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Médicos e educadores tiram dúvidas dos pais sobre volta às aulas

| 01/10/2020 16:30 h | Atualizado em 01/10/2020, 17:07

Ricardo Cecato e Aline, com os filhos, recebem orientação da  doutora em Educação Edna Tavares sobre a volta às aulas
Ricardo Cecato e Aline, com os filhos, recebem orientação da doutora em Educação Edna Tavares sobre a volta às aulas |  Foto: Fábio Nunes/AT
Com o retorno das aulas presenciais, alguns pais ainda têm dúvidas quanto aos protocolos das secretarias de Educação e Saúde sobre as medidas de prevenção à Covid-19.

Como saber se meu filho está usando máscara? E se na sala tiver algum aluno com sintomas? Para ajudar os pais, a reportagem convidou médicos e educadores para responder aos questionamentos. Foram 14 dúvidas respondidas.

A convite da reportagem de A Tribuna, a doutora em Educação e gestora de unidade de ensino Edna Tavares conversou com alguns pais na tarde de ontem.

A dona de casa Aline Cecato, 41, e o marido, o inspetor-orientador Ricardo Cecato, 41, disseram que os filhos gêmeos, Henrique e Benício, de 9 anos, irão para a escola.

Mas, ainda assim, Aline disse que tem dúvidas caso um aluno contraia o vírus e vá para a escola. “Como as escolas vão agir numa situação em que tenha algum caso entre a turma?”, questiona.

De acordo com doutora em Educação, as escolas têm a obrigatoriedade de aferir a temperatura, além de os professores fazerem a observância em sala de aula.

“Conforme o protocolo, se detectados sintomas, deve-se separar a criança e entrar em contato imediatamente com os pais para que a levem a um médico. Devemos também colocá-la em uma sala que não seja de convívio com ninguém”.

“Se detectado algum tipo de problema, a escola também tem a responsabilidade de informar à Secretaria da Saúde”, explicou.

Já a instrumentadora cirúrgica Ariany Maforte, 34, decidiu que os filhos Murilo, 14, e Rafael, 6, vão continuar em casa, com aulas remotas. Eles estudam em escola particular. “Meu receio é se as crianças vão manter o distanciamento. Quem vai controlar os menores de 10 anos?”, pergunta.

Edna reforça que o protocolo sugere que as escolas tenham mais pessoas para fazer essa inspeção e que o distanciamento respeite um metro e meio.

Outra questão levantada pelos pais é se a máscara deve ser trocada a cada duas horas. Segundo o infectopediatra Leonardo Lence, do Hospital São José, se a criança molhar, tossir ou suar a máscara, ela deve ser trocada.

A pediatra Rachel Mocelin aconselhou que os pais devem começar a treinar as crianças a forma correta de tirar e guardar a máscara, para que elas não sejam contaminadas.


TIRA-DÚVIDAS


1 - A operadora de caixa Mirian Gomes, 37, afirmou que mandará apenas o filho Ryan, de 14 anos, para a escola. Já Talison, de 6, ainda não voltará. Os meninos estudam em escola pública e a dúvida de Mirian é se na escola da rede estadual, o filho terá todas as disciplinas em sala de aula. De acordo com ela, nem todas as matérias são dadas de forma remota.

De acordo com a Sedu, os alunos que estiverem na semana de atividade remota mantêm as atividades pedagógicas não presenciais, por meio do Programa EscoLAR, como tem sido feito ao longo desse período. Na outra semana, estarão na escola com as atividades presenciais.

Mirian Gomes com os filhos, Talison e Ryan
Mirian Gomes com os filhos, Talison e Ryan |  Foto: Fábio Nunes/AT

2 - A portaria orienta que crianças fiquem de cabelo preso. Em que isso influencia nas medidas de segurança?
A pediatra Rachel Mocelin afirma que o coronavírus pode aderir aos cabelos, acessórios como anéis e brincos. Por isso, é pedido que os cabelos fiquem presos e sejam evitados acessórios.

3 - Quando meu filho chegar em casa, como devo proceder em relação ao material e uniforme?
O recomendável, segundo o infectopediatra Leonardo Lence, é que a roupa seja tirada e lavada, e que os sapatos sejam deixados do lado de fora.

