Conheça os sinais da paralisia que afetou humorista capixaba
Renato Albani contou que acordou sentindo dormência em um dos lados da face, procurou ajuda médica e está em tratamento
O humorista capixaba Renato Albani recentemente compartilhou em vídeo nas redes sociais que foi diagnosticado com paralisia de Bell. Médicos explicam que a condição provoca o enfraquecimento ou a perda dos movimentos dos músculos de um dos lados do rosto.
O artista revelou que acordou sentindo dormência em um dos lados da face, e que procurou ajuda médica. “Fiquei assustado, achando que algo de ruim estava acontecendo. Mas procurei um médico e já estou fazendo o tratamento”, explicou.
A condição é ocasionada por paralisia do nervo facial, responsável pelos movimentos dos músculos da face, e pode causar sequelas, alerta Arthur Menino Castilho, otorrinolaringologista e primeiro vice-presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL).
“É uma condição de instalação rápida, podendo paralisar o nervo facial em diversos graus, indo de um a seis. Quanto menos o rosto mexer, maior a chance de sequelas, por isso é importante buscar auxílio médico o mais rápido possível”, alertou.
A paralisia de um dos lados do rosto pode vir acompanhada de dor no ouvido, não conseguir franzir a testa ou fechar a boca e também o olho do lado da face afetada, explica Maria Anatólia Chaves Reis, médica otorrinolaringologista.
“As causas mais comuns para essa condição são viroses e infecções no ouvido, mas também podem ser ocasionadas por traumas na cabeça e até tumores. Em caso de dificuldade em fechar o olho, é necessário procurar um oftalmologista com urgência”, observou.
A doença pode acometer qualquer pessoa, mas existem perfis com maior propensão, aponta Fabia de Sá, otorrinolaringologista do Hospital Vitória Apart.
“Os pacientes diabéticos e gestantes estão mais propensos a terem um lado do rosto paralisado. Além disso, alterações bruscas de temperatura de forma rotineira também podem aumentar o risco da paralisia facial”, apontou.
Não há prevenção para a condição, e o tratamento compreende uso de remédios anti-inflamatórios e, em alguns dos casos, antivirais.
“O tratamento tem melhor resultado se feito em até 72 horas após identificados os sintomas iniciais da paralisia”, disse a otorrinolaringologista.
Saiba mais
Sintomas da paralisia
A Paralisia de Bell é uma condição de instalação rápida, que acomete o nervo facial e provoca a perda de movimentos de um lado completo da face, em diferentes graus, variando de um ao seis.
A condição é associada a viroses, como o vírus da herpes, e infecções no ouvido, mas também pode estar relacionada a traumas na cabeça e a tumores.
Entre os sintomas estão paralisia súbita de um lado do rosto, dificuldade ou incapacidade de franzir a testa, fechar o olho e a boca ou assoviar. Também podem ocorrer dor ou dormência na região do ouvido, dificuldade para conter a salivação e alteração ou perda parcial do paladar no lado afetado da língua.
Tratamento e prevenção
Não existe prevenção específica para a paralisia de Bell. Caso sejam identificados sintomas, o atendimento médico deve ser procurado o mais rápido possível.
Anti-inflamatórios em doses elevadas podem ser utilizados para reduzir o edema do nervo.
Já antivirais podem ser empregados especialmente diante da possibilidade de associação com vírus da família da herpes.
Sequelas
A intensidade da paralisia influencia o risco de sequelas. A partir dos graus cinco ou seis, a probabilidade é elevada.
Quanto menor o movimento do rosto, maior pode ser a chance de sequela, devido à intensidade do processo inflamatório, que pode provocar falta de circulação de sangue no nervo ao comprimir vasos responsáveis por seu suprimento sanguíneo.
Não é possível determinar exatamente quanto tempo os sintomas levarão para desaparecer.
A melhora pode começar já na primeira semana, mas a recuperação completa pode levar cerca de seis meses.
Ajuda médica
Diante de dormência, dor intensa na região do ouvido ou paralisia facial súbita, é imprescindível procurar atendimento médico com urgência, preferencialmente com um otorrinolaringologista e um oftalmologista.
Um clínico em um pronto atendimento hospitalar pode realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento inicial para a condição.
Quanto mais rápido o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de uma boa recuperação e menores as possibilidades de sequelas.
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