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Cooperativas educacionais em alta por OCB

| 20/10/2020 18:00 h

Imagem ilustrativa da imagem Cooperativas educacionais em alta por OCB

Participar ativamente da educação das crianças é muito mais fácil nas cooperativas educacionais. É que, nesse modelo de negócio, pais e professores tomam decisões em conjunto com a escola. Com as transformações que a pandemia trouxe, esse papel duplo dos cooperados só favorece o aprendizado das crianças.

“Os pais têm um papel importante em qualquer escola, mas na cooperativa eles têm uma responsabilidade ainda maior, porque é um espaço deles também”, ressaltou Patrícia Neta Sampaio Griffo, da Cooperativa Educacional de Pinheiros (Coopepi).

Na Coopepi, assim como nas outras cooperativas, os pais podem participar das decisões junto com a equipe administrativa numa assembleia. “Agora, na pandemia, continuamos com uma comunicação contínua com os pais, através de grupos nas redes. Nós temos conseguido também dar suporte aos nossos alunos individualmente, dando assessoria às famílias para aprenderem a lidar com plataformas digitais”, pontuou.

Na Cooperativa Educacional de São Gabriel da Palha (Coopesg), as assembleias são marcadas pelo espírito coletivo. “Nelas, os cooperados votam nos assuntos referentes aos alunos”, explicou a diretora escolar Ana Caroline Torres.

Por conta da nova dinâmica durante a pandemia, além das assembleias, a escola passou a ter reuniões online com os pais. “Assim conseguimos ouvir a comunidade escolar e expor o que está acontecendo na instituição. Também temos o conselho escolar, formado por grupos de pais e professores”, afirmou a diretora.

Além dos pais, os cooperados podem ser os próprios professores. É o caso da Cooperativa Educacional Centro-Serrana (Cooperação). “Na nossa cooperativa, quem toma as decisões são os professores. Isso facilitou muito o diálogo com relação à pandemia, já que eles têm esse contato direto”, ponderou a diretora pedagógica Amanda Schulz Wruck.

Até o atendimento aos alunos, de forma remota, ficou mais fácil. “Os professores são os gestores, apesar de termos os conselhos. Por isso, o processo de mudança foi mais fácil e possível”, destacou.

Atualmente, o Estado conta com sete cooperativas educacionais formando mais de 1,9 mil alunos, do infantil ao ensino médio.

Atividades personalizadas

Além das aulas remotas, algumas escolas inovaram na forma de se aproximar dos alunos, mesmo com o distanciamento social por conta da Covid-19. Para isso, várias cooperativas educacionais apostaram em atividades personalizadas para as crianças.

Foi o caso da Cooperativa Educacional Centro-Serrana (Cooperação), que adaptou o horário das aulas virtuais de acordo com a rotina e a disponibilidade das famílias. “A gente viu que não era possível trabalhar com todos os alunos ao mesmo tempo, então dividimos em grupos, com horários diferentes. O resultado tem sido ótimo”, garantiu a diretora Amanda Schulz Wruck.

Na Cooperativa Regional de Educação e Cultura de Venda Nova do Imigrante (Coopeducar), a escola resolveu montar caixas pedagógicas, com atividades que são enviadas para as famílias realizarem junto com os alunos.

“Tem uma série de propostas para cada faixa etária, criando momentos com a família. Nas caixas há sementes, peças para eles montarem e muitos elementos da natureza. Tudo para suprir essa necessidade de interação que os menores têm. Eles já ficam até na expectativa da chegada das caixas”, explicou a coordenadora pedagógica Lucia Helena.

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Projetos sociais nas cooperativas mirins

Cooperativas Mirins

>No Espírito Santo, existem três Cooperativas Mirins registradas: a Coopemcel (Cooperativa Mirim de Linhares); a CooperJetibá (Cooperativa Mirim de Santa Maria de Jetibá) e a Coop-união (Cooperativa Mirim de São Gabriel da Palha).
>Nelas, os alunos constroem uma cooperativa sob a supervisão de um professor orientador, com assembleia, logomarca e estatuto.
>As atividades acontecem no contraturno escolar e seguem os princípios e valores do cooperativismo.

Projetos sociais

>Os alunos da Coop-União, durante a pandemia, produziram sabonetes líquidos e distribuíram para moradores em situação de rua, famílias inscritas no Cras, ações sociais e asilos.
>Para produzir os sabonetes, eles tiveram aulas teóricas com a professora orientadora.

Coleta de sangue

>Na Coopemcel, os alunos têm se reunido virtualmente, durante a pandemia, para discutir a realização de alguns projetos, enquanto não podem voltar a se reunir presencialmente para a confecção de produtos.
>Nesse período, eles já ajudaram na campanha de coleta de sangue, arrecadação de roupas usadas e brinquedos, todos doados para projetos sociais.

Cooperação e superação nas atividades em sala

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Democracia, igualdade, solidariedade e honestidade são alguns dos valores do cooperativismo. Nas cooperativas educacionais, eles são implementados diretamente na rotina dos alunos, e acabam sendo absorvidos por eles durante toda a vida.

“Além da disciplina chamada ‘Ética e Cooperativismo’, a gente desenvolve projetos e trabalha os valores no dia a dia: cuidar um do outro, não competir a qualquer custo e o princípio de fazer um mundo melhor são alguns exemplos”, explicou a diretora Zenilza Pauli, da Cooperativa Educacional de São Mateus (Coopesma).

Já na Cooperativa Educacional de Muqui (Coopem), os princípios são trabalhados nas atividades de diversas disciplinas.

“Na educação física, trabalhamos os exercícios de superação, em que não existe uma equipe vencedora, e sim equipes que ganham no final por terem cooperado”, disse a diretora Michelli Schiavo.

Em Português, os alunos leem textos que mostram como o grupo, em conjunto, consegue atingir o objetivo mais rápido do que se estivessem sozinhos, por exemplo.

“As crianças acabam absorvendo e levando isso para a vida. Elas interagem, inclusive, entre turmas, ajudando umas às outras”, pontuou a diretora.

Aprendizado dinâmico

Criatividade

>Durante a pandemia, as cooperativas educacionais desenvolveram algumas ações para tornar o processo de aprendizado em casa mais dinâmico e agradável.

Vídeos

>Na Cooperativa Educacional de Muqui (Coopem), os professores têm incentivado os alunos a produzirem vídeos com as atividades que são enviadas para casa, com jogos entre pais e alunos, e até produzirem brinquedos.
>Em Artes, os alunos até produziram um jogo africano.

Jornal

>Com temas socioemocionais, professores da Cooperativa Educacional de Linhares (CEL) vêm produzindo um jornal quinzenal para os alunos, que é publicado na rede social da escola.
>Com linguagem leve e até pitadas de humor, a escola viu no jornal uma forma de alcançar os alunos nesse momento tão delicado.

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