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Qual é o melhor anticoncepcional?

| 22/10/2020, 15:25 15:25 h | Atualizado em 24/10/2020, 20:03

Os preservativos e as pílulas anticoncepcionais são os métodos contraceptivos mais comuns e populares entre os brasileiros. Entretanto, existem várias outras formas de evitar uma gravidez indesejada.

Anna Carolina Bimbato destaca que a escolha entre os variados contraceptivos deve ser individualizada
Anna Carolina Bimbato destaca que a escolha entre os variados contraceptivos deve ser individualizada |  Foto: Divulgação
Especialistas explicam que existem três tipos de contraceptivos: os comportamentais, como coito interrompido e tabelinha; os de barreira, como preservativos e diafragma; e os hormonais, que incluem pílulas, injeções e adesivos.

Alguns têm eficácia mais elevada que outros. Ainda assim, a escolha do melhor método a ser utilizado deve ser individualizada. A ginecologista e obstetra Anna Carolina Bimbato enfatiza que o que funciona para uma paciente pode não ser a melhor escolha para outra.

“Avaliamos se a pessoa quer engravidar, em qual momento, o objetivo da paciente, se existe alguma contraindicação e a eficácia do método”, afirma.

A ginecologista Maria Angélica Belonia explica que os métodos contraceptivos permitem uma vida sexual ativa com segurança e também cumprir outras funções.

“Muitas mulheres buscam para terem efeitos paralelos, como amenizar cólicas, diminuir sangramentos, reduzir cistos ovarianos e suavizar acne”, avalia Belonia.

Antes de iniciar qualquer anticoncepcional, o ideal é conversar com o ginecologista, que fará uma avaliação dos riscos e irá incluir a mulher nos critérios de elegibilidade para cada método.

A ginecologista e sexóloga Lorena Baldotto observa que muitas mulheres têm tido dúvidas quanto ao uso ou não de contraceptivos.

“O anticoncepcional foi um marco na revolução sexual feminina que deu poderes às mulheres inimagináveis há 50 anos. Porém, para algumas, os efeitos colaterais são ainda muito complicados de lidar”, destaca.


Opções disponíveis


Comportamentais - São os menos recomendados devido à alta taxa de falha.

1- Tabelinha: Baseia-se no ciclo menstrual para identificar o período fértil e, através da abstenção sexual nesse período, evitar uma gestação.

2- Billings: Tem como objetivo identificar o período fértil da mulher a partir da observação das características do muco cervical na entrada da vagina.

3- Coito interrompido: Quando o homem interrompe a penetração antes de ejacular. Ainda assim, há risco da mulher engravidar.

Barreira -  Além de evitar gravidez indesejada, alguns previnem doenças. Deve ser utilizado do início ao fim da relação sexual e seu mau uso aumenta o risco de ser ineficaz.

4- Preservativos: Uma das formas mais populares de contracepção por ser acessível e de fácil uso. O preservativo impede que os espermatozoides cheguem ao útero e fecundem um óvulo. Há versão masculina e feminina.

Diafragma barra esperma
Diafragma barra esperma |  Foto: Divulgação
5- Diafragma: Dispositivo em forma de abóbada que bloqueia a entrada do colo uterino para impedir a entrada de esperma no útero. Deve ser inserido antes do sexo e, após, permanecer por 6 horas. No total, não deve ficar mais de 24 horas. Usar com espermicida.

6- DIU de cobre: Dispositivo em forma de T que é colocado dentro do útero por médico. Validade de até 10 anos, mas pode ser retirado a qualquer momento. O método libera íons de cobre que imobilizam o esperma e dificultam a sua motilidade, mas não inibe a ovulação. Ainda dificulta a implantação do ovo fecundado.

7- Capuz cervical: O capuz cervical bloqueia a entrada do colo uterino, impedindo a entrada de esperma no útero. Deve ser inserido antes do sexo e empurrado até recobrir o colo uterino. Deve ficar no local por no mínimo 6 horas após a relação e até 48 horas no total. Usar com espermicida.

8- Esponja: Bloqueia a entrada do colo uterino e libera espermicida, ambos impedindo juntos a entrada dos espermatozoides no útero e a fertilização do óvulo. Deve ser inserida úmida antes do sexo. Após, permanecer por ao menos 6 horas, não superando 30 horas no total.

Hormonais -  Os hormônios impedem a liberação de óvulos e tornam espesso o muco no colo uterino.

Além de evitar a gestação, têm outros efeitos, como amenizar cólicas, diminuir sangramentos, reduzir cistos e suavizar acne. Uma vez utilizado, leva cerca de três meses para retomar a fertilidade. Para alguns pacientes, há contraindicações e risco de efeitos colaterais.

Adesivo dura uma semana
Adesivo dura uma semana |  Foto: Divulgação
9 - Pílula: Deve ser consumida diariamente no mesmo horário e é altamente eficaz quando usada conforme indicação. Exige controle para não se esquecer um dia sequer, o que reduziria a eficácia, que gira em torno de 91%.

10- Injetável: Injeção no músculo com efeito que dura de 1 a 3 meses. Uma vez aplicado, não é possível reverter. Eficácia de cerca de 94%.

11- Adesivo: Deve ser fixado na pele nas costas, na parte inferior do abdômen ou superior do braço ou nas nádegas. Trocar semanalmente por três semanas, com pausa na quarta. Fica visível e pode cair. Pode causar vermelhidão local. Eficácia de cerca de 91%.

12- Anel vaginal: Anel de plástico flexível que libera continuamente hormônios, colocado na vagina pela usuária. De controle mensal, pode causar corrimento, desconforto e irritação. Eficácia de cerca de 91%.

DIU deve ser inserido no útero por médico especialista. O dispositivo tem efeito contraceptivo por até 10 anos
DIU deve ser inserido no útero por médico especialista. O dispositivo tem efeito contraceptivo por até 10 anos |  Foto: Divulgação
13- Diu hormonal: Diferente do de cobre, contém um reservatório que libera hormônios continuamente. Deve ser inserido em consultório. Dura até cinco anos, mas pode ser retirado a qualquer momento. Eficácia de cerca de 99%.

14- Implantes: Bastão pequeno de silicone que libera hormônios, colocado sob a pele por profissional da área da saúde com durabilidade de até três anos. Com taxa aproximada de 99%, é um dos métodos contraceptivos mais eficazes.

Fonte: Entrevistadas e pesquisa AT.

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