Fãs de K-pop podem aprender coreano de graça em plataforma do MEC
Novidade permite que estudantes aprendam do zero desde o alfabeto oficial, o Hangul, até expressões usadas no cotidiano
O fenômeno do K-pop e da gastronomia sul-coreana ganhou um reforço de peso na área da educação no Brasil. Impulsionado pelo interesse da população pela cultura do país asiático, o Ministério da Educação (MEC) passou a ofertar o curso de coreano de forma gratuita.
A novidade permite que estudantes aprendam do zero desde o alfabeto oficial da língua, o Hangul, até expressões do cotidiano. O curso chega para a plataforma Idiomas, que já possui aulas consolidadas como inglês e espanhol.
O curso conta com seis níveis, que começam no A1 e vão até o nível C1. Ele contém de quatro a seis módulos com 10 a 15 aulas por módulo. A plataforma ainda disponibiliza cerca de 800 aulas.
Para participar, o interessado deve entrar no portal ou aplicativo Gov.br e acessar o MEC Idiomas.
Segundo o Ministério da Educação, as aulas propõem atividades interativas, exercícios de escrita e pronúncia, além de videoaulas com expressões do cotidiano.
Os estudantes também possuem acesso às ferramentas de teste de proficiência, trilha de aprendizagem (aula e reforço), teste ao fim dos módulos, recurso de fala e prática, agente de inteligência artificial para dúvidas e prática de conversação.
O presidente do Instituto Coreano do Espírito Santo, Sam Youl Cho, destaca que essa é uma ótima oportunidade para aqueles que se interessam pela cultura oriental.
“O trabalho do MEC é uma generosa oportunidade para os jovens se interessarem por uma cultura diferente, como a coreana. Por isso, tenha máxima atenção nas primeiras aulas de gramática, elas são de suma importância”.
A comunicóloga Alice Souza Raimondi, de 23 anos, é uma grande fã da cultura coreana. “Em 2014, encontrei videoclipes de grupos de K-pop e fiquei interessada nas produções dos vídeos e das séries. Sempre tive vontade de entender, na íntegra, o que as músicas e os personagens diziam, incluindo as nuances da língua que muitas vezes se perdem nas traduções”, explicou.
“Acredito que ter uma plataforma acessível em português, voltada para o público brasileiro, seja um avanço maravilhoso, já que amplia as oportunidades de aprendizado e torna o estudo da língua coreana mais acessível”.
Curiosidades
- O sistema de escrita coreano é chamado de Hangul. Foi criado em 1443 e apresentado oficialmente em 1446, por iniciativa do rei Sejong, com o objetivo de tornar a leitura e a escrita mais acessíveis à população.
- Diferentemente do português, em que as letras são escritas em sequência, no coreano elas são agrupadas em blocos. Cada bloco representa uma sílaba.
- Antes do Hangul, os coreanos usavam caracteres chineses chamados Hanja, que eram difíceis e acessíveis apenas para a elite.
- O rei Sejong buscou o novo sistema para alavancar a alfabetização e permitir que mais pessoas protocolassem reclamações, escrevessem cartas e mantivessem registros.
- Tradicionalmente, os textos coreanos eram escritos de cima para baixo, com as colunas organizadas da direita para a esquerda. Atualmente, a escrita horizontal, da esquerda para a direita, é predominante.
- O hangul não possui parentesco direto comprovado com nenhuma outra família linguística principal.
- As consoantes do Hangul foram criadas para imitar a forma e a posição da boca e da língua quando se emite cada som.
- A ordem padrão da frase em coreano é sujeito - objeto -verbo, ou seja, o verbo principal sempre aparece no final da frase.
Fonte: Pesquisa AT.
Curso de coreano
Aulas: Contém de quatro a seis módulos por nível, cada um com 10 a 15 aulas. A plataforma disponibiliza cerca de 800 aulas.
Níveis: Os módulos estão organizados em seis níveis, sendo eles do A1, ao C2.
Aulas com vídeo farão parte da experiência de aprendizagem. Nelas, expressões em coreano serão apresentadas com a tradução em português.
MEC Idiomas
Ferramentas: Teste de proficiência, trilha de aprendizagem (aula e reforço), teste ao fim dos módulos, recurso de fala e prática e agente de inteligência artificial para dúvidas e prática de conversação.
Fonte: Ministério da Educação (MEC) e Agência Brasil.
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