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O que os adolescentes acham do próprio corpo

Em Vitória, número de estudantes de 13 a 17 anos que se considera muito magro ou muito gordo passou de 38% para 51,6%

Isabella de Paula, do jornal A Tribuna | 16/07/2022 16:24 h

A dona de casa Sandra de Mattos acompanha rotina de atividades físicas da filha Thamyris Silva Berger, 17 anos, que se achava muito magra.
A dona de casa Sandra de Mattos acompanha rotina de atividades físicas da filha Thamyris Silva Berger, 17 anos, que se achava muito magra. |  Foto: Leone Iglesias/AT
 

Seja por excesso ou falta de peso, mais da metade dos adolescentes com idade entre 13 e 17 anos, do 9º ano do ensino fundamental, está insatisfeita com o próprio corpo. 

Foi o que revelou a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2009 e 2019. 

Em Vitória, o número de estudantes que se autodefiniram em um dos dois extremos, muito magro ou muito gordo, variou de 38%, no começo do estudo, até superar metade da população estimada em 2019, com 51,6%. 

Desse percentual, quando comparado por gênero e tipo de escola, no final da década de  2010 houve uma maior queixa de magreza ou magreza extrema entre o sexo masculino (30,6%) e alunos de escola pública (29,3%). 

 Segundo Mariana Esteves, psicóloga especialista em comportamento alimentar,  a adolescência é uma fase sensível do desenvolvimento humano. 

“Podemos considerar a adolescência como uma fase sensível em que há a formação e maturação de muitos conceitos e crenças tanto sociais quanto sobre si – o que torna ainda mais urgente atenção a esse tema”, comenta. 

A especialista diz que  um fator que está  relacionado a essa   insatisfação crescente de adolescentes com o corpo  são as redes sociais.

“Quando recorremos à literatura, observamos que a insatisfação com o corpo está cada vez mais relacionada ao consumo das mídias sociais. Hoje, os jovens passam muito tempo conectados e  a velocidade e quantidade de compartilhamentos de conteúdos só cresce”, comenta.

 Mariana Esteves destaca que essa queixa   pode desenvolver transtornos alimentares e psicológicos nesses jovens, como a ansiedade e a depressão.

A psicóloga clínica Monique Nogueira ressalta que os padrões hoje estão cada vez mais dinâmicos. Por isso, o que é padrão de beleza nesse momento, pode não ser o mesmo no mês que vem.

Ela alerta que a busca por uma padronização do corpo pode levar os adolescentes a situações de abuso. “Vivemos um período muito exigente com o corpo, que levam muitos jovens a se colocarem em situações de abuso, abusam deles mesmos para alcançarem um padrão”.

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Pesquisa

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe)  busca identificar informações que possam contribuir com o maior conhecimento de fatores de risco e proteção à saúde de jovens estudantes. Os dados  foram observados durante uma década, de 2009 a 2019.

1) Bullying

Estudantes que já sofreram com a prática

200932,2%

2015  43,4%

201938,7%

- Em vitória, houve um salto no percentual de alunos que sofreram bullying de 2009 a 2015.

- Em 2019, houve queda desse número.

2) Insatisfação com imagem corporal

Mais da metade dos adolescentes  se percebe magro ou com excesso de peso

200938,0%

201951,6%

- No final da década de 2010, a autopercepção de magreza ou magreza extrema atingiu mais o sexo masculino (homem: 30,6%; mulher: 27,3%). 

- Principalmente alunos de escola pública (pública: 29,3%; privada: 28,3%).

Fonte: IBGE

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