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Doutor João Responde

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Colunista

Funções do ferro no organismo

| 06/10/2020, 08:29 08:29 h | Atualizado em 06/10/2020, 08:39

O ferro é conhecido como nutriente essencial, desde 1860, e até hoje o interesse pela anemia causada por ele continua imbatível. O ferro é o mineral mais estudado e descrito na história. Sendo o quarto elemento mais abundante no planeta, perdendo apenas para o oxigênio, silício e alumínio, o ferro é encontrado em todos os seres vivos, e está distribuído por todos os alimentos.

Suas principais fontes são as carnes e vísceras, mas está presente também em muitos alimentos de origem vegetal, como leguminosas e nozes, grãos, cereais, vagens e folhas.

A importância do ferro resulta de suas propriedades físicas e químicas, principalmente da capacidade de participar das reações de oxidação e redução, como é o caso das enzimas envolvidas no processo de respiração celular.

Na hemoglobina, o ferro atua como vetor de oxigênio, formando com ele uma combinação facilmente dissociável, permitindo que o oxigênio transportado seja cedido aos tecidos na medida das suas necessidades. Além disso, ele serve de catalisador da oxidação, nas células e nas moléculas livres, intervindo em numerosas reações, por meio das quais se libera energia dos constituintes alimentares.

Existem evidências de que o ferro também pode desempenhar um papel na conversão de caroteno em vitamina A, processo vital na produção de colágeno e elastina, dois componentes necessários na integridade do tecido conjuntivo, na síntese de purinas e na desintoxicação de drogas no fígado e na síntese e regulação de vários neurotransmissores cerebrais.

A resposta à questão de se o estado do ferro tem efeito sobre a imunidade, e assim sobre a susceptibilidade à infecção, ainda não está clara, apesar de fazer parte integrante de enzimas necessárias para a destruição de organismos infecciosos.

Sendo um nutriente indispensável à vida, o ferro atua na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as partes do corpo.

O organismo humano recebe ferro de fonte exógena, proveniente dos alimentos ingeridos, e endógena, proveniente da destruição das hemácias, que libera esse metal para ser reutilizado pelo corpo.

A deficiência de ferro pode ocorrer em pessoas com privação ou por má absorção desse mineral.
Deficiência de ferro pode causar astenia, fadiga, irritabilidade, sonolência, redução da capacidade de aprendizado, falta de ar e tontura. Além disso, a carência desse metal contribui para déficits cognitivos, incluindo menores desempenhos neuropsicológicos em crianças, adolescentes e adultos.

Algumas descobertas recentes indicam que a deficiência precoce de ferro, ocorrida na primeira infância, pode causar consequências neuropsicológicas graves e irreversíveis.

Felizmente, a reposição de ferro de forma adequada na fase pré-escola e em crianças mais velhas, parece melhorar o desempenho cognitivo.

Navegando na hemoglobina, o oxigênio vai se “ferrando”. Alimentada por esse ferruginoso sangue, o corpo não “enferruja”.

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