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Hospital vai importar medicamentos e suspende leitos de UTI

| 18/06/2020 23:06 h

Hospitais do Sul do estado estão com dificuldades para adquirir medicamentos para o tratamento do coronavírus. Nesta quinta-feira (18), o Hospital Evangélico anunciou que bloqueou dois leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Itapemirim enquanto providencia a importação de remédios, pois não encontra os produtos no mercado nacional.

O Hospital Evangélico e a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim alertaram que não há mais leitos de UTI desocupados.

O Evangélico informou que nem oferecendo pagamento antecipado está conseguindo comprar o medicamento.

“Não é porque o hospital não tem dinheiro. O problema é que a demanda de atendimento no Covid-19 está grande demais e a indústria não tem como fornecer esses medicamentos”, relatou o superintendente do hospital, Wagner Medeiros.

Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim
Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim |  Foto: Divulgação/Hospital Evangélico

Entre os medicamentos em falta estão relaxantes musculares e anestésicos. “Isso aconteceu na Itália em proporções muito maiores. Também ocorreu na Espanha, no Reino Unido. As autoridades já vinham alertando que faltariam recursos para atender a demanda se a pandemia atingisse um número grande de pessoas”, destacou.

De acordo com o Hospital Evangélico, dos 20 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 em Itapemirim, 18 estão ocupados e dois bloqueados.

A Santa Casa também alertou que todos os 27 leitos de UTI destinados ao tratamento de coronavírus estão ocupados. A instituição enfatizou que encontra dificuldades para adquirir medicamentos, mas esforça para que o tratamento dos pacientes não seja prejudicado.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirmou que apesar do Hospital Evangélico ser uma instituição filantrópica e não é gerido pelo governo fará empréstimo, em caráter excepcional, de medicamentos.

Ressaltou que a falta de remédios é um problema nacional, mas destacou que nas unidades hospitalares estaduais não tem falta de medicamentos.

A Sesa disse ainda que assinou termo de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para adquirir esses produtos em outros países.

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