"Era muito querido", diz tio de adolescente que morreu após passar mal em voo
Diogo Pompermayer Marchiori havia saído de Vitória e seguia com os pais para avaliação de cirurgia no coração, quando passou mal dentro do avião
“Ele tinha o costume de pedir bênção para mim. Era um menino muito bom. Ele era muito querido nas cidades de Iconha e de Piúma, as pessoas adoravam ele e a família".
Foi com essas palavras que Diogo Pompermayer Marchiori, de 13 anos, que morreu após passar mal dentro de um voo que havia saído de Vitória para Guarulhos, em São Paulo, foi descrito pelo padrinho Leandro Mezadre.
Nesta quinta-feira (05), o adolescente seguia para a capital paulista, acompanhado pelos pais, onde passaria por uma consulta com uma cirurgiã cardíaca. Ele era filho de Luana Pompermayer e Ramom Marchiori e irmão mais velho de um menino de 3 anos.
Segundo Leandro, Diogo nasceu com um problema no coração e teve um quadro grave quando tinha 15 dias de vida, que foi superado. Desde então, realizava acompanhamento do quadro cardiológico.
"Como desde novo ele tinha essa questão no coração, todo mundo tinha um apreço e cuidado por ele. Ele foi um guerreiro", afirmou o padrinho, que o descreve ainda como um menino muito educado e estudioso. Leandro conta ainda que a atividade favorita de Diogo era jogar videogame, por ser uma opção que exigia menos esforço físico, em razão do problema cardíaco.
Novo tratamento cardíaco
Cerca de seis meses atrás, Diogo passou por uma mudança no tratamento do coração, para acompanhar a transição da infância para a adolescência. A médica que o atendia encaminhou o adolescente para um especialista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Em exames recentes, os médicos constataram a necessidade de colocar um aparelho no coração do menino, que monitoraria os batimentos cardíacos e ajudaria a normalizá-los em caso de alteração. O procedimento deveria ser realizado em, no máximo, 15 dias.
Mal súbito dentro do avião e tentativa de socorro
Na manhã desta quinta-feira, a família embarcou em um voo da companhia Gol, que saiu de Vitória com destino ao aeroporto de Guarulhos, para que Diogo passasse por consulta com a cirurgiã responsável por colocar o aparelho.
Faltando cerca de 20 minutos para o pouso, Diogo dormia quando acordou repentinamente, contou à mãe que sentia uma forte dor no peito e começou a se debater. Os pais pediram ajuda imediatamente.
Uma médica e uma socorrista que estavam a bordo iniciaram massagem de reanimação no adolescente. Segundo relato do pai ao tio, dois cilindros de oxigênio do avião estavam vazios e um terceiro tinha pouca quantidade de oxigênio.
Diante da emergência, o piloto pediu pouso antecipado, e a chegada ao aeroporto foi adiantada em cerca de 15 minutos. Ao parar na pista, o pai correu para tentar abrir a porta da aeronave e relatou que não havia escada posicionada para o desembarque imediato.
Integrantes da tripulação gritaram para que a escada fosse trazida até o avião, enquanto a mãe pediu que o pai pulasse da aeronave para agilizar o processo de pegar a escada. Minutos depois, a escada e a ambulância chegaram ao local.
Conforme relato do tio, corroborado pela socorrista que ajudou nos primeiros socorros, os técnicos da ambulância não teriam demonstrado preparo para o atendimento. Diogo foi encaminhado ao Hospital Geral de Guarulhos.
No hospital, ainda houve tentativa de reanimar o garoto, mas ele não resistiu.
De acordo Leandro, um funcionário da Gol foi designado para acompanhar os pais de Diogo após a morte, e a companhia arcou com o translado do corpo do adolescente.
A reportagem tentou contato com a Gol, companhia responsável pelo avião, e o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos e ainda não obteve retorno.
A reportagem tentou contato com a Gol, companhia aérea responsável pelo voo, e com o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada assim que houver retorno.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários