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Afinal, como reduzir o lixo em casa?
AT em Família

Afinal, como reduzir o lixo em casa?

Amanda Freitas faz seu próprio desodorante, sabonete, repelente, hidratante e produtos para tratamento do cabelo para reduzir a quantidade de lixo (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Amanda Freitas faz seu próprio desodorante, sabonete, repelente, hidratante e produtos para tratamento do cabelo para reduzir a quantidade de lixo (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
A redução do volume de lixo é um assunto que tem ganhado destaque em todo o mundo. Trata-se de uma tendência, na verdade, uma maneira de conscientizar a população de que o planeta pode entrar em colapso se continuar recebendo tantos resíduos.

Para se ter uma ideia, cada pessoa produz, em média, cerca de um quilo de lixo por dia. Multiplicado pelos 7,7 bilhões de pessoas no mundo, a conta sai alta.

De acordo com o ambientalista Carlos Roberto de Sá, atitudes simples do dia a dia como o reaproveitamento de alimentos e embalagens, bem como o consumo consciente, podem ajudar a reduzir a quantidade de resíduos produzidos em casa.

“Uma dica é a pessoa só comprar o que realmente vai consumir, para evitar o desperdício. Também se pode dar outros destinos a embalagens de vidro e plástico. Um vidro de palmito, por exemplo, pode virar um recipiente para algodão, linhas ou balas ”, defendeu.

Sá afirmou ainda que consumir alimentos com a casca e, em alguns casos, aproveitar a semente, ajuda não só a reduzir o lixo, como também faz bem para a saúde. “Um exemplo é a abóbora. Dá para assar os pedaços com a casca e ainda torrar as sementes para usar na salada de frutas ou de legumes”.

A jornalista Amanda Freitas, de 29 anos, começou a reduzir a quantidade de lixo em casa há cerca de cinco anos.

“Eu faço meu próprio desodorante, sabonete, repelente, hidratante e produtos para tratamento do cabelo. Também tenho uma composteira onde deposito restos de alimentos que viram adubo de plantas e uso coletor menstrual. Não acho que essa atitude irá salvar o mundo, mas quero incentivar pessoas com o meu exemplo”, disse.

O empresário do ramo de coleta de resíduos Marco Antonio Valente ponderou que “a medida é uma questão de educação e consciência para combater o desperdício e que o poder público poderia ser mais engajado nessa causa”.

Garrafa, copo e canudo

 (Foto: Acervo Pessoal)
(Foto: Acervo Pessoal)

A universitária Renata Vallandro de Oliveira, de 29 anos, anda com um kit em mãos para evitar o uso de produtos descartáveis.

“Tenho minha garrafa, copo e canudo de metal. Além disso, faço compostagem em casa para produção de adubo, reaproveito embalagens e uso calcinha absorvente ou coletor menstrual”, revelou.

Renata contou que é a diferentona entre os amigos, mas acha que não faz mais do que a obrigação.

“A gente não tem que fazer o mínimo, mas tudo o que pode para a preservação do planeta”, concluiu.

Saiba mais

Consumo consciente

  • Compre apenas o que você vai consumir, seja no mercado, na feira, na farmácia ou em qualquer tipo de estabelecimento.
  • Isso porque deve-se evitar desperdício de alimentos, embalagens e até objetos.
  • Sempre que possível, evite imprimir documentos em papel. Deixe para utilizar a impressora somente quando realmente necessário e, sempre que possível, use os dois lados do papel.
  • Prefira sempre embalagens e sacolas retornáveis.
  • Consuma alimentos com casca e sementes ou aproveite o resíduo orgânico para compostagem.

Regras da Sustentabilidade

Reduzir
Faz parte do consumo consciente. É importante rever as necessidades e avaliar se a quantidade de alimentos, roupas e sapatos é mesmo necessária.

Reutilizar
Objetos e embalagens, por exemplo. As pessoas estão acostumadas com a economia linear, em que se compra o material, consome, joga a embalagem no lixo, e o objeto vai direto para os lixões, sendo que ainda pode ser reutilizado.

Reciclar
Proporciona uma economia circular, que é justamente reutilizar os objetos que não precisam ser jogados fora. É uma forma de proteger o meio ambiente.

Como fazer coleta seletiva

Para começar, pode-se utilizar três lixeiras: uma para materiais recicláveis como plástico e embalagens; outra para os chamados inservíveis – resíduos que não são recicláveis e nem orgânicos, como o lixo de banheiro –; e uma terceira para compostagem, em que é possível descartar os restos de comida.

A maioria dos municípios possui pontos de coleta de lixo reciclável. Os moradores podem levar até lá.

Essa atitude também ajuda a não faltar matéria-prima no mercado, evita a poluição, aumenta a vida útil dos aterros sanitários e gera renda para as pessoas que trabalham em cooperativas, sem deixar de lado a questão social.


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