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“Crianças precisam ter rotina”, afirma especialista em Educação

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“Crianças precisam ter rotina”, afirma especialista em Educação


Psicopedagogo Evando Evangelista disse que resgatar a rotina nos estudos é o ponto central para aprendizagem (Foto: Kadidja Fernandes/AT)Psicopedagogo Evando Evangelista disse que resgatar a rotina nos estudos é o ponto central para aprendizagem (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Alunos de todo o País voltaram às aulas em fevereiro com um desafio: resgatar os hábitos escolares em meio às transformações vindas da pandemia da Covid-19.

Para o psicopedagogo e orientador educacional Evando Evangelista, resgatar a rotina nos estudos é o ponto central para o processo de aprendizagem de crianças e adolescentes.

“A rotina tem de ter constância, mas precisa também de evolução. Pode começar simples, com coisas que parecem óbvias para os adultos, e evoluir até que a criança consiga atingir autonomia para se organizar sozinha”, pondera.


A Tribuna – Estar na escolar faz falta para as crianças?

Evando Evangelista – Sim, é muito importante para elas estarem na escola. O espaço físico da escola é primordial para o aprendizado, para desenvolver as relações, a interação e socialização com os colegas.

O que esse retorno tem de diferente dos anos anteriores?

Este retorno está sendo um momento para a instituição fazer o acolhimento dos alunos com cuidados socioafetivos. Temos de fazer com que elas se sintam acolhidas para reestabelecer o vínculo e elas se sentirem pertencentes.

Elas ficaram muito tempo afastadas da estrutura física da escola, o que causa medo e ruptura na relação. Para algumas crianças, o distanciamento criou uma situação de desinteresse pela escola.

Também não podemos esperar que seja como antes da pandemia. A escola é outra e temos de trabalhar com essa nova realidade.

Como é essa nova escola?

A escola precisa desenvolver competências e habilidades dos alunos. O modelo tradicional de ensino não cabe mais. Precisamos desenvolver o aluno para compreender o mundo ao seu redor através da literatura e do pensamento matemático, para estabelecer relação de empatia, de autorregulação e de colaboração.

Resolver problemas é muito importante. Mas não me refiro a apenas problemas acadêmicos, mas de vida e de relações. A criança precisa ter um repertório de se colocar no lugar do outro, de se mostrar engajado, ter curiosidade e assumir protagonismo.

Outro ponto é o resgate de conteúdos pedagógicos que não foram conceituados em 2020.

É importante ter uma rotina de estudo?

Sem rotina, não há aprendizado significativo. Não há como estabelecer uma cadência de procedimentos que são importantes para o estudo. É preciso desenvolver hábitos e “aprender a aprender”.

A rotina cabe em qualquer situação, não apenas de estudos. Famílias conseguem sucesso na rotina caseira com coisas simples, como acordar, arrumar a cama, se vestir, participar do café à mesa com a família. Crianças precisam ter rotina.

Como engajar crianças e adolescentes a terem rotina?

Eles têm de se sentir responsáveis pela rotina sempre e se conscientizar dos benefícios para si. Não pode ser nada obrigado; a criança tem de ter motivação, ser estimulada e receber elogios pelo desempenho. Pais precisam ter um olhar afetivo para os filhos e ter uma escuta atenta para saber como o filho está reagindo, se a dinâmica está adequada para a criança e ela consegue caminhar junto.

Como será a retomada dos conteúdos didáticos?

As emoções e os sentimentos têm de ser priorizados. O acolhimento vai elevar o nível de querer da criança em lidar com os conteúdos, para que então recebam os conteúdos ensinados de forma adequada.

Como a sua escola se preparou para esse retorno?

Primeiro tivemos de preparar professores, corpo docente e agentes educativos. Também tivemos de nos ajustar para seguir os protocolos de biossegurança estabelecidos pelos órgãos competentes.

Os alunos foram acolhidos com dinâmicas grupais e rodas de conversas para falar de experiências positivas e expectativas. Também estamos trabalhando para atender os alunos que não retornaram ainda ao presencial.

Alunos que estão acompanhando as aulas em casa têm de seguir os horários da escola?

Com uma parte dos estudos sim, mas temos de respeitar as características da casa. Procuramos adaptações curriculares para disciplinas que não podemos oferecer virtualmente, como, por exemplo, natação. Mas os alunos também acompanham aulas ao vivo online para tirar dúvidas ou fazer tarefa junto com o professor.

Como deve ser a organização dos estudos em casa?

Orientamos que o estudo aconteça em um lugar adequado em casa, com uma mesa composta com material didático que vai precisar para a aula. O aluno tem um roteiro a cumprir para participar da aula. Existe uma pausa nos estudos. Então o aluno não perde o hábito da rotina escolar, mas adequações acontecem por ser em casa.


O planejamento pode ter adaptações?

Uma rotina tem de ter constância, mas precisa também de evolução. Ela pode começar mais simples, com coisas que parecem óbvias para os adultos.

Primeiro entra com um passo a passo de demandas e, à medida que vai recebendo os feedbacks de aprendizado, vai introduzindo mais coisas até que a criança consiga atingir autonomia, o que é muito importante para quando se tornarem adultos.


QUEM É


Evando Evangelista

  • Formado em Pedagogia pela Ufes.
  • Pós-graduado em Psicopedagia (Escuela de Psicopedagogia de Buenos Aires), Psicopedagogia Clínica e Institucional (Uninter Centro Universitário Internacional) e Metodologia em Pesquisa Científica (Emescam).
  • Cursa MBA em Gestão Estratégica de Pessoas: Desenvolvimento Humano de Gestores, pela FGV MMurad.
  • Trabalha há 21 anos no Centro Educacional Leonardo da Vinci, sendo 14 anos como orientador educacional do ensino fundamental.
     
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