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A viagem do remédio pelo corpo
Doutor João Responde

A viagem do remédio pelo corpo

O ser humano, em algum período da vida, adoecerá. Não há no mundo alguém que não desenvolva algum tipo de enfermidade, por mais banal que seja. Afinal, quem nunca teve dor de cabeça, gripe, amigdalite, febre, vômito, diarreia ou alguma outra manifestação que o deixou passivo. O termo “paciente” significa “ser passivo”.

Comprimidos, injeções, soluções, supositórios, cápsulas, pomadas, colírios, entre outros veículos onde habitam substâncias diversas, recebem denominações de droga, fármaco, remédio ou medicamento.

Pacientes costumam confundir o significado de cada um desses termos.

Medicamento é um produto farmacêutico, tecnicamente obtido e elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.

Fármaco designa toda substância química dotada de propriedade farmacológica.
Remédio é qualquer recurso utilizado para obter cura ou alívio.

Droga designava, primitivamente, toda substância orgânica ou inorgânica empregada como ingrediente de tinturaria, química ou farmácia.

Quando usadas em medicina, eram chamadas drogas medicinais.
Munido de esperança, o paciente engole o remédio, aguardando, no ninho do tempo, a gestação do efeito esperado.

Introduzida no organismo, a substância poderá atuar de maneira preventiva, paliativa, curativa ou substitutiva. Vacinas, analgésicos, antibióticos, insulina, entre outros, agem dessa forma.

Quanto ao sítio de ação, os medicamentos podem atuar no local de aplicação ou se dirigir, via sanguínea, para o organismo, sendo absorvidos, distribuídos, transformados e, posteriormente, excretados.

Absorção consiste na velocidade com que a substância viaja e atinge o local de ação. O sangue envia a droga para os tecidos para ser metabolizada.

Esta transformação ocorre no fígado, principalmente, através de reações químicas catalisadas por enzimas que transformam o fármaco em ativo e inativo.

Os efeitos bioquímicos e fisiológicos da substância acontecem no momento em que ela se liga ao receptor para atuar de fato.

Quando dois ou mais fármacos seguem o mesmo caminho, pode surgir antagonismo. Duas drogas com mecanismos diferentes costumam apresentar efeitos opostos.

Muitas vezes, acontece competição sobre o mesmo local, produzindo toxidade. Outras vezes, as drogas se anulam, reagindo entre si.

Incompatibilidades, reações indesejadas e interações farmacológicas, causadas por medicamentos administrados erroneamente, geram danos ao paciente.

Interação medicamentosa consiste numa resposta farmacológica à administração de uma combinação de medicamentos, diferente dos efeitos de dois agentes administrados individualmente.

Existem interações medicamentosas do tipo medicamento-medicamento, medicamento-alimento, medicamento-bebida alcoólica e medicamento-exames laboratoriais.

Um exemplo clássico de interação entre dois medicamentos diferentes ocorre entre antiácidos e anti-inflamatórios.

Os fármacos antiácidos diminuem a absorção dos anti-inflamatórios, reduzindo seu efeito terapêutico.

Interações também acontecem entre medicamentos e alimentos. O leite pode reduzir a absorção de alguns antibióticos, enfraquecendo o efeito terapêutico.

Medicamentos também podem interagir com bebidas alcoólicas, aumentando sua toxidade. O álcool, por exemplo, diminui a capacidade de excreção do paracetamol, causando agressão hepática.

Medicamentos também podem interferir em resultados laboratoriais, Durante o tratamento com amoxilina, por exemplo, o exame de urina pode encontrar-se alterado, indicando um falso aumento de glicose.

Em prol da vida, os medicamentos navegam pelo corpo, ora flutuando nos mistérios da saúde, ora encalhando nos escolhos da doença.

João Evangelista Teixeira Lima é clínico geral e gastroenterologista

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