Juliana Marins é encontrada morta no 4º dia de resgate; parque da Indonésia é fechado
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Equipes de buscas da Indonésia encontraram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 27 anos, que caiu durante trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok, na Indonésia.
Por conta das condições climáticas, o helicóptero não conseguiu chegar ao local onde a turista estava, mas a família informou nas redes sociais que o corpo da publicitária foi localizado no 4º dia de resgate na área, de geografia acidentada.
“Confirma-se a impossibilidade de seguir com helicóptero pela condição climática atual”, disse também a família por meio de publicação feita pelas redes sociais também na manhã desta terça-feira.
Embarque para Bali
Por meio do seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, o pai de Juliana, Manoel Marins, informou que estava embarcando para Bali.
“Graças a Deus, estamos embarcando agora para Bali. São aproximadamente 10 horas de voo”, disse.
Ele decidiu viajar rumo à Indonésia para acompanhar a operação no local. Na segunda-feira, 23, enfrentou dificuldades em Lisboa, em Portugal. Isso porque para chegar à Indonésia o voo precisa passar por Doha, no Catar, mas o aeroporto de lá estava fechado, por causa dos ataques do Irã e uma base militar dos Estados Unidos.
Fechamento do parque para colaborar com o resgate da brasileira
Para colaborar com a operação de resgate e manter a segurança dos visitantes, o Parque Nacional do Monte Rinjani anunciou que a rota para o pico Rinjani foi temporariamente fechada.
“Solicitamos a compreensão e cooperação de todas as partes para a suavidade destes esforços humanitários. Informações oficiais sobre a abertura do caminho serão comunicadas por meio do canal de comunicação do Parque Nacional Monte Rinjani”, informou por meio de publicação no perfil do parque no Facebook.
“As autoridades do parque vieram nos confirmar que fecharam o último trecho da trilha, onde estão sendo realizadas as operações de resgate”, disse também a família de Juliana por meio de publicação nesta terça-feira.
Por meio das redes sociais, o Parque Nacional do Monte Rinjani também informou sobre a dificuldade de acesso. “O helicóptero não pode acessar a parte de cima, devido a problemas climáticos”, publicou.
A operação de resgate é conduzida pela Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas) e também conta com o apoio de diversas equipes como o Escritório de Busca e Salvamento de Mataram, que tem publicado informações também sobre os trabalhos de busca e resgate.
Também na segunda-feira, o perfil criado pela família para compartilhar informações sobre o resgate de Juliana destacou que a equipe de resgate havia descido 400 metros. Mas estimavam que a localização de Juliana ainda era de 650 metros de distância. Ela acabou deslizando mais, estando mais longe do que estimaram anteriormente.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, pediu ao alto escalão do governo indonésio reforços no trabalho de resgate da turista brasileira que caiu na cratera de um vulcão, na Indonésia.
Conforme a pasta, desde que foi acionada pela família da turista, a embaixada do Brasil em Jacarta, capital do país asiático, mobilizou as autoridades locais para o envio de equipes de resgate para a área do vulcão.
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