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Economia

Alerta para risco de perda total com moedas digitais


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As apostas em criptomoedas envolvem alto risco e podem levar os investidores a perda total dos recursos aplicados, de acordo com especialistas na área. Esses riscos incluem, por exemplo, a substituição da moeda por outro meio de pagamento, problemas relacionados à reputação e dificuldade de conversão para ativos reais.
Lélio Monteiro, administrador e sócio-fundador da Pedra Azul Investimentos, explicou que pode chegar um dia em que ninguém mais queira comprar bitcoins porque acredita que ninguém vai querer pagar por eles.
“Para mim, não é um investimento, não vai para algo produtivo, não rende juros. É um ativo.”

Lélio acrescentou que, por não ter um paralelo consistente com a economia real, a criptomoeda fica suscetível à variação de demanda.

Sobre a dificuldade de conversão para ativos reais, ele exemplificou que quando o empresário Elon Musk disse que a Tesla iria aceitar o bitcoin para o pagamento de carros, isso colaborou para que ela tivesse alta cotação. Mas na última quarta-feira, ele desistiu, contribuindo para a queda.

O bitcoin voltou a cair significativamente na tarde da última sexta-feira, depois de o Conselho de Estado da China falar em “reprimir a mineração e a negociação de bitcoins”. A mineração é o registro das transações realizadas com as moedas no blockchain.

Estratégias para reduzir prejuízos para quem investe

Quem decide apostar em moedas digitais está correndo alto risco. Contudo, existem estratégias que permitem minimizar os prejuízos quando as perdas acontecem.
Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos, explicou que o grande trunfo das criptomoedas está na tecnologia blockchain onde elas estão inscritas. Na opinião de Davi, a aposta é um investimento.

“Cada uma tem sua finalidade. É preciso investir naquela em que você acredita que a tecnologia faz mais sentido.”

Ele contou ainda que prefere apostar no ETF de criptomoedas, que são como cestas que comportam moedas diferentes. Na bolsa brasileira o código é o HASH11.

Davi Lelis explicou que não é uma recomendação de compra. As criptomoedas têm alta volatilidade e muita tecnologia.

“As pessoas devem ter no máximo de 1% a 5% do patrimônio investido delas nesse tipo de ativo”, recomenda.

Outra dica é fazer o investimento de forma gradual. “Se o bitcoin sobe muito, você pega a alta, se cai muito, você compra mais barato”, explicou.

O economista Luiz Sant'Anna explicou que quem não quer perder dinheiro não deve apostar nas criptomoedas. “É melhor procurar outro tipo de investimento”.
Ele explicou que uma moeda tem três características: unidade de conta (preço), meio de troca, reserva de valor.

“As pessoas compram o bitcoin sem ter um motivo claro, porque ele não tem a característica de ser uma moeda amplamente aceita no mundo. Elas acham que o preço vai subir e por isso compram. Ele atrai muitos especuladores”, afirma o economista.

Novos ativos atraem o mercado

A queda dos bitcoins não foi exclusividade deles. Todas as criptomoedas tiveram queda, segundo Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos. Ele esclareceu que algumas moedas digitais estão chamando mais atenção no mercado, por suas tecnologias. Entre elas destacou a Ethereum, LiteCoin e Stellar.

A primeira se destaca por ter uma tecnologia que permite a programação para, por exemplo, a contratação de um serviço em um lugar que não precisa necessariamente aceitar a moeda.

Já a segunda é como se fosse a prata, comparando o bitcoin com o ouro. “É mais fácil de minerar e mais leve de processar”. Já a última pode ser utilizada para o pagamento de taxas de transação entre contas na própria plataforma.

Davi explica que é possível investir em criptomoedas de diversas formas. O interessado pode apostar em Exchange Traded Funds (ETF), que são Fundos Negociados em Bolsa, que são cestas que envolvem diferentes moedas; fundos de investimentos que não são negociados na bolsa e por meio de corretoras, por exemplo.

Lembrando sempre que a indicação de especialistas é que os investidores diversifiquem e não apliquem mais do que 5% da sua
 


COMO FUNCIONA


Orientação é investir até 5% do patrimônio

Criptomoedas

  • As criptomoedas são moedas digitais. Assim como o real, por exemplo, elas são utilizadas para fazer transações comerciais. Além do bitcoin, existem outras, cada uma utiliza uma tecnologia blockchain diferente que permite a elas algumas particularidades.
  • O bitcoin foi criado originalmente para ser uma reserva de valor. Já a Ethereum tem uma tecnologia blockchain que permite que ações sejam programadas. Por meio dela, uma pessoa pode programar para que uma vez por ano uma floricultura envie flores para alguém. A floricultura não precisa aceitar a moeda, já que o valor pode ser convertido para o pagamento.

Mineração

  • A mineração é o registro das transações realizadas com as moedas no blockchain. Esse registro é feito por grandes redes de computadores interligadas com tecnologia de ponta, que consomem muita energia. Esse consumo que Elon Musk alegou ser prejudicial ao meio ambiente e que o fez recuar em relação ao uso do bitcoin para aquisição de carros em sua empresa. O minerador (que faz o registro das transações realizadas) recebe pela quantidade de dados que consegue processar. A recompensa é paga em bitcoin.
  • Investimentos
  • Se as criptomoedas são ou não um investimento é uma questão que divide especialistas. Para alguns, elas são devido à tecnologia, já para outros elas são apenas ativos. Não podem ser consideradas investimentos porque não têm rendimento, por exemplo.
  • Orientação dos especialistas é que quem for apostar nas moedas digitais deve investir de 1% a 5% de seu patrimônio. Isso porque a volatilidade e o risco são altos. Já quem não quer correr risco de perda, segundo eles, deve procurar outro tipo de investimento.

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