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“Pode haver reinfecção pela ômicron?” Médicos esclarecem

A pedido de A Tribuna, especialistas dão respostas aos principais questionamentos das pessoas com relação à nova variante da covid

Camila Lima, do jornal A Tribuna | 18/02/2022 15:09 h | Atualizado em 18/02/2022, 16:00

Presente em mais de 110 países, a variante ômicron tem chamado a atenção por sua alta transmissibilidade e pela explosão no número de casos de covid-19 no Brasil e no mundo.

Por conta disso, médicos e especialistas ouvidos pela reportagem tiraram dúvidas sobre essa variante que fez o Espírito Santo saltar de 9 mil casos de covid, registrados em dezembro, para mais de 260 mil em janeiro, segundo o Painel Covid-19, do governo do Estado. 

Foi justamente em dezembro (no dia 22), segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por nota, que foi confirmada a transmissão comunitária (quando não é possível definir a origem da transmissão) da variante ômicron em território capixaba.

Uma das principais dúvidas que têm surgido, principalmente entre quem se infectou, é se quem pegou a ômicron pode ser novamente contaminado pela variante.

“Pesquisas mostram que há possibilidade de reinfecção, apesar de ser mais raro ocorrer. E quem pegou a delta ou outra variante tem mais chance de pegar a ômicron. Digamos assim, reinfecção pela mesma variante é mais difícil, mas reinfecção por variantes diferentes é mais fácil”, explica o doutor em Imunologia Daniel Gomes.

Os especialistas dizem que já existem subvariantes da ômicron, que podem levar a novas infecções.

Segundo a infectologista Fernanda Foreque, do Hospital São José, o que tem se observado com a  ômicron, em relação às demais variantes, é que os sintomas são mais leves. “Temos visto ainda mais dor de garganta, rouquidão e coriza”.

Quanto à dúvida sobre possíveis sequelas da ômicron, a pneumologista Jessica Polese explica que ainda não há estudos que comprovem esse risco. “A impressão que temos é que, quanto mais leve a doença, menor a chance de complicações e sequelas”, disse.

“A vacina sempre vai diminuir a gravidade da doença. Fica aí a necessidade de vacinar”, frisa Jessica.

A médica pneumologista e intensivista Dyanne Moyses, da Rede Meridional, ressalta que, dentre as variantes, a ômicron é a mais transmissível e menos agressiva.

“Mas não sabemos do que as variantes são capazes. É um erro pensar que as próximas variantes serão menos agressivas, porque não sabemos a capacidade que o vírus tem de mudar e se tornar mais agressivo novamente”.

O advogado João Paulo Ribeiro Pereira, 27, foi infectado duas vezes pela covid
O advogado João Paulo Ribeiro Pereira, 27, foi infectado duas vezes pela covid |  Foto: Leone Iglesias/AT
 

Preocupação com sequelas

Um ano após ter sido infectado pela covid, o advogado João Paulo Ribeiro Pereira, 27, novamente foi contaminado, em meados de janeiro deste ano. Ele acredita que tenha sido infectado pela variante ômicron, já que os sintomas foram diferentes da primeira infecção.

“Senti mais dor de garganta, tosse e o nariz congestionado. Na primeira vez, tive muito cansaço, febre e perdi olfalto e paladar. Tomei as duas doses da vacina antes de ter o vírus, e a terceira dose após ter melhorado. Entre as dúvidas que tenho é se há algum estudo que indique as sequelas que posso ter por conta da variante ômicron”.


TIRE SUAS DÚVIDAS


Quem já se infectou com ômicron pode pegar a variante de novo?

Segundo o doutor em Imunologia Daniel Gomes, pesquisas mostram que há possibilidade de reinfecção, apesar de ser mais raro ocorrer.

Pessoas que foram infectadas neste ano relatam sintomas mais leves. O que pode levar a isso?

Segundo a infectologista Fernanda Foreque, tanto a vacina quanto a evolução do vírus têm levado a sintomas mais leves.

Qual o tempo de incubação da doença pela ômicron?

Em média, após três a cinco dias de contato, a pessoa começa apresentar sintomas, segundo a pneumologista Dyanne Moyses. 

Se a pessoa estiver sem sintoma nenhum, no 5º dia deve fazer o teste e, se der negativo, pode sair do isolamento. Se tiver sintomas, espera para fazer o teste no 7º dia (mas sem sintomas), porém, se ainda tiver sintomas, tem de esperar o 10º dia.

As máscaras são inúteis contra a ômicron?

Nunca. A pneumologista Jessica Polese afirma que a máscara é o que protege contra a covid, todas as variantes e ainda da influenza (gripe).

Há diferenças de sintomas da ômicron para outras variantes?

Segundo a infectologista Fernanda Foreque, o que tem se observado com a  ômicron é que os sintomas são mais leves, como dor de garganta, rouquidão e coriza.

Quem se infectar com a ômicron terá sequelas?

A pneumologista Jessica Polese explica que ainda não há estudos que comprovem sequelas. Segundo ela, a impressão é que, quanto mais leve a doença, menor a chance de complicações e sequelas. 

A ômicron é mais agressiva?

O doutor em Imunologia Daniel Gomes explica que não existem evidências de que ela seja mais grave, porém  é mais transmissível, se comparada com a variante delta. Mas Daniel ressalta que  ocorrer menos mortes pela ômicron do que pela delta tem relação com a adesão vacinal.

Vacina protege contra ômicron?

A pneumologista Dyanne Moyses explica que, por meio das vacinas, as pessoas têm quadros mais leves da doença. Só que, a cada variante, os anticorpos induzidos tanto pela doença quanto pela vacina diminuem. Por isso, a necessidade da dose de reforço.

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