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Doutor João Responde

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Colunista

Dr. João Evangelista

Chorar atenua o sofrimento

Coluna foi publicada nesta terça-feira (02)

Dr. João Evangelista | 02/04/2024, 10:26 10:26 h | Atualizado em 02/04/2024, 10:26


Imagem ilustrativa da imagem Chorar atenua o sofrimento
O choro é um efeito fisiológico que acontece durante estados emocionais como medo, tristeza, depressão, dor, saudade, raiva, aflição, entre outros |  Foto: © Divulgação/Canva

Durante o doloroso velório de minha mãe, cachoeiras de lágrimas queimavam meus olhos e inundavam as cavidades da minha face com fluidos aquosos, provocando obstrutivos suspiros. Sob forte estresse, minha mente, de maneira desorganizada e fragmentada, vagava, enquanto meu alquebrado corpo respondia com sudorese, palpitação e fraqueza.

Lágrimas são palavras de um sentimento calado. Silenciosas, elas não doem; o que machucam são os motivos que rolam com elas.

O choro é um efeito fisiológico que acontece durante estados emocionais como medo, tristeza, depressão, dor, saudade, raiva, aflição, entre outros.

O sistema límbico, responsável pelos sentimentos, associa um estímulo emotivo com aqueles que já temos guardados, gerando respostas, sendo que uma delas é o choro. Em outras situações, como um cisco no olho, por exemplo, o sistema nervoso central contrai a glândula lacrimal, auxiliando o processo de defesa.

O pranto é uma forma de comunicação causada por uma emoção que não cabe no organismo.

Enquanto a pessoa chora, a glote tenta permanecer aberta. O esforço para fechá-la cria uma sensação de “nó na garganta”. Outros efeitos do choro são os tremores nos lábios, a secreção nasal e a voz estridente.

Quando nascemos, o primeiro som emitido pelo corpo é o choro. O bebê que chora ao nascer é considerado saudável. Ao longo da vida, entretanto, o ato de chorar traduz sentimentos negativos, já que muitas vezes o fazemos para demonstrar tristeza.

Apesar disso, chorar faz bem. As lágrimas possuem funções fisiológicas, além de demonstrar que estamos chorando. Cada lágrima desempenha um papel específico na manutenção da saúde física e mental.

As lágrimas que lubrificam os olhos são denominadas filme lacrimal. Originadas das glândulas lacrimais, elas são responsáveis pela produção do componente aquoso que, ao se juntar com a mucina, gera uma camada protetora ocular.

Depois de produzidas e espalhadas pelos olhos, graças aos movimentos das pálpebras, as lágrimas percorrem pequenos canais, desaguando no nariz, onde evaporam ou são reabsorvidas.

O pranto emocional carrega hormônios, como a ocitocina, que auxilia na redução dos níveis de cortisol, esse hormônio do estresse. Essa relação é responsável por transmitir a sensação de calma após uma crise de choro.

Sendo também um fenômeno emocional, o choro serve como mecanismo de comunicação, indicando vulnerabilidade e necessidade de ajuda. Pessoas que expressam suas emoções têm uma probabilidade maior de receber acolhimento e, portanto, maior chance de sobreviver em situações adversas.

Mesmo um ator, quando necessita chorar, recorre mentalmente a imagens que geram emoções, em vez de ordenar aos olhos para verter lágrimas.

Expressando vulnerabilidade, o choro cria empatia e compaixão. Não sabendo falar, o recém-nascido chora, experimentando sua solidão acompanhada. Alimentado pelo tempo, ele cresce e descobre que o maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

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