ES realiza primeiras cirurgias de joelho com auxílio de robô neste sábado
Pacientes de 83 e 85 anos recebem prótese total de joelho com robô que promete mais precisão e menos agressão aos tecidos
Aos 83 e 85 anos, dois pacientes serão os primeiros do Espírito Santo a receber uma prótese total de joelho em cirurgia realizada com auxílio de um robô. Os procedimentos serão realizados hoje no Hospital Vitória Apart Serra e marcam a chegada da cirurgia robótica ortopédica ao Estado, com a promessa de maior precisão e personalização do tratamento.
Segundo o ortopedista especialista em joelho Cid Moura Jr., a principal diferença em relação à técnica convencional é a possibilidade de adaptar o procedimento às necessidades individuais.
“A cirurgia que fazemos até agora é a mesma para todo mundo. A diferença da cirurgia robótica é que ela é feita com os parâmetros de cada paciente. É uma cirurgia individualizada”, explicou.
O equipamento utilizado é de segunda geração e conta com Inteligência Artificial. Diferentemente de sistemas que exigem exames de imagem prévios para o planejamento, o que será utilizado permite realizar as medições durante a própria operação.
Entre os benefícios apontados pelo médico estão a maior precisão dos cortes ósseos e a redução da agressão aos tecidos durante a implantação da prótese. A incisão, no entanto, permanece praticamente do mesmo tamanho da realizada na cirurgia convencional.
“Na cirurgia convencional, às vezes precisamos soltar os ligamentos, o que exige uma movimentação maior e provoca uma agressão maior”, afirmou.
A expectativa também é de melhor funcionamento mecânico da prótese a longo prazo, além de menor retirada de osso durante o procedimento.
A cirurgia convencional continua sendo uma opção consolidada para o tratamento da artrose avançada. A indicação da cirurgia depende da avaliação médica, considerando a intensidade dos sintomas e as limitações apresentadas pelo paciente.
Para o diretor médico do Hospital Vitória Apart Serra, Rafael Brum, a chegada da tecnologia representa um avanço para a assistência ortopédica no Estado.
“Estamos dando um passo importantíssimo para trazer mais tecnologia e segurança para todos os nossos pacientes e para o corpo clínico. A cirurgia robótica ortopédica vai agregar mais eficiência, precisão e qualidade, melhorando ainda mais os resultados dessas cirurgias”, destacou.
Saiba mais
Cirurgia robótica
O Espírito Santo terá, pela primeira vez, um robô auxiliando em uma cirurgia da artroplastia total do joelho, ou prótese total do joelho. Nela, é colocada a prótese total de joelho.
Hoje serão realizadas duas no Hospital Vitória Apart Serra.
O robô Cori, que será utilizado, permite maior precisão e personalização da operação.
Procedimento
A cirurgia de artroplastia total do joelho já é realizada de maneira convencional no Estado. Ela é indicada principalmente para pacientes com artrose avançada, caracterizada pelo desgaste da articulação, que pode provocar dor progressiva, deformidades e limitações dos movimentos.
Durante o procedimento, as superfícies desgastadas do joelho são substituídas por componentes de uma prótese, que ajudam a recuperar a função da articulação.
Eficiência
Com o auxílio do robô, o cirurgião realiza medições durante a operação e recebe informações para orientar os cortes ósseos e o posicionamento da prótese de acordo com as características anatômicas de cada paciente.
A tecnologia permite uma cirurgia mais individualizada, com maior precisão nos cortes e menor retirada de osso. A abordagem também é menos agressiva durante a implantação da prótese.
Além disso, a tecnologia pode contribuir para reduzir o tempo cirúrgico, diminuindo o período de exposição do paciente ao ambiente operatório.
Outras cirurgias
O robô Cori também pode ser utilizado em procedimentos ortopédicos envolvendo outras articulações, como o quadril e o ombro.
No Brasil, porém, a cirurgia robótica de ombro ainda não é realizada com essa tecnologia.
Já a primeira cirurgia robótica de quadril no País está prevista para o final deste ano. A ampliação das aplicações depende da disponibilidade e da liberação da tecnologia para cada procedimento.
Fonte: Especialistas entrevistados.
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