Morte de gatos em Vila Velha: laudo aponta traumatismo em um dos animais
Segundo a perícia, a morte de uma gata foi causada por hemorragia interna e problemas respiratórios decorrentes dos traumatismos
A investigação sobre a suspeita de envenenamento de gatos em condomínios do bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, teve um novo desdobramento após a conclusão do laudo pericial.
O exame realizado pela Polícia Científica descartou a presença de substâncias tóxicas nas amostras analisadas e apontou que a morte de uma gata ocorreu em decorrência de traumatismos na região do tórax e do abdômen. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (20).
O caso vem sendo investigado desde agosto deste ano após uma gata ter sido encontrada morta em Coqueiral de Itaparica. Outros gatos teriam aparecido sem vida em circunstâncias semelhantes. A suspeita inicial era de envenenamento.
“Eram animais conhecidos, todos cuidavam deles. Colocávamos ração, água, além de castrá-los e vaciná-los com o próprio dinheiro. Eram muito bem cuidados. Estamos arrasados com a morte de tantos bichinhos”, afirmou, à época, uma moradora sob a condição de anonimato ao jornal A Tribuna.
"Nossa equipe realizou diligências para apurar o caso, incluindo a oitiva dos envolvidos e a solicitação de imagens de câmeras de segurança. As diligências não confirmaram a suspeita inicial de envenenamento e não foram confirmados os 12 óbitos mencionados na denúncia. O laudo pericial, porém, refere-se especificamente à gata encontrada morta em agosto", disse o delegado Marcelo Nolasco, chefe da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA).
Segundo a Polícia Civil, durante a investigação, foram ouvidos a denunciante e o síndico do condomínio, além de serem analisadas imagens de câmeras de segurança. As diligências não identificaram situações suspeitas e as outras onze mortes mencionadas na denúncia não foram confirmadas pela investigação.
A corporação informou, ainda, que durante a perícia da Polícia Científica os exames toxicológicos realizados em amostras de sangue e conteúdo estomacal não identificaram substâncias tóxicas.
O laudo apontou que a morte foi causada por hemorragia interna e problemas respiratórios decorrentes dos traumatismos. No entanto, não foi possível determinar como as lesões foram provocadas.
"Os traumatismos identificados podem ter sido provocados por uma paulada ou até mesmo por uma queda. O animal pode, inclusive, ter sido atropelado. Não temos elementos que comprovem a ocorrência de um crime neste momento. Por isso, vamos concluir o procedimento com o pedido de arquivamento, que poderá ser reaberto caso surjam novas provas”, finalizou o delegado Marcelo Nolasco.
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