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Como controlar os sentimentos com os ataques nas redes sociais

| 05/08/2021 19:58 h | Atualizado em 05/08/2021, 22:30

Ícones de aplicativos de celular
Ícones de aplicativos de celular |  Foto: Divulgação

As redes sociais surgiram para aproximar as pessoas promovendo a interação por meio de um simples clique, mas nem todas as interações na internet são positivas. As mídias sociais e plataformas digitais também abrem espaço para o Cyberbullying, a prática da intimidação, humilhação e perseguição em ambientes virtuais.

A cantora Walkyria Santos e o filho, de 16 anos
A cantora Walkyria Santos e o filho, de 16 anos |  Foto: Reprodução/Instagram
Essa prática pode levar ao desenvolvimento de diversos problemas emocionais às vítimas, como aconteceu no caso do adolescente Lucas Santos, de 16 anos, filho da cantora Walkyria Santos. O menino tirou a própria vida nesta terça feira (03) após sofrer ataques e comentários homofóbicos na Internet por publicar um vídeo em uma plataforma digital.

Especialistas comentam que o bullying cibernético pode afetar pessoas de qualquer idade e causar impactos profundos na saúde mental das vítimas.

Depressão, ansiedade e até distúrbios alimentares podem ser desencadeados a partir de comentários negativos e críticas na internet.

"O agressor é uma pessoa frágil"

O médico psiquiatra Valber Dias Pinto comenta que o perfil do agressor é de uma pessoa frágil emocionalmente que precisa agredir as pessoas para se sentir melhor e se apoia no anonimato para cometer agressões.

"As pessoas que cometem esse tipo de agressão geralmente têm uma fragilidade emocional muito grande e por conta disso cometem esses atos. São pessoas com baixa auto estima que precisam agredir os outros para se sentir melhor consigo mesmo e se escondem sob o véu da internet para cometer atos como esses", comentou.

O psiquiatra comenta que é necessário supervisionar o uso de internet, principalmente para crianças e adolescentes.

O psiquiatra Valber Dias diz que jovem tinha  sofrimento mental. “Mas o motivo do homicídio é difícil de explicar”
O psiquiatra Valber Dias diz que jovem tinha sofrimento mental. “Mas o motivo do homicídio é difícil de explicar” |  Foto: Divulgação
"A internet, assim como o mundo, tem coisas boas e coisas ruins. As crianças precisam de supervisão na internet do mesmo jeito que é na vida real. É preciso os pais estarem presentes e acompanharem enquanto os filhos navegam na internet", ponderou.

Valber, que é pai de uma menina de 9 anos, comenta que adotou medidas para estar mais próximo enquanto a filha navega na internet.

"Durante a pandemia, eu coloquei o computador da minha filha na sala para acompanhar de perto o que ela está fazendo na internet. É importante se interessar pelo que nossos filhos fazem e perguntar mais sobre a rotina deles na internet", comentou.

Para o psiquiatra, é necessário definir limites para o uso de internet e reservar um momento longe das telas.

Não temos como evitar que as crianças tenham contato com certas coisas na internet, afinal elas nasceram em uma geração muito conectada. Mas é preciso definir limites e supervisionar", comentou.

Diálogo aberto e participação

A psicóloga Camila Carvalho também comenta que é necessário que os pais mantenham um diálogo aberto e acompanhem mais de perto o que os filhos fazem na internet.

"É importante que os pais tenham um diálogo aberto com os filhos e procurem acompanhar o que acontece nas redes sociais e mídias das crianças e adolescentes. Quando estão mais próximos, é possível identificar mudanças de hábitos e comportamentos que possam afeta-los", explicou a psicóloga.

Ela comenta ainda que as redes sociais têm pontos positivos, mas também há o lado negativo. Segundo Camila, o imediatismo e a busca pela aprovação de outras pessoas podem afetar a saúde mental, ainda mais quando se trata de crianças e adolescente.

"Ao perceber mudanças no comportamento, é importante buscar uma proximidade maior e entender o que de fato está acontecendo sem julgar. Muitos pais tendem a menosprezar e não validar o que os filhos estão sentindo. Dar voz a eles mostra que o que eles estão passando tem importância. Sendo necessário, buscar a orientação de um profissional é muito importante", ponderou.

Para a psicóloga, a internet é um mundo de recortes que não transmitem a realidade como um todo e que críticas têm impacto amplificado.

"O impacto de um comentário negativo nas redes sociais é amplificado, porque não é apenas uma crítica, são várias. Um comportamento pode levar as pessoas a serem 'canceladas' por muito tempo. Isso traz consequências muito negativas à saúde mental de pessoas que não têm a maturidade necessária para saber lidar com tudo isso", completou.

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