala Doutor | Médico afirma que morte súbita pode ser evitada
AT em Família

Fala Doutor | Médico afirma que morte súbita pode ser evitada

 (Foto: André Felix / AT)
(Foto: André Felix / AT)
Por Kariny Baldan

Morte súbita é definida como toda morte ocorrida em menos de uma hora após o início dos sintomas. Ela acontece repentinamente, sem que a vítima ou as pessoas ao seu redor desconfiem do risco.

Entretanto, por trás do óbito, há sempre uma causa que poderia ter sido tratada para evitar a morte.

As arritmias cardíacas – que são originadas por doenças do coração – estão entre as principais causas da morte súbita. Pacientes com essas condições ou histórico familiar devem ser acompanhados.

A prevenção inclui ainda o combate aos fatores de risco para desenvolver essas patologias cardíacas (cardiovasculares), como o sedentarismo, o tabagismo, a obesidade, a hipertensão arterial e a diabetes mellitus.

Além disso, o atendimento nos minutos iniciais da parada cardíaca é primordial para elevar as chances do paciente sobreviver.

Para entender como evitar a morte súbita, o AT em Família entrevistou o cardiologista e arritmologista Ricardo Ryoshim Kuniyoshi, especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e também pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas.


ENTREVISTA | Ricardo Ryoshim Kuniyoshi, médico Cardiologista e Arritmologista


Ricardo Kuniyoshi destaca consultas de rotina para identificar os riscos (Foto: Divulgação)
Ricardo Kuniyoshi destaca consultas de rotina para identificar os riscos (Foto: Divulgação)
Quem está em risco?
Morre subitamente apenas quem tem uma doença, seja ela adquirida ou congênita. Ou seja, por trás de uma morte súbita, sempre há uma causa patológica. O que ocorre em alguns casos é que a descoberta da causa após o óbito é mais difícil, mesmo em paciente submetido a avaliação criteriosa.

Arritmias cardíacas certamente provocam morte súbita?
As arritmias são as principais causas de morte súbita. A função do coração é bombear sangue para o organismo. Esse órgão funciona mediante uma corrente elétrica que trafega de forma contínua, organizada e sequencial.

A arritmia cardíaca é um transtorno elétrico que, se muito severo, pode resultar numa pane elétrica no coração que provoca a sua parada ou a sua incapacidade de continuar exercendo sua função de bomba. O resultado é o desfalecimento (mal súbito) e, em seguida, a morte.

Pessoas aparentemente saudáveis também podem morrer subitamente?
É importante ressaltar a palavra “aparentemente”. Ninguém completamente saudável morre subitamente, mas aparentemente saudável sim. Ou seja, um jovem ou atleta no auge da sua forma física pode morrer subitamente desde que tenha uma doença assintomática e que não foi investigada e diagnosticada.

Sedentários que se engajam bruscamente em uma atividade física estão em risco?
Indivíduos sedentários de longa data têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardíacas. O problema é que alguns sedentários já possuem uma doença cardíaca cursando de forma silenciosa.

Quando decidem iniciar atividade física por conta própria, a prática intensa de exercícios pode estressar o coração e ocasionar a manifestação da doença. Essa manifestação pode ser uma simples dor no peito, mas pode ser também uma arritmia grave que resulta na morte súbita.

Portanto, todo sedentário deve iniciar uma atividade física regular, mas antes deve submeter-se a uma avaliação médica adequada.

Há alguma forma de descobrir o risco de morte súbita?
Um dos grandes objetivos do check-up cardiológico é a identificação daquele paciente com risco aumentado para a morte súbita.

Há algo que pode ser feito na hora que a pessoa desfalece?
Sim, uma pessoa que acabou de desfalecer, se bem atendida nos minutos iniciais da parada cardíaca, tem grandes chances de sobreviver. Estudos indicam que, a cada minuto sem atendimento, perde-se 10% da chance de sobrevida.

Uma pessoa que sofre parada cardíaca certamente vai morrer?
Não, desde que seja atendida rápida e adequadamente. Após a recuperação, o médico especialista pode indicar o implante do cardiodesfibrilador a realização do procedimento de ablação por cateter. O tratamento adequado pode melhorar muito o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.


PERGUNTAS DO LEITOR


 (Foto: Acervo Pessoal)
(Foto: Acervo Pessoal)
As causas de morte súbita são as mesmas para todas as faixas etárias?

Helena Guimarães Cabral, 35 anos, recepcionista

Não. Quanto mais jovem for a pessoa, maior a probabilidade da causa da morte súbita ser de uma doença de origem congênita. Já em adultos e pessoas da terceira idade as causas mais comuns são as doenças do coração adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida.

* * * 

A pessoa sente algo quando está prestes a morrer subitamente?

Juliana Nunes, 21 anos, estudante

Sim, como a causa principal são as arritmias cardíacas, a pessoa pode sentir palpitações, falta de ar, fraqueza e desmaio. Morte súbita é definida como toda morte ocorrida em menos de uma hora após o início dos sintomas. Neste período, o paciente pode apresentar esses sinais.


FIQUE POR DENTRO


  •  (Foto: Reprodução / A Tribuna)
    (Foto: Reprodução / A Tribuna)
    A principal causa de morte súbita são arritmias cardíacas graves que, por sua vez, são originadas de doenças cardíacas.
  • Doenças como aneurisma da artéria aorta, embolia pulmonar maciça e acidente vascular encefálico hemorrágico também estão entre as causas.
  • Quem tem doença cardíaca ou apresenta muitos fatores de risco para desenvolvê-la é mais propenso à morte súbita. Alerta também para jovens com parentes próximos com doenças congênitas de alto risco de morte súbita.
  • Felizmente, a minoria dos pacientes com uma doença congênita ou cardíaca terá risco de ter morte súbita. Cabe ao médico estratificar o risco de cada doença para identificar pacientes com risco aumentado.
    • Arritmia cardíaca - Alteração nos ritmo dos batimentos do coração
    • Doença congênita - Que já se apresenta desde o nascimento

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