Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Doutor João Responde

Doutor João Responde

Colunista

Dr. João Evangelista

Os tipos da perda de memória e as suas causas

| 10/12/2019, 07:54 07:54 h | Atualizado em 10/12/2019, 07:56

Esquecemo-nos sempre de lembrar as alegrias, mas nunca nos lembramos de esquecer os sofrimentos. O ressentimento tem melhor memória que o sentimento.

Não se lembrar de onde guardou um documento, esquecer o que pretendia procurar no armário ou ter dificuldade em recordar um número de telefone. Todos nós sofremos com episódios de esquecimento. Entretanto, há uma diferença entre perda de memória leve, decorrente de processos normais, e a amnésia progressiva ou extrema, devido a enfermidades.

Perda de memória costuma iniciar repentinamente ou aproximar-se lentamente. Ela pode ser permanente ou temporária, afetando a capacidade da pessoa de lembrar eventos recentes, passados, ou ambos.

O cérebro sofre processos de involução fisiológica. Vários neurônios morrem todos os dias. Entretanto, a célula nervosa, que antes fazia determinadas conexões, aumenta suas sinapses com o envelhecimento. Nessa faixa ocorre o ápice de funcionamento cognitivo, época em que a qualidade supera a quantidade.

A sede da memória localiza-se no hipocampo cerebral. O mau funcionamento dessa estrutura provoca perda temporária de memória, fazendo a pessoa se esquecer de coisas triviais, como chamar um elevador ou dirigir, por exemplo.

Em casos de amnésia temporária, o indivíduo pode ficar perdido ou desorientado em lugares familiares, sem referência de tempo e espaço. Ele reconhece os outros, sabe quem é quem, mas não faz a menor ideia de onde, como, ou por que está ali, mesmo que esteja em sua própria casa.

Felizmente, depois da crise, a memória volta ao normal. Porém, tudo o que foi vivido durante o esquecimento, não será lembrado, deixando a pessoa com uma lacuna na memória.

Existem várias situações que cursam com a perda da memória. Vamos citar algumas delas: o uso abusivo de álcool tem sido reconhecido como um fator que provoca perda de memória. Fumar também produz amnésia. O cigarro reduz a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, favorecendo um processo de degeneração das células nervosas.

Drogas recreativas ilícitas, como cocaína ou heroína, podem alterar a química cerebral, aumentando o risco de falhas na lembrança.

Ansiedade e depressão interferem na atenção e concentração, podendo afetar a memória. Diante de um trauma emocional, a mente acelera, alterando a capacidade de lembrar.

Medicamentos que lidam diretamente com o sistema nervoso central podem comprometer a cognição, gerando amnésia.

Além de reduzir a atenção do paciente, eles também provocam mudanças no fluxo normal dos neurotransmissores, liberando neurotoxinas, diminuindo a consciência, fatores que podem determinar alterações na memória de curto prazo. Drogas como antidepressivos, antialérgicos, ansiolíticos e relaxantes musculares, por exemplo, podem interferir na capacidade de lembrar.

Doenças, como os acidentes vasculares cerebrais costumam gerar perda da memória. Nesses casos, o fornecimento de sangue ao cérebro é interrompido devido a obstrução ou rompimento de um vaso sanguíneo que nutre a massa encefálica, produzindo amnésia parcial ou total.

Demência é uma perda progressiva da memória e de outros aspectos do pensamento, suficientemente graves para interferir nas funções diárias. Apesar de existirem muitas causas de demência, incluindo vascular, abuso de drogas ou álcool, a mais comum e familiar é a Doença de Alzheimer, enfermidade caracterizada por uma perda progressiva dos neurônios.

Sono também é importante para a memória. Dormir pouco gera cansaço, o que interfere na capacidade de consolidar e recuperar informações.

Tranquilidade é um bem que ninguém pode conceder a quem não consegue conquistá-la pelas suas próprias mãos.

MATÉRIAS RELACIONADAS