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Doutor João Responde

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Colunista

Dr. João Evangelista

A guardiã que protege o cérebro

| 13/10/2020, 10:48 10:48 h | Atualizado em 13/10/2020, 10:50

O cérebro analisa todos os estímulos que vêm dos órgãos internos, da superfície corporal, dos olhos, ouvidos, nariz e da boca. Ele responde a esses estímulos corrigindo a postura corporal, o movimento dos membros e a frequência de funcionamento das estruturas internas.

O cérebro também pode determinar o humor e os níveis de consciência e alerta.

Nenhum computador se equipara à capacidade desse notável órgão humano, mas essa sofisticação tem um preço: o cérebro necessita de nutrientes, de forma ininterrupta, e clama por uma quantidade elevada de fluxo sanguíneo e oxigênio de modo contínuo.

Um corte no fornecimento de sangue ao cérebro, durante alguns segundos, implica em perda de consciência. A falta de oxigênio ou níveis de glicose baixos pode resultar em menos energia para o cérebro, provocando injúria rapidamente.

Felizmente, ele está protegido por vários mecanismos que são capazes de evitar tais problemas.

Caso a quantidade de sangue que chega ao cérebro baixar, ele ordena ao coração de imediato que aumente a frequência e contratilidade para, assim, bombear mais sangue.

Se a glicose diminuir demais, o cérebro sinaliza as glândulas suprarrenais para liberar adrenalina, substância que estimula o fígado a liberar os açúcares armazenados.

O cérebro é guardado a sete chaves por uma área de interação denominada barreira hematoencefálica.

Neste sistema de segurança, os vasos sanguíneos cerebrais são alinhados com células endoteliais, que servem de interface entre o sangue circulante e a parede do vaso. Estas células estão bem próximas, criando um limite quase impermeável entre o cérebro e a circulação sanguínea.

A barreira hematoencefálica limita os tipos de substâncias que podem chegar ao cérebro. Vários medicamentos e a maior parte das proteínas não podem chegar nele.

Alguns fármacos, como antidepressivos, são criados para que possam ultrapassar a barreira.

Apesar de algumas substâncias necessárias pelo cérebro, como açúcar e aminoácidos, não ultrapassarem facilmente essa fronteira, os sistemas de transporte da barreira hematoencefálica auxiliam para que elas cheguem ao tecido cerebral.

Quando surgem infecções ou tumores, a barreira hematoencefálica se torna permeável. Nessas situações, algumas substâncias, como alguns antibióticos, tornam-se capazes de atravessar essa fronteira.

As funções do cérebro são admiráveis e misteriosas. É nele que pensamentos, recordações, comportamentos e humores se formam.

Além de ser o local do raciocínio e da inteligência, o cérebro é o centro de controle de todo o corpo. Ele coordena as habilidades de mover-se, tocar, cheirar, provar, ouvir e ver.

O cérebro permite formar a linguagem, a fala e a comunicação, compreender e fazer operações numéricas, compor e apreciar música, visualizar e entender formas geométricas, planejar, imaginar, fantasiar, sofrer e amar.

Diante do frio da razão, ele costuma abrir suas portas, ansiando pelo calor da emoção.

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