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Pandemia faz crescer busca por implantes dentários

| 22/03/2021, 16:35 16:35 h | Atualizado em 22/03/2021, 16:35

Em tempos de nervos à flor da pele, a saúde bucal também está sujeita aos efeitos psicológicos causados pela pandemia da Covid-19. Pressionar excessivamente os dentes ao dormir, por exemplo, pode indicar estresse e, em casos severos, é possível que ocorra até a perda do dente.

O mestre em implantes dentários e periodontista Thiago Degli Esposti alerta para dores de cabeça e no maxilar e até para dentes trincados ou quebrados.

“São sinais de que o bruxismo está interferindo na sua saúde bucal. Pelo estresse, a tendência ao dormir é pressionar excessivamente os dentes e, por consequência, trazer danos que vão demandar visitas ao dentista.”

Segundo o especialista, a confecção de uma placa miorrelaxante muitas vezes ajuda a minimizar o problema. “Porém, há casos tão graves que levam à perda de dentes, sendo necessário fazer implante.”

Em 2020, ano marcado pela pandemia do coronavírus, houve aumento no número de casos e a procura pelo serviço nos consultórios odontológicos, segundo Thiago Esposti, cresceu cerca de 40% em comparação com 2019.

O implantodontista Rosemberg Campos Ferreira Junior afirma que o ideal é fazer o implante assim que ocorrer a perda do dente, pois, quanto mais tempo demorar, menor o remanescente ósseo.

A presença de osso na região permite que o implante seja fixado de modo semelhante à raiz do dente. Porém, ainda existe solução quando a estrutura óssea é escassa.

Implante dentário: pressionar excessivamente os dentes ao dormir pode causar    até a perda do dente
Implante dentário: pressionar excessivamente os dentes ao dormir pode causar até a perda do dente |  Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

A cirurgiã dentista especialista em implantodontia Andressa Hirle aponta a possibilidade de fazer enxerto para melhorar a estrutura ou recorrer a próteses adesivas.

“O implante é um procedimento que tem se remodelado nos últimos anos, com materiais cada vez melhores. Hoje existem implantes menores com a mesma eficiência”, diz Andressa.

Coragem

Quem confirma essa afirmação é a aposentada Mariléia Sabino, 66 anos. Após 30 anos usando roach (peça que se fixa nos dentes remanescentes), ela criou coragem e fez 13 implantes há seis meses.

“As pessoas falavam que doía e isso me amedrontava, mas eu tinha o sonho de ter a boca perfeita e me arrisquei. Foi maravilhoso. É confortável e mais fácil de cuidar.”


Saiba mais


Indicação

  • Indicado para quando há perda dentária, o implante é um pino metálico colocado na mandíbula onde a prótese é encaixada, que atua como se fosse a raiz natural do dente.

  • Há duas possibilidades: retirar a raiz do dente quebrado e já colocar o parafuso e o “novo dente”; ou aguardar cerca de 30 a 40 dias para a osseointegração após colocar o parafuso e, só então, colocar o dente no lugar.

  • A procura tem crescido a cada ano devido ao maior conhecimento sobre os benefícios da reabilitação oral, como melhora na mastigação, na fala, na respiração e, ainda, na autoestima.

Prazo após a perda do dente

  • Não há um tempo máximo para fazer o tratamento, mas deve ser o mais rápido possível. Quanto mais demorar, maior a perda óssea, o que interfere no tratamento.

Idade mínima

O ideal é aguardar que a estrutura óssea esteja toda desenvolvida, o que ocorre por volta dos 18 anos.

Quando não fazer

  • Devem ser avaliados fatores que põem em risco o sucesso do tratamento, como condição sistêmica de saúde do paciente, idade, motivação e disponibilidade óssea na região do implante.

Cuidados com a saúde bucal

  • Os cuidados são os mesmos que todos deveriam ter, como boa escovação, uso de fio dental e de enxaguante bucal e idas ao dentista semestralmente.

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