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Dor no abdômen pode ser sinal de pancreatite
AT em Família

Dor no abdômen pode ser sinal de pancreatite

Fabiano Martins explica as causas e consequências da pancreatite (Foto: Divulgação)
Fabiano Martins explica as causas e consequências da pancreatite (Foto: Divulgação)
As dores são um importante mecanismo de defesa do organismo que indicam que algo não vai bem. Até mesmo um desconforto no abdômen, aparentemente inofensivo, pode indicar algo grave: a pancreatite.

Fatal em alguns casos, a doença pode atingir órgãos como rins, coração e pulmão, além de provocar desnutrição e diabetes.

A dor abdominal ocorre tanto em casos agudos quanto crônicos de inflamação no pâncreas, mas a confirmação se a causa é realmente pancreatite é feita através de exames de sangue e, em alguns casos, tomografia.

O tratamento é hospitalar. Apenas nos casos crônicos que a terapia segue em casa por um longo período ou por toda a vida.

Em entrevista ao AT em Família, o gastroenterologista Fabiano Quarto Martins esclareceu as principais causas e consequências da pancreatite.

AT em Família – Quais são os sintomas da pancreatite?

Fabiano Quarto MartinsNa pancreatite aguda ocorre dor abdominal súbita (surge de repente) e vômito. Na pancreatite crônica há dor abdominal recorrente, emagrecimento e diarreia com gordura nas fezes.

Quais as causas da doença?

A pancreatite aguda é causada principalmente por pedras na vesícula e triglicerídeos elevados no sangue. Já a pancreatite crônica é causada por álcool e cigarro. Existem outras causas, mas estas são as mais frequentes.

Quais as diferenças entre os casos agudos e os crônicos?

Na aguda, o pâncreas se recupera totalmente sem deixar sequelas na maioria das pessoas depois de se descobrir e tratar a causa. Por exemplo: se retirar a vesícula biliar com as pedras que causaram a pancreatite ou se normalizar os triglicerídeos no sangue, a pessoa não terá outra crise.

A pancreatite crônica é uma doença progressiva e sempre deixa sequelas. Se a pessoa continuar fumando ou bebendo, vai se agravando rapidamente. Se parar, a doença fica mais branda.

Uma pancreatite aguda pode se tornar crônica?

Sim. Caso a pessoa tenha pancreatite causada por triglicerídeos e não consiga baixar as taxas, ela pode ter crises recorrentes que, em alguns casos, se transformam em pancreatite crônica com sequelas irreversíveis.

Qual a gravidade dessa doença?

É bem grave. A cada crise de pancreatite o risco de morte é em torno de 5%. Ou seja, a cada 20 pacientes afetados, um irá falecer. A inflamação no pâncreas afeta ainda outros órgãos, principalmente rins, coração e pulmão.

Como é feito o diagnóstico?

Na aguda, na maioria das vezes, é feito com um exame simples de sangue, que é a dosagem de duas enzimas produzidas no pâncreas: amilase e lipase. A crônica, em geral, precisa de uma tomografia computadorizada. Existem outros meios de diagnóstico, mas esses são os mais utilizados.

Há cura?

Na aguda sim. Na crônica não, mas existe tratamento para controlar, desde que se pare de beber e fumar.

Como é o tratamento?

O tratamento da pancreatite aguda é feito no hospital, se possível na UTI, com analgésicos potentes e soro em grande quantidade no primeiro dia. Nos dias seguintes segue com soro em menor quantidade e analgésicos até que a inflamação se resolva sozinha.

Algumas pessoas podem sofrer complicações que necessitam de antibióticos e cirurgia. Se a causa for pedra na vesícula, tem que retirar a vesícula através de cirurgia.

A pancreatite crônica é tratada no hospital nas crises mais graves e depois continua com medicamentos em casa por longo tempo, possivelmente por toda a vida.

Pessoas que já tiveram ou têm pancreatite podem beber moderadamente?

Pancreatite aguda sim. Crônica não, pois qualquer dose, por menor que seja, piora a doença.

A pancreatite pode causar diabetes?

A pancreatite crônica sim. É o pâncreas que produz toda a nossa insulina e, se ele estiver muito deteriorado, surgirá a diabetes.


Perguntas do leitor


Vinicius Rintos (Foto: Acervo pessoal)
Vinicius Rintos (Foto: Acervo pessoal)
Vinicius Rintos, 30 anos, autônomo -  Qual o papel do pâncreas no organismo?

Fabiano Quarto Martins -  O pâncreas é responsável pela digestão e pelo controle da glicose sanguínea. Ele produz a maioria das enzimas que fazem a digestão, então se não estiver saudável haverá desnutrição. Também é o pâncreas que produz toda a nossa insulina e, se ele estiver muito deteriorado, surgirá a diabetes.


Luciana Vasconcelos, 25 anos, vendedora - A alimentação pode contribuir ou prejudicar no tratamento?

Fabiano Quarto Martins - Nas crises, às vezes é necessário ficar em jejum completo. Após, recomenda-se a mesma dieta que todos deveriam ter: rica em fibras e sem excesso de sal, açúcar e gordura.

No passado recomendávamos uma dieta própria para pancreatite, mas hoje sabe-se que isso não é mais necessário.


Saiba mais


Desnutrição e diabetes

  • O pâncreas produz a maioria das enzimas responsáveis pela digestão.

  • Portanto, se o órgão não estiver saudável, o corpo fica desnutrido.

  • A insulina também é produzida no pâncreas que, se estiver muito deteriorado, consequentemente causa diabetes.

  • A pancreatite afeta ainda outros órgãos, principalmente rins, coração e pulmão.


Fique por dentro


  • A pancreatite é uma inflamação no pâncreas que pode ser aguda ou crônica. É uma doença grave que pode ser fatal.

  • A doença aguda é causada principalmente por pedras na

    Pancreatite (Foto: Arte: André Felix)
    Pancreatite (Foto: Arte: André Felix)
    vesícula e triglicerídeos elevados no sangue. Já a crônica, é mais frequentemente provocada por ingestão de álcool e consumo de cigarro.

  • Casos agudos apresentam dor abdominal súbita e vômitos, e é possível recuperação total. Já os crônicos têm dor abdominal recorrente, emagrecimento e diarreia com gordura nas fezes. Estes deixam sequelas.

  • O pâncreas fica na parte superior do abdômen e é responsável pela digestão e pelo controle da glicose sanguínea.

  • Sequela - Alteração anatômica ou funcional permanente causada por doença ou acidente.

  • Doença progressiva - Que progride, se agrava.

Os números 

  • 5% dos pacientes com pancreatite morrem

  • 600 casos são atendidos no SUS por ano no Espírito Santo

  • 120 a cada 100 mil ocidentais têm a doença crônica


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