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Atraso de linguagem prejudica vida escolar, dizem especialistas

| 08/06/2020, 14:32 14:32 h | Atualizado em 08/06/2020, 14:56

Crianças com atraso de linguagem possuem um risco maior de apresentarem problemas de comportamento, como desatenção e irritação, dificuldades de aprendizagem, e de socialização. Por isso, é importante que pais e educadores fiquem atentos para que o diagnóstico seja feito de forma precoce.

O neurologista infantil Thiago Gusmão alerta que a demora na identificação do problema pode resultar em comprometimento da vida acadêmica no futuro.

Neurologista Thiago Gusmão: intervenção feita antes dos três anos
Neurologista Thiago Gusmão: intervenção feita antes dos três anos |  Foto: Divulgação
“Muitas vezes, os pais procuram ajuda para os filhos que estão com dificuldades de aprendizado, e quando investigado, é constatado que isso já estava presente desde muito cedo na linguagem oral e não houve diagnóstico, muito menos, tratamento”, ressalta.

Ele afirma que, normalmente, os marcos científicos para identificar um retardo na aquisição da linguagem têm início no primeiro ano de vida.

“A intervenção precoce, feita antes dos três anos, costuma ser mais eficaz. Até os quatro anos, a criança tem uma janela de linguagem intensa. Mas ela é muito intensa entre zero e 18 meses, que é quando os neurônios crescem e formam conexões. Por isso, a reação é melhor. A partir dos quatro anos, a resposta será mais lenta”, explica Thiago Gusmão.

A psicóloga Fernanda Almeida destaca que a linguagem oral é importante no processo de comunicação em si, porém ela também influencia diretamente na aquisição de habilidade da leitura e escrita, o que pode criar dificuldades escolares.

“Se a criança não tem a habilidade de fala bem desenvolvida, isso vai interferir no processo de leitura e escrita. Com isso, as atividades escolares podem gerar problemas emocionais, por exemplo, baixa autoestima, insegurança, desmotivação, problemas de interação e problemas de comportamento, como a agressividade”.

O médico psiquiatra Jairo Navarro salienta que alguns transtornos podem prejudicar o desenvolvimento da fala, entre eles o autismo.

“Quanto mais elevado o grau da doença, mais dificuldade a criança terá com relação à comunicação verbal e não verbal. O não desenvolvimento da fala, aliado a outros sinais, pode ser um fator importante para iniciar a investigação da existência do Transtorno do Espectro Autista (TEA), cujo diagnóstico é mais comum por volta de dois, três anos de idade”, destaca Jairo Navarro.

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