4 - Nas escolas públicas, quem vai verificar se as crianças não estão trocando as máscaras entre si?
A Sedu informou que dará seguimento às orientações para as equipes gestoras (diretores de escolas) da rede estadual, amanhã, durante uma reunião, quando, também, fará esclarecimentos de possíveis dúvidas, para que as escolas deem suporte às famílias que precisarem de informações.

5 - O que será feito caso um aluno seja diagnosticado com Covid?
De acordo com as regras já estabelecidas pelo Estado, em caso de confirmação do novo coronavírus na comunidade escolar ou acadêmica, deve-se adotar o isolamento domiciliar por 14 dias ou pelo tempo determinado pelo médico, podendo haver o retorno às atividades após esse período, desde que a pessoa esteja assintomática.

Nesses casos, a instituição de ensino deverá entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica ou Vigilância em Saúde do município e com a Equipe de Saúde da Atenção Primária para definição dos métodos de rastreamento de contatos do caso e dos parâmetros para adoção de medidas de proteção, como suspensão de aulas da classe ou de toda escola.

6 - A criança pode beber água diretamente do bebedouro?
Deve-se evitar utilizar os bebedouros de forma direta na torneira, devendo ser providenciada outra forma para retirada da água.

7 - As escolas vão aferir a temperatura dos estudantes?
As escolas devem dispor de termômetro apropriado para aferir a temperatura corporal de alunos e funcionários, de acordo com as regras do governo. Deve ser considerada febre temperatura corporal a partir de 37,8°C.

8 - Nas creches, crianças menores de 2 anos devem usar máscara?
Segundo as regras estabelecidas pelo governo do Estado, crianças de 0 a 2 anos não devem utilizar máscaras.

9 - Quantas crianças podem estar no mesma sala nas instituições de educação infantil?
As instituições devem formar grupos fixos com o menor número possível de crianças, sendo recomendado, no máximo, 10. Não é permitindo contato próximo entre alunos de diferentes grupos, usando para isso a adequação da estrutura física e o replanejamento do uso dos espaços do local.

10 - Quem vai fiscalizar o uso de máscara e a troca?
Será preciso que as instituições estabeleçam estratégias adequadas para troca das máscaras pelos estudantes e prestar a devida assistência e supervisão do uso de máscaras por crianças, em especial as que apresentarem algum tipo de dificuldade.

11 - Na educação infantil, poderão ser usados brinquedos?
Deve-se realizar a higienização adequada de brinquedos, tapetes de estimulação e de todos os objetos antes do início das aulas de cada turno, devendo ser utilizados agentes de limpeza e desinfecção adequados para a finalidade e de acordo com a legislação vigente. Brinquedos ou quaisquer outros objetos que não podem ser higienizados devem ter o uso suspenso.

Leiliani Henrique tem dúvida sobre o filho, Pedro, que é asmático
Leiliani Henrique tem dúvida sobre o filho, Pedro, que é asmático |  Foto: Acervo pessoal
12 - Os laboratórios poderão ser usados?
Apenas nos casos em que o professor considerar essencial, observando as recomendações de distanciamento físico, higienização adequada do ambiente e dos equipamentos após a aula prática, uso e higienização adequada de equipamentos de proteção como jaleco, óculos e luvas, que não devem ser compartilhados.

13 - Como será feita a higiene das mãos?
As mãos devem ser lavadas um minuto quando aluno chegar à escola, sair do ônibus, voltar do recreio, tocar superfícies (maçanetas, corrimões, botões e interruptores), após tossir, espirrar e/ou assoar o nariz, usar o banheiro, manipular alimentos, dentre outros momentos.

14 - A dúvida da auxiliar administrativa Leiliani Henrique, 39, é sobre a situação do filho Pedro, 10 anos, que tem asma. “Ele pode voltar para sala?”.
A pediatra Rachel Mocelin afirmou que o ideal é que crianças com doenças prévias sejam avaliadas pelo médico que já o acompanha para avaliar o grau de comorbidade e seu fator de risco para a Covid-19.

De acordo com as regras estabelecidas pelo Estado, em agosto, “as instituições de ensino deverão priorizar atividades educacionais não presenciais para estudantes pertencentes aos grupos de risco”.
 

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