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Vida de agricultoras do Estado vira filme

Curta-metragem produzido no Estado será lançado, hoje no Dia Internacional da Agricultura Familiar, em formato digital

Isabella de Paula, do jornal A Tribuna | 25/07/2022 14:25 h

Agricultora, Selene Hammer Tesch
Agricultora, Selene Hammer Tesch |  Foto: Divulgação
 

Agricultura sustentável e sem veneno. Este é o tema central do novo curta-metragem capixaba Ecos da Terra, dirigido por Ursula Dart. 

Com lançamento marcado para hoje, Dia Internacional da Agricultura Familiar, a obra pode ser assistida em formato digital. 

A narrativa acompanha a trajetória de oito mulheres envolvidas com a agroecologia, saúde e movimentos sociais. 

São elas: Maria José, Marijane e Ana Flavia Luck, Erenilda Luzia Guio, Flavia dos Santos, Joselma Maria Pereira, Josiane Machado e Selene Hammer Tesch.

Com 50 minutos de duração, o filme mostra a escolha de cada uma dessas personagens por um movimento contrário à forma atual de produção e consumo, abrindo mão do uso de agrotóxicos em prol do meio ambiente e da saúde humana.

Diretora da produção capixaba, Ursula Dart  revela como o projeto começou a ser desenvolvido. “Quando meu filho fez 1 ano, comecei a pensar sobre sua alimentação e me deparava no supermercado com muitos alimentos produzidos com agrotóxicos, poucos não tinham”, comenta.

Ursula Dart disse que pensamento sobre alimentação do filho, quando ele fez 1 ano, foi decisivo como inspiração
Ursula Dart disse que pensamento sobre alimentação do filho, quando ele fez 1 ano, foi decisivo como inspiração |  Foto: Divulgação
 

Com o interesse, Dart apresentou novas abordagens dentro do contexto da agroecologia. 

“Nós queríamos percorrer o Estado para entender as  dificuldades de cada região do Espírito Santo na produção de alimentos. Focamos na agroecologia pensada por mulheres  que têm outra perspectiva na relação com à terra, de norte a sul”, explica. 

Para a agricultora Joselma Maria Pereira, que reside há 25 anos no assentamento Vale da Esperança, em Santa Teresa, a agroecologia envolve muito mais do que a sustentabilidade. 

“Eu trabalho produzindo comida, tenho uma diversidade de produção, mas, além disso, ela também é um espaço de terapia”, diz.

Joselma destaca a importância do trabalho documental. “O filme mostra que as  camponesas têm um papel importante na produção de alimentos. É um instrumento para começarmos a debater sobre a agroecologia ”, destaca.

Produtora reclama da falta de incentivo

Apesar de mais sustentável, a produção de alimentos que foge à lógica de grande escala é uma alternativa que ainda carece de incentivos públicos.

A agricultora e assistente social Joselma Maria Pereira, de 53 anos, beneficiária da reforma agrária, conheceu a agroecologia em 2018, após desenvolver um problema de saúde e necessitar de uma nova forma de renda.

Com os próprios recursos, ela conseguiu preparar a terra para o plantio de alguns tipos de vegetais. “Com recursos próprios, fomos pensando nas alternativas, depois do meu problema de saúde. Comecei a preparar a terra com base na agroecologia, preservando o meio ambiente, evitando o uso de agrotóxicos e poluição”, conta.

Contudo, apesar de viver da agricultura familiar, hoje, Joselma conta com muitos obstáculos em relação a investimentos públicos, em especial para pequenos produtores familiares, como ela. 

“Infelizmente, vivemos hoje com poucos investimentos públicos. A agenda neoliberal busca incentivar a privatização e estimular o consumo de grandes empresas, enquanto as pessoas que vivem de pequenos negócios, perdem cada vez mais espaço e oportunidades.”

SAIBA MAIS

Estreia Ecos da Terra

Quando: hoje, na plataforma digital YouTube.

Sinopse: O filme conta a história de oito mulheres do Espírito Santo que escolheram a agroecologia como forma de vida. 

Duração: 50 minutos.

Como assistir:  preencher um formulário da produtora, que disponibiliza o acesso pelo e-mail cadastrado. https://bit.ly/3cGtt0M

